Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

O Espiritismo em Sua Expressão Mais Simples

Há no homem três coisas essenciais: a Alma ou Espírito, princípio inteligente em que residem o pensamento, a vontade e o senso moral; o corpo, envoltório material, pesado e grosseiro, que coloca o Espírito em relação com o mundo exterior; o perispírito, envoltório fluídico, leve, que serve de laço e intermediário entre o Espírito e o corpo. Quando o envoltório exterior está gasto e não pode mais funcionar, ele cai e o Espírito despoja-se dele como o fruto de sua casca, a árvore de sua crosta; em resumo, como se abandona uma roupa velha que não serve mais; é a isso que chamamos morte.
A morte, portanto, não passa da destruição do grosseiro envoltório do Espírito - só o corpo morre, o Espírito não. Durante a vida o Espírito está de certa forma limitado pelos laços da matéria a que está unido e que, muitas vezes, paralisa suas faculdades; a morte do corpo desembaraça-o de seus laços; ele se liberta e recupera sua liberdade, como a borboleta saindo de sua crisálida. Mas ele só abandona o corpo material; conserva o perispírito, que constitui para ele uma espécie de corpo etéreo, vaporoso, imponderável para nós e de forma humana, que parece ser a forma-tipo. Em seu estado normal, o perispírito é invisível, mas o Espírito pode fazer com que sofra certas modificações que o tornam momentaneamente acessíveis à vista e até ao contacto, como acontece com o vapor condensado; é assim que eles podem às vezes mostrar-se a nós em aparições. É com a ajuda do perispírito que o Espírito age sobre a matéria inerte e produz os diversos fenómenos de ruído, de movimento, de escrita, etc.
Allan Kardec
Estado de Espiríto: Espiritualmente bem...
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Domingo, 27 de Janeiro de 2008

Vultos do Espiritismo

JOÃO LEÃO PITTA
Nascido no dia 11 de Abril de 1875, na Ilha da Madeira, Portugal e desencarnado no dia 11 de Fevereiro de 1957, no Brasil.
João Leão Pitta fez os seus primeiros estudos em sua terra natal, cursando um colégio particular e alcançando um grau de instrução equivalente ao nosso curso secundário. Terminados esses estudos deliberou ir para o continente a fim de se aperfeiçoar e escolher uma carreira. Nessa altura surgiu um imprevisto: seus pais alimentavam a idéia de fazer com que ele seguisse a carreira eclesiástica e se ordenasse padre católico. Entretanto, a sua propensão era norteada no sentido de ser admitido na marinha portuguesa. Não conseguindo estudar o que aspirava, veio para o Brasil sem o consentimento de seus pais, aportando no Rio de Janeiro com apenas 16 anos de idade e com quatrocentos réis no bolso. Não tendo conhecidos nem parentes, empregou-se numa padaria, onde, pelo menos, tinha acomodação e alimentação. Não se sentindo bem na antiga Capital Federal, deliberou transferir-se para a cidade de Piracicaba, no Estado de S. Paulo, onde se casou com D. Maria Joaquina dos Reis, de cujo consórcio teve 12 filhos. Posteriormente voltou para o Rio de Janeiro, onde se ocupou da profissão de tecelão, chegando a ser contramestre da fábrica. Um acontecimento, no entanto, mudou o rumo de sua vida. Uma de suas filhas ficou bastante doente, e ele, sem recursos para sustentar sua numerosa prole e atender à enfermidade da filha, resolveu procurar um Centro Espírita. Não estava animado do propósito de haurir os benefícios doutrinários do Espiritismo, mas sim, de obter a cura de sua filha. Foi ali que conheceu um médium receitista. Pitta tinha o hábito de discutir. Porém, o médium não admitia discussões com referência à Doutrina Espírita e deu-lhe alguns livros para que os lesse. Fez as primeiras leituras com manifesta má vontade, mas, aos poucos, foi tomando interesse e estudou as obras básicas da codificação kardequiana. Com a desencarnação de três de suas filhas, vítimas de uma epidemia, sua esposa, cumulada de profundos desgostos, fez com que a família voltasse de novo para Piracicaba. Conhecedor do Espiritismo, não perdeu tempo e logo descobriu que, na cidade, as reuniões espíritas eram realizadas mais por curiosidade de que por apego aos estudos. Tomou então a deliberação de conclamar alguns amigos, demonstrando-lhes a responsabilidade moral de cada um, após o que conseguiu, em companhia de outros confrades, compenetrados do caráter sério e nobilitante da Doutrina dos Espíritos, fundar, no ano de 1904, a "Igreja Espírita Fora da Caridade não há Salvação", a pioneira das instituições espíritas da cidade. Logo após a fundação do Centro Espírita, o clero católico moveu-lhe acerba campanha e, como decorrência não conseguiu emprego na cidade e ficou sem crédito por mais de um ano. Todos lhe negavam serviço, apesar de ser homem honesto e trabalhador. Nesse período crítico de sua vida, sua esposa costurava para ganhar algum dinheiro, conseguindo assim amparar a família e superar a crise. Logo após, conseguiu arranjar emprego numa loja de ferragens de propriedade de Pedro de Camargo, que mais tarde se tornou o famoso Vinícius. Nessa firma trabalhou durante 20 anos, chegando a ser sócio interessado, tal a sua operosidade e honestidade à toda prova. Nos idos de 1926 à 1929, como pretendesse melhorar sua situação econômico-financeira, a fim de propiciar melhor educação para seus filhos, instalou uma fábrica de bebidas. Tudo ia bem. Porém, como estivesse sempre pronto a atender aos amigos e aos necessitados, impulsionado pelo seu bom coração, acabou perdendo tudo, mais de duzentos contos de réis, verdadeira fortuna naquele tempo. Viu-se então face à dura contingência de hipotecar sua própria moradia, perdendo-a por excesso de amor ao próximo. Em 1930, resolveu trabalhar na divulgação do Espiritismo, fazendo propaganda e angariando assinaturas para a "Revista Internacional de Espiritismo" e para o jornal "O Clarim". Deixou o convívio sossegado de seu lar, de seus filhos, para viajar pelo Brasil, percorrendo centenas de cidades, pregando o Evangelho e disseminando aquelas publicações e as obras espíritas do grande missionário que foi Caírbar Schutel. Em todas as cidades por onde passava, fazia suas pregações doutrinárias. Profundo conhecedor dos textos evangélicos, esmiuçava-os com profundidade e com bastante clareza, tornando-os inteligíveis para todos. Quando falava, suas palavras eram cadenciadas e precisas. Nessa obra missionária viveu 21 anos ininterruptos, percorrendo vários Estados do Brasil, notadamente Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os transportes por ele utilizados eram dos mais precários. Muitas vezes fazia longas caminhadas a pé, a cavalo, de trem, de caminhão e de ônibus, alimentando-se e dormindo mal. Tinha imenso prazer em atender aos convites que lhe eram formulados e, sentindo-se sempre inspirado pelo Alto, levava o conhecimento de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" a milhares de pessoas e lares. Fez milhares de conferências em Centros Espíritas, praças públicas e cinema. Nessas extensas caminhadas, algumas de muitos quilômetros, auxiliava os mais necessitados com os recursos que ia amealhando. Socorria muitas pessoas, sem distinção de crença religiosa, dando-lhes dinheiro para consultar médicos, comprar óculos, adquirir mantimentos e para outros fins. Era modesto no trajar. Possuía longas barbas brancas e a criançada o chamava de Papai Noel, pois também sabia brincar com as crianças e orientá-las. Sofria sempre calado, sem lamúrias, cônscio de que os sofrimentos na Terra são oriundos de transgressões cometidas em vidas anteriores. Com a idade de 75 anos, foi acometido de pertinaz enfermidade e submetido a delicada intervenção cirúrgica, vindo a desencarnar 6 anos mais tarde. João Leão Pitta deixou várias monografias inéditas.
Publicado por Viktor às 16:08
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Encarnação para Evolução...

É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?
A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de um acção material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a actividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação, para os Espíritos, é um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo – S.Luis (Paris, 1859).
Livro: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - EDIÇÃO FEB
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

FILHOS

Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir. Do item 8, do Cap. XIV, de "O evangelho Segundo o Espiritismo" Entre os casais, surge comummente o problema do abandono, pelo qual o parceiro lesado é compelido à carência afectiva. Criaturas integradas na comunhão recíproca, o afastamento uma da outra provoca, naturalmente, em numerosas circunstâncias, o colapso das forças mais íntimas naquela que se viu relegada a escárnio ou esquecimento. Justo observar que toda criatura prejudicada usufrui o direito de envidar esforços na própria recuperação. Análogo princípio prevalece nas conjunções do sentimento, sempre efectuadas com fins determinados em vista. O companheiro ou a companheira menosprezada no círculo doméstico detém a faculdade de refazer as condições que julgue necessárias à própria euforia, com base na consciência tranquila. Não existem obrigações de cativeiro para ninguém nos fundamentos morais da Criação. Um ser não dispõe de regalias para abusar impunemente de outro, sem que a vítima se veja espontaneamente liberta de qualquer compromisso para com o agressor. Em matéria afectiva, porém, se a união sexual trouxe filhos à paisagem terrestre, é razoável que as Leis da Vida reconheçam na criatura lesada a permissão de restabelecer a harmonia vibratória em seu mundo emotivo, logicamente dentro da ética que sustenta a tranquilidade da vida intima; entretanto, essas mesmas Leis da Vida rogam, sem impor, às vítimas da deslealdade ou da prepotência que não renunciem ao dever de amparar os filhos, notadamente se esses filhos ainda não atingiram a puberdade que lhes traçará começo à compreensão dos problemas sexuais que afligem a Humanidade. Em sobrevindo semelhantes crises, haja no parceiro largado em desprezo uma revisão criteriosa do próprio comportamento para verificar até que ponto haverá provocado a agressão moral sofrida e, embora se reconheça culpado ou não, que se renda, antes de tudo, à desculpa incondicional, ante o ofensor, fundindo no coração os títulos ternos que tenha concedido ao companheiro ou à companheira da comunhão sexual no título de irmão ou de irmã, de vez que somos todos espíritos imortais, interligados perante Deus, através dos laços da fraternidade real. Aprenda o parceiro moralmente danificado que só pelo esquecimento das faltas uns dos outros é que nos endereçaremos à definitiva sublimação e que nenhum de nós, os filhos da Terra, está em condições de acusar nos domínios do sentimento, porquanto os virtuosos de hoje podem ter sido os caídos de ontem e os caídos de hoje serão possivelmente os virtuosos de amanhã a quem tenhamos talvez de rogar apoio e bênção, quando a Justiça Eterna nos venha descerrar a imensidão de nossos débitos, acumulados em existências que deixamos para trás nos arquivos do tempo. Homem ou mulher em abandono, se tem filhos pequeninos, que se voltem, acima de tudo, para essas aves ainda tenras do pábulo doméstico, agasalhando-as sob as asas do entendimento e da ternura, por amor a Deus e a si mesmos, até que se habilitem aos primeiros contactos conscientes com a vida terrestre, antes de se aventurarem à adopção de nova companhia; isso porque podem usar a atribuição natural que lhes compete, no que se refere a possíveis renovações, sem se arriscarem a agravar os problemas dos filhos necessitados de arrimo e sem complicarem a própria situação perante o futuro.

Emmanuel

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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

A MELANCOLIA

Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? É que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes.

Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor, mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantém cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo/provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra. - François de Genève. (Bordéus)

Livro: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – Cap. V – Item 25, FE

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

Mediunidade profissional e charlatanismo

Esse é um ponto bastante polémico com relação ao Espiritismo. Seriam os médiuns apenas charlatães interesseiros? Analisando com atenção tudo o que envolve a mediunidade é possível se chegar a uma conclusão.

O princípio da faculdade mediúnica é a afinidade fluídica, a qual é individual e não geral; pode existir do médium para tal espírito e não a tal outro; sem essa afinidade, cujas nuances são muito diversificadas, as comunicações são incompletas, falsas ou impossíveis. Elas podem ser falsas porque, na falta do espírito desejado, não faltam outros, prontos a aproveitarem a ocasião de se manifestarem, e que se importam muito pouco em dizerem a verdade. O mais frequentemente, a assimilação fluídica entre o espírito e o médium não se estabelece senão com o tempo, ocorrendo uma vez em dez que ela seja completa desde a primeira vez.

Estando a mediunidade subordinada a leis, de alguma sorte orgânicas, às quais todo médium está sujeito, não se pode negar que isso não seja um escolho para a mediunidade profissional, uma vez que a possibilidade e a exactidão das comunicações prendem-se a causas independentes do médium e do espírito. Para que um médium profissional pudesse oferecer toda segurança às pessoas que viessem a consultá-lo, seria preciso que ele possuísse uma faculdade permanente e universal, quer dizer, que pudesse se comunicar facilmente com todos os espíritos e a qualquer momento, para estar constantemente à disposição do público, como um médico, e satisfazer a todas as evocações que lhe fossem pedidas. Ora, isso não ocorre com nenhum médium.

Além disso, os espíritos são livres; eles se comunicam quando querem, com quem lhes convém e também quando podem. Não estão às ordens e ao capricho de quem quer que seja, e não é dado a ninguém fazê-los vir contra a sua vontade. Como sempre dizia Chico Xavier: “o telefone só toca de lá para cá”. Ninguém pode afirmar que a qualquer hora um espírito virá atender ao seu chamado e responderá a tal ou tal questão. Dizer o contrário é provar ignorância dos mais elementares princípios do Espiritismo. Só o charlatanismo tem fontes infalíveis.

Vê-se que os médiuns não possuem senão a faculdade de comunicar, mas a comunicação efectiva depende da vontade dos espíritos. Isso explica a intermitência da faculdade mesmo nos melhores médiuns, e as interrupções que suportam por vezes durante vários meses. Seria, pois, erradamente, que se assemelharia a mediunidade a um talento. O talento se adquire pelo trabalho e aquele que o possui dele é sempre o senhor; o médium não é jamais senhor da sua faculdade, uma vez que depende de uma vontade estranha.

Os próprios princípios que regem as comunicações com o mundo invisível se opõem à regularidade e à precisão necessárias para aquele que se coloca à disposição do público.

O desejo de satisfazer a uma clientela pagante conduz ao abuso. Não se conclui disso que todos os médiuns interesseiros sejam charlatães, mas o interesse de ganho conduz ao charlatanismo e autoriza a suposição de fraude, se não a justifica. Não há, para se comunicar com os espíritos, nem dias, nem horas, nem lugar mais propícios uns que os outros. Não é preciso para os evocar, nem fórmulas, nem palavras sacramentais ou cabalísticas, sendo que o emprego de todo sinal ou objecto material, seja para os atrair, seja para os repelir, não tem efeito, uma vez que o pensamento basta. Só o charlatanismo poderia tomar maneiras excêntricas e adicionar acessórios ridículos. A evocação dos espíritos se faz em nome de Deus, com respeito e recolhimento; é a única coisa recomendada às pessoas sérias que querem ter intercâmbio com espíritos sérios.

Outra questão é que certas manifestações espíritas se prestam, bem facilmente, a uma imitação mais ou menos grosseira; mas do fato de que puderam ser exploradas, como tantos outros fenómenos, pela charlatanice e pela prestidigitação, seria absurdo disso concluir que elas não existam, como bem atesta, em raciocínio adjacente, André Luiz, em trecho do livro Evolução em Dois Mundos.

As manifestações mais fáceis de serem imitadas são certos efeitos físicos, e os efeitos inteligentes vulgares, tais como os movimentos de objectos e pancadas dos mesmos, a escrita directa, as respostas banais, etc; não ocorre o mesmo com as comunicações inteligentes de uma alta importância, ou na revelação de coisas notoriamente desconhecidas do médium. Para imitar os primeiros não é preciso senão a destreza; para simular os outros é preciso, quase sempre, uma instrução pouco comum, uma superioridade intelectual fora de série e uma faculdade de improvisação, por assim dizer, universal, ou o dom da adivinhação.

É importante ressaltar que a "mediunidade elevada (...) constitui (...) conquista do espírito, para cuja consecução não se pode prescindir das iniciações dolorosas, dos trabalhos necessários, com a auto-educação sistemática e perseverante." (André Luiz, em trecho do livro Missionários da Luz).

 

««« Conclusão »»» 

A mediunidade é uma faculdade essencialmente móvel e fugidia, pela razão de estar subordinada à vontade dos espíritos; por isso é que está sujeita a intermitências. Esse motivo, e o princípio mesmo segundo o qual estabelece a comunicação, são os obstáculos a que se torne uma profissão lucrativa, uma vez que não poderia ser nem permanente, nem aplicável a todos os espíritos, e que poderia faltar no momento em que dela se tivesse necessidade. Aliás, não é racional admitir que os espíritos sérios se coloquem à disposição da primeira pessoa que os queira explorar.

A propensão dos incrédulos, geralmente, é suspeitar da boa fé dos médiuns, e supor o emprego de meios fraudulentos. Além de que, no entendimento de certas pessoas essa suposição é injuriosa, é preciso, antes de tudo, perguntar qual interesse poderiam eles ter para enganarem e divertirem ou representarem a comédia. A melhor garantia que se pode encontrar está no desinteresse absoluto e honorabilidade do médium. Há pessoas que, pela sua posição e seu carácter, escapam a toda suspeição. Se a atracão do ganho pode excitar a fraude, o bom senso diz que, onde não há nada a ganhar, o charlatanismo não tem razão de ser.

Texto baseado em trechos do livro O Que É o Espiritismo.

Publicado por Viktor às 10:33
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Domingo, 9 de Setembro de 2007

ALLAN KARDEC

Nascido em Lyon, França, no dia 3 de outubro de 1804 e desencarnado em Paris, no dia 31 de março de 1869.

 

      Muito se tem escrito sobre a personalidade de Allan Kardec, existindo mesmo várias e extensas biografias sobre a sua obra missionária.

      É sobejamente conhecida a sua vida anteriormente ao dia 18 de abril de 1857, quando publicou a magistral obra "O Livro dos Espíritos", que deu início ao processo de codificação do Espiritismo.

      Nesta súmula biográfica, procuraremos esboçar alguns informes sobre a sua inconfundível personalidade, alguns deles já do conhecimento geral.

      O seu verdadeiro nome era Hippolyte-Léon-Denizard Rivail. "Hippolite" em família; "Professor Rivail" na sociedade e "H-L-D. Rivail" na literatura era, desde os 18 anos mestre colegial de Ciências e Letras, e, desde os 20 anos renomado autor de livros didáticos. Suas obras espíritas foram escritas com o pseudônimo de Allan Kardec.

      Destacou-se na profissão para a qual fora aprimoradamente educado na Suíça, na escola do maior pedagogo do primeiro quartel do século 19, d

ue Spirite". Em 1861, dava a lume "O Livro dos Médiuns". Em 1864, aparecia "O Evangelho segundo o Espiritismo"; seguido de "O Céu e o Inferno" em 1865. Finalmente, em 1868 "A Gênesis”, completava o pentateuco do Espiritismo.

      Na ingente tarefa de codificação do Espiritismo, Allan Kardec contou com o valioso concurso de três meninas que se tornaram as médiuns principais no trabalho de compilação de "O Livro dos Espíritos": Caroline Baudin, Julie Baudin e Ruth Celine Japhet. As duas primeiras foram utilizadas para a concatenação da essência dos ensinos espíritas e a última para os esclarecimentos complementares. Ultimada a obra e ratificados todos os ensinamentos ali contidos, por sugestão dos Espíritos, Allan Kardec recorreu a outros médiuns, estranhos ao primeiro grupo, dentre eles Japhet e Roustan, médiuns intuitivos; a senhora Canu, sonâmbula inconsciente; Canu, médium de incorporação; a sra. Leclerc, médium psicógrafa; a sra. Clement, médium psicógrafa e de incorporação; a sra. De Pleinemaison, auditiva e inspirada; sra. Roger, clarividente; e srta. Aline Carlotti, médium psicógrafa e de incorporação.

      Escrevendo sobre a personalidade do ínclito mestre, o emérito Dr. Silvino Canuto Abreu afirmou o seguinte: "De cultura acima do normal nos homens ilustres de sua idade e do seu tempo, impôs-se ao geral respeito desde moço. Temperamento infenso à fantasia, sem instinto poético nem romanesco, todo inclinado ao método, à ordem, à disciplina mental, praticava, na palavra escrita ou falada, a precisão, a nitidez, a simplicidade, dentro dum vernáculo perfeito, escoimado de redundâncias.

      De estatura meã, apenas 165 centímetros, e constituição delicada, embora saudável e resistente, o professor Rivail tinha o rosto sempre pálido, chupado, de zigomas salientes e pele sardenta, castigado de rugas e verrugas. Fronte vertical comprida e larga, arredondada ao alto, erguida sobre arcadas orbitárias proeminentes, com sobrancelhas abundantes e castanhas. Cabelos lisos e grisalhos, ralos por toda a parte, falhos atrás (onde alguns fios mal encobriam a larga coroa calva da madureza), repartidos, na frente, da esquerda para a direita, sem topetes, confundidos, nos temporais, com as barbas grisalhas e aparadas que lhe desciam até o lóbulo das orelhas e cobriam, na nuca, o colarinho duro, de pontas coladas ao queixo. Olhos pequenos e afundados, com olheiras e pápulas. Nariz grande, ligeiramente acavaletado perto dos olhos, com largas narinas entre rictos arqueados e auteros. Bigodes rarefeitos, aparados à borda do lábio, quase todo branco. Pera triangular sob o beiço, disfarçando uma pinta cabeluda. Semblante severo quando estudava ou magnetizava, mas cheio de vivacidade amena e sedutora quando ensinava ou palestrava. O que nele mais impressionava era o olhar estranho e misteriosos, cativante pela brandura das pupilas pardas, autoritário pela penetração a fundo na alma do interlocutor. Pousava sobre o ouvinte como suave farol e não se desviava abstrato para o vago senão quando meditava, a sós. E o que mais personalidade lhe dava era a voz, clara e firme, de tonalidade agradável e oracional, que podia mesclar agradavelmente desde o murmúrio acariciante até as explosões de eloqüência parlamentar. Sua gesticulação era sóbria, educada. Quando distraído, a ler ou a pensar, confiava os "favoris". Quando ouvia uma pessoa, enfiava o polegar direito no espaço entre dois botões do colete, a fim de não aparentar impaciência e, ao contrário, convencer de sua tolerância e atenção. Conversando com discípulos ou amigos íntimos, apunha algumas vezes a destra no ombro do ouvinte, num gesto de familiaridade. Mantinha rigorosa etiqueta social diante das damas."

      Pelo seu profundo e inexcedível amor ao bem e à verdade, Allan Kardec edificou para todo o sempre o maior monumento de sabedoria que a Humanidade poderia ambicionar, desvendando os grandes mistérios da vida, do destino e da dor, pela compreensão racional e positiva das múltiplas existências, tudo à luz meridiana dos postulados do ninfo Cristianismo.

      Filho de pais católicos, Allan Kardec foi criado no Protestantismo, mas não abraçou nenhuma dessas religiões, preferindo situar-se na posição de livre pensador e homem de análise. Compungia-lhe a rigidez do dogma que o afastava das concepções religiosas. O excessivo simbolismo das teologias e ortodoxias, tornava-o incompatível com os princípios da fé cega.

      Situado nessa posição, em face de uma vida intelectual absorvente, foi o homem de ponderação, de caráter ilibado e de saber profundo, despertado para o exame das manifestações das chamadas mesas girantes. A esse tempo o mundo estava voltado, em sua curiosidade, para os inúmeros fatos psíquicos que, por toda a parte, se registravam e que, pouco depois, culminaram no advento da altamente consoladora doutrina que recebeu o nome de Espiritismo, tendo como seu codificados, o educador emérito e imortal de Lyon.

      O Espiritismo não era, entretanto, criação do homem e sim uma revelação divina à Humanidade para a defesa dos postulados legados pelo Meigo Rabi da Galiléia, numa quadra em que o materialismo avassalador conquistava as mais pujantes inteligências e os cérebros proeminentes da Europa e das Américas.

      A primeira sociedade espírita regularmente constituída foi fundada por Allan Kardec, em Paris, no dia 1º de abril de 1858. Seu nome era "Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas". A ela o codificador emprestou o seu valioso concurso, propugnando para que atingisse os nobilitantes objetivos para os quais foi criada.

      Allan Kardec é invulnerável à increpação de haver escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou de espírito de sistema. Homem de caráter frio e severo, observava os fatos e dessas observações deduzia as leis que os regem.

      A codificação da Doutrina Espírita colocou Kardec na galeria dos grandes missionários e benfeitores da Humanidade. A sua obra é um acontecimento tão extraordinário como a Revolução Francesa. Esta estabeleceu os direitos do homem dentro da sociedade, aquela instituiu os liames do homem com o universo, deu-lhe as chaves dos mistérios que assoberbavam os homens, dentre eles o problema da chamada morte, os quais até então não haviam sido equacionados pelas religiões. A missão do ínclito mestre, como havia sido prognosticada pelo Espírito de Verdade, era de escolhos e perigos, pois ela não seria apenas de codificar, mas principalmente de abalar e transformar a Humanidade. A missão foi-lhe tão árdua que, em nota de 1º de janeiro de 1867, Kardec referia-se as ingratidões de amigos, a ódios de inimigos, a injúrias e a calúnias de elementos fanatizados. Entretanto, ele jamais esmoreceu diante da tarefa.
Fonte: Os grandes vultos do espiritismo
Publicado por Viktor às 22:52
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Sábado, 8 de Setembro de 2007

NAMORO

Pergunta - Além da simpatia geral, oriunda da semelhança que entre eles exista, votam-se os Espíritos recíprocas afeições particulares?

Resposta - Do mesmo modo que os homens, sendo, porém, que mais forte é o laço que prende os Espíritos uns aos outros, quando carentes de corpo material, porque então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões. Item no. 291, de "O Livro dos Espíritos". A integração de duas criaturas para a comunhão sexual começa habitualmente pelo período de namoro que se traduz por suave encantamento. Dois seres descobrem um no outro, de maneira imprevista, motivos e apelos para a entrega recíproca e daí se desenvolve o processo de atracção. O assunto consubstanciaria o que seria lícito nomear como sendo um "doce mistério" se não faseássemos nele as realidades da reencarnação e da afinidade.

Inteligências que traçaram entre si a realização de empresas afectivas ainda no Mundo Espiritual, criaturas que já partilharam experiências no campo sexual em estâncias passadas, corações em cumplicidade e delinquência passional, noutras eras, ou almas inesperadamente harmonizadas na complementação magnética, diariamente compartilham as emoções de semelhantes encontros, em todos os lugares da Terra.

Positivada a simpatia mútua, é chegado o momento do raciocínio.

Acontece, porém, que diminuta é, ainda, no Planeta, a percentagem de pessoas, em qualquer idade física, habilitadas a pensar em termos de auto análise, quando o instinto sexual se mães derrama do ser. Estudiosos do mundo, preterindo a questão apenas no "lado físico", dirão talvez tão-somente que a libido entrou em actividade com o seu poderoso domínio e, obviamente, ninguém discordará, em tese, da afirmativa, atentos que devemos estar à importância do impulso criativo do sexo, no mundo psíquico, para a garantia e perpetuação da vida no Planeta. É imperioso anotar, entretanto, em muitos lances da caminhada evolutiva do Espírito, a influência exercida pelas inteligências desencarnadas no jogo afectivo. Referimo-nos aos parceiros das existências passadas, ou, mais claramente, aos Espíritos que se corporificarão no futuro lar, cuja actuação, em muitos casos, pesa no ânimo dos namorados, inclinando afeições pacificamente raciocinadas para casamentos súbitos ou compromissos na paternidade e na maternidade, namorados esses que então se matriculam na escola de laboriosas responsabilidades. Isso porque a doação de si mesmos à comunhão sexual, em regime de prazer sem ponderação, não os exonera dos vínculos cármicos para com os seres que trazem à luz do mundo, em cuja floração, aliás, se é verdade que recolherão trabalho e sacrifício, obterão também valiosa colheita de experiência e ensinamento para o futuro, se compreenderem que a vida paga em amor todos aqueles que lhe recebem com amor as justas exigências para a execução dos seus objectivos essenciais.

EMMANUEL
Publicado por Viktor às 11:00
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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

MEDIUNIDADE EM CRIANÇAS

O desenvolvimento mediúnico de crianças é extremamente perigoso. Isso porque na infância, o Espírito encarnado não possui estrutura psíquica apropriada a este tipo de actividade.

O organismo da criança é delicado e poderia sofrer sérios danos sob a influência de fluidos e mentes desencarnadas em desarmonia. Também deve-se levar em consideração, que as crianças são muito impressionáveis e que sua relação com os Espíritos poderia excitar seu psiquismo de forma inconveniente.

Há ocasiões em que certas crianças podem apresentar naturalmente fenómenos de natureza mediúnica, geralmente passageiros. Mas, mesmo nesses casos, não se deve estimular o desenvolvimento de suas faculdades psíquicas.

Não há uma idade específica para o início do desenvolvimento da mediunidade, quando ela existir de fato. Enquanto há jovens que são maduros, existem pessoas com idade avançada, que permanecem na imaturidade. Mas, para fins práticos, convém que somente se admita para o estudo e exercício da mediunidade nos centros espíritas, os maiores de 18 anos, idade em que se supõe a pessoa estar em condições psicológicas mínimas para exercer a razão.

Allan Kardec, no mesmo item citado anteriormente, assim se expressa a respeito do desenvolvimento mediúnico de crianças:

 

"A prática do Espiritismo requer muito tato para se desfazer o embuste dos Espíritos mistificadores. Se homens feitos são por eles enganados, a infância e a juventude estão ainda mais expostas a isso, por sua inexperiência. Sabe-se também que o recolhimento é condição essencial para se tratar com Espíritos sérios. As evocações feitas levianamente ou por divertimento constituem verdadeira profanação, que abre as portas aos Espíritos zombeteiros ou malfazejos.

"Como não se pode esperar de uma criança a gravidade necessária a um ato semelhante, seria de temer que, entregue a si mesma, ela o transformasse em brinquedo. Mesmo nas condições mais favoráveis, é de se desejar que uma criança dotada de mediunidade só a exerça sob vigilância de pessoas mais experimentadas, que lhe ensinarão, por exemplo, o respeito devido às almas dos que se foram deste mundo".

 

Para finalizar, queremos nos dirigir aos que, nos últimos tempos, foram convidados para a mesa mediúnica.

A mediunidade é coisa sublime. Para desenvolvê-la, ou educá-la com proveito, deve-se adquirir conhecimentos teóricos e melhorar-se intelectual e moralmente. O progresso moral, sabemos, é o mais difícil. A vida, porém, ensina que as coisas adquiridas facilmente pouco valor possuem.

A dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico. O orgulho e os maus Espíritos são seus obstáculos.

A mediunidade é faca de dois gumes. Se por um lado é fonte de abençoadas alegrias, por outro, pode ser também de profundas decepções. Poderíamos citar aqui inúmeras obras respeitáveis para lhes orientar o desenvolvimento. Porém, aconselhamos o velho e bom O Livro dos Médiuns. Comece pelo começo, conheça Kardec e estude-o em profundidade.

GEBM

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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

0 LIVRO DOS ESPÍRITOS COMO SEQUÊNCIA NATURAL DA BÍBLIA

Este ano assinala o centésimo-décimo aniversário da publicação de O Livro dos Espíritos1, de Allan Kardec, obra básica do Espiritismo. Porque foi precisamente a 18 de Abril de 1857, portanto há 110 anos exactos, que O Livro dos Espíritos apareceu em Paris, dando início positivo à III Revelação do Cristianismo.
Por mais que os bíblicos literalistas contestem e que as religiões cristãs dogmáticas protestem, há uma verdade que não se pode esconder: o Livro dos Espíritos é sequência histórica e desenvolvimento natural da Bíblia. Mesmo alguns espíritas não concordam com isto. Mas, se atentassem melhor para a sua doutrina e examinassem o assunto à luz das obras básicas da doutrina, compreenderiam a verdade. Kardec afirmou e demonstrou que o Espiritismo é a continuação do Cristianismo. Veja-se o que ele escreveu a respeito da introdução e no primeiro capítulo de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Veja-se a sua teoria da Revelação no primeiro capítulo de A Génese. E consulte-se o livro básico nos pontos referentes ao problema.
A I Revelação do Cristianismo foi feita através de Moisés e dos Profetas e codificada na Bíblia. Esta codificação anunciava a vinda do Messias e, portanto, outra revelação. Cumprindo a profecia, a II Revelação veio com o Cristo e foi codificada nos Evangelhos. Mas esta codificação anunciava outra vinda, a do Espírito da Verdade, que se manifestou a Kardec e deu-lhe os ensinamentos codificados em O Livro dos Espíritos. Esta codificação é a da III Revelação, que não anuncia mais nenhuma, porque nela a Revelação Cristã se completa, abrindo definitivamente as portas da mediunidade para o dialogo do Visível com o Invisível. Estando as portas abertas, a Revelação Cristã flui naturalmente daqui para diante, sem necessidade das divisões históricas do início. Por isso e para isso é que o Espiritismo não se fecha numa estrutura dogmática e eclesiástica.
Kardec afirmou que o Espiritismo é a chave da Bíblia e dos Evangelhos. Todos os que estudam este problema sem sujeição a dogmatismos e seitas, sabem que não se pode compreender as duas codificações anteriores sem o auxílio da posterior. Porque a sequência histórica é também uma sequência lógica. A Bíblia é a premissa maior do Cristianismo; os Evangelhos são a premissa menor; O Livro dos Espíritos a conclusão. Essa a razão porque Jesus prometeu que o Espírito da Verdade viria completar e restabelecer os seus ensinos. Negar isto é negar o que ele mesmo disse, como vemos no Cap. XIV do Evangelho de Lucas.
J. Herculano Pires
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Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

ADÃO NÃO FOI O PRIMEIRO HOMEM, MAS APENAS O PRIMEIRO HEBREU

O versículo quarto do capítulo sexto do Génesis informa: "Ora, naquele tempo havia gigantes na Terra". O tempo referido é o da criação do homem. Se havia gigantes, Adão não era o primeiro homem, tanto mais que a própria Bíblia nos diz que os "filhos de Deus", que eram Adão e sua descendência, casavam-se com as "filhas dos homens". É o que vemos no versículo dois do Cap. VI: "Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres", e ainda no versículo quarto, já acima citado: "e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos". Verifica-se no texto uma dubiedade, parecendo haver uma diferença entre os gigantes e os homens, mas não se poderia explicar as "filhas dos homens", se não fossem filhas dos gigantes. Essa dubiedade se explica pela Mitologia. Os gigantes, na verdade, são figuras mitológicas que aparecem no texto bíblico, da mesma maneira que nos textos hindus, egípcios e na "Gigantemaquia", poema que se considera como fragmento extraviado da "Teogonia" de Hesiodo. A Bíblia herdou dos antigos livros mesopotâmicos a lenda mitológica dos gigantes. Esse fato comprova a tese espírita da raça adâmica, que na verdade nada mais é do que o povo hebreu.
O exame do texto bíblico, à luz da Antropologia Cultural e da Mitologia, prova que Adão é apenas o primeiro hebreu e não o primeiro homem. A lenda de Adão e Eva é o capítulo mitológico da História dos Judeus, como a lenda grega de Deucalião e Pirra é o da História dos Hebreus. As duas histórias se confundem, de tão semelhantes, no caso do dilúvio. Assim como Heleno foi o primeiro homem para os gregos, Adão foi o primeiro para os judeus. A falta de conhecimento histórico e a falsa interpretação teológica da Bíblia transformaram uma antiga lenda mitológica em verdade revelada. O Espiritismo não endossa esse absurdo.
Curioso notar que Deucalião, o Noé grego, e Pirra, sua mulher, tiveram três filhos, como aconteceu com Adão e Eva e depois com Noé. Em todas essas coincidências comprova-se a origem mitológica e a presença dos arquétipos colectivos nas passagens supostamente históricas da Bíblia. Querer sustentar a realidade desses relatos ingénuos e impô-los ao povo como verdade divina é querer confundir religião com superstição. O Espiritismo prefere esclarecer esses problemas à luz da razão.
J. Herculano Pires
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Sábado, 18 de Agosto de 2007

DILUVIO: CATÁSTROFE PARCIAL ADAPTADA A UMA ANTIGA LENDA

A lenda do dilúvio, que encontramos em Génesis: VII e VIII, é uma dessas passagens bíblicas que só podem ser tomadas ao pé da letra pelo fanatismo e a ignorância. Pouco importa que durante séculos as religiões cristãs, com seus doutores e sacerdotes, tenham sustentado a realidade literal dessa lenda. A verdade histórica é apenas esta: a lenda do dilúvio corresponde a um dos arquétipos mentais actualmente estudados pela psicologia profunda. Os estudos de Karl Jung a respeito são bastante esclarecedores. Mas o arquétipo colectivo, que corresponde no plano social aos complexos psicanalíticos do plano individual, não é uma abstracção. Pelo contrário, é uma realidade psíquica enraizada nos fatos concretos. O dilúvio bíblico, por isso mesmo, tem duas faces: uma é a realidade histórica, a ocorrência real da catástrofe; outra é a interpretação alegórica, enraizada no arquétipo colectivo e que o texto sagrado nos oferece.
O Livro dos Espíritos explica o problema do dilúvio através dessas duas faces, a real e a lendária. É o que vemos nos seu item 59, nas "Considerações e Concordâncias Bíblicas referentes à Criação", que se podem resumir nestas palavras: "O dilúvio de Noé foi uma catástrofe parcial, que se tomou pelo cataclismo geológico". Aliás, essa afirmação de Kardec foi posteriormente confirmada pelas investigações científicas. O arqueólogo inglês sir Charles Leonardo Woolley descobriu ao norte de Basora, próximo ao Golfo Pérsico, ao dirigir escavações para a descoberta dos restos da cidade de Ur, as camadas de lama do dilúvio mencionado na Bíblia. Pesquisas posteriores completaram a descoberta. O dilúvio parcial do delta dos rios Tigre e Eufrates é hoje uma realidade atestada pela Ciência. Foi esse dilúvio, ou seja, essa inundação parcial, que serviu de motivo histórico para a lenda bíblica. Como acentua Kardec, nada perdeu com isso a Bíblia, nem a Religião. Mas ambas são diminuídas quando o fanatismo insiste em defender um absurdo, quando teima em dizer que Deus afogou o mundo nas águas de uma chuva de quarenta dias e fez Noé salvar-se, com a própria família e as privilegiadas famílias dos animais de cada espécie existente, para que a vida pudesse continuar na Terra. Sustentar como realidade histórica a figuração ingénua de uma lenda, conferindo-lhe ainda autoridade divina, é ridicularizar o sentimento religioso e minar as bases da concepção espiritual do mundo. Foi esse processo infeliz de ridicularização que levou o nosso tempo ao materialismo e à descrença que hoje o dominam.
Que diriam os fanáticos da "palavra de Deus" ao saberem que o dilúvio bíblico tem por antecessores o dilúvio babilónico de Gilgamesch, historicamente chamado de "o Noé babilónico", e o dilúvio grego de Deucalião? O Espiritismo esclarece esse problema, mostrando que o "arquétipo colectivo" de dilúvio é responsável pelo seu aparecimento em diversos capítulos da História das Religiões, e até mesmo na pré-história, entre os povos selvagens. É esse um dos pontos mais curiosos da psicologia das Religiões.
J. Herculano Pires
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

CAIM FUNDOU UMA CIDADE SEM TER QUEM HABITÁ-LA!

Com quem se casou Caim, ao retirar-se para a terra do Node? Se Adão e Eva eram as primeiras criaturas humanas. Caim era a terceira. Não haveria mais gente em toda a Terra. Mas a Bíblia nos conta o seguinte: "E coabitou Caim com sua mulher; ela concebeu e deu à luz Enoque. Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho". (Génesis, IV: 17). Não há explicação teológica que possa resolver as contradições do texto. É evidente que Caim não era a terceira criatura da Terra, mas apenas o primeiro descendente de uma nova raça, que surgia num mundo já povoado e evoluído. A mulher de Caim era de outra raça, do povo que habitava a terra de Node. Os costumes da época ressaltam de todo o texto. Ao construir uma cidade, Caim lhe deu o nome do filho, homenagem comum nos tempos antigos e ainda hoje comum entre os pioneiros de zonas novas. E com que povo ia Caim povoar a sua cidade? Pensaria em faze-lo apenas com a sua geração? Claro que isso seria absurdo. Era o povo de Node que teria de habitar a cidade de Caim. O fato mesmo de Caim ser pastor e Abel lavrador já nos mostra que Adão e Eva viviam numa civilização constituída. Se já havia profissões, divisão do trabalho, especialização da produção e até mesmo fundação de cidades, é evidente que o mundo não estava começando, mas já havia começado há muito tempo. Não se pode ajeitar as coisas, diante destes dados do texto. O que se pode e deve fazer é interpretar o texto, desvendar-lhe o sentido, decifrar-lhe o símbolo como o fez Kardec.
A raça adâmica era uma nova raça que surgia na Terra, proveniente de migrações espirituais. Sua missão era auxiliar o desenvolvimento do planeta, ajudar os seus habitantes primitivos a se elevarem espiritualmente. Não surgia milagrosamente, mas de forma natural, por descendência biológica de outras raças mais aperfeiçoadas. Entretanto, como era necessário preservar a condição evolutiva dessa raça, a fim de que ela não se perdesse na animalidade terrena, a Bíblia usou o mito da criação directa de Adão e Eva por Deus. A descendência de Caim e a genealogia do povo hebreu, que vêm nos versículos seguintes da Bíblia, desse mesmo capítulo IV: 17-26, e do capítulo V: l -32, provam precisamente o que acabamos de acentuar. Os casamentos ali referidos não podem ser explicados sem a existência de outros povos, na Terra, como não se pode admitir que a corrupção do género humano tenha ocorrido na descendência de Adão. Insistir na aceitação literal dessas coisas, a pretexto de que a Bíblia é "a palavra de Deus", só serve para desmoralizar a Bíblia e a própria religião. Já é tempo das criaturas pensantes examinarem problemas tão sérios com maior seriedade.
J. Herculano Pires
Publicado por Viktor às 09:10
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UM DOS GRANDES VULTOS DO ESPIRITISMO…

ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA [BATUÍRA]
            Nascido a 19 de Março de 1839, em Portugal, na Freguesia de Águas Santas, hoje integrada no Concelho da Maia, e desencarnado em São Paulo, no dia 22 de Janeiro de 1909.
      Completada a sua instrução primária, veio para o Brasil, com apenas onze anos de idade, aportando no Rio de Janeiro, a 3 de Janeiro de 1850.
      Seu nome de origem era António Gonçalves da Silva, entretanto, devido a ser um moço muito activo, correndo daqui para acolá, a gente da rua o apelidara "o batuíra", o nome que se dava à narceja, ave pernalta, muito ligeira, de voo rápido, que frequentava os charcos na várzea formada, no actual Parque D. Pedro 2º, em S. Paulo, pelos transbordamentos do rio Tamanduateí. Desde então o cognome "Batuíra" foi incorporado ao seu nome.
      Batuíra desempenhou uma série de actividades que não cabe registrar nesta concisa biografia, entretanto, podemos afirmar que defendeu calorosamente a ideia da abolição da escravatura no Brasil, quer seja abrigando escravos em sua casa e conseguindo-lhes a carta de alforria, ou fundando um jornalzinho a fim de colaborar na campanha encetada pelos grandes abolicionistas Luiz Gama, José do Patrocínio, Raul Pompeia, Paulo Ney, António Bento, Rui Barbosa e tantos outros grandes paladinos das ideias liberais.
      Homem de costumes simples, alimentando-se apenas de hortaliças, legumes e frutas, plantava no quintal de sua casa tudo aquilo de que necessitava para o seu sustento. Com as economias, adquiriu os então desvalorizados terrenos do Lavapés, em S. Paulo, edificando ali boa casa de residência e, ao lado dela, uma rua particular com pequenas casas que alugava a pessoas necessitadas. O tempo contribuiu para que tudo ali se valorizasse, propiciando a Batuíra apreciáveis recursos financeiros. A rua particular deveria ser mais tarde a Rua Espírita, que ainda lá está.
      Tomando conhecimento das altamente consoladoras verdades do Espiritismo, integrou-se resolutamente nessa causa, procurando pautar seus actos nos moldes dos preceitos evangélicos. Identificou-se de tal maneira com os postulados espíritas e evangélicos que, ao contrário do "moço rico" da narrativa evangélica, como que procurando dar uma demonstração eloquente da sua comunhão com os preceitos legados por Jesus Cristo, desprendeu-se de tudo quanto tinha e pôs-se a seguir as suas pegadas. Distribuiu o seu tesouro na Terra, para entrar de posse daquele outro tesouro do Céu.
      Tornou-se um dos pioneiros do Espiritismo no Brasil. Fundou o "Grupo Espírita Verdade e Luz", onde, no dia 6 de Abril de 1890, diante de enorme assembleia, dava início a uma série de explanações sobre "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
      Nessa oportunidade deixara de circular a única publicação espírita da época, intitulada "Espiritualismo Experimental" redigida desde Setembro de 1886, por Santos Cruz Junior. Sentindo a lacuna deixada por essa interrupção, Batuíra adquiriu uma pequena tipografia, a que denominou "Tipografia Espírita", iniciando a 20 de Maio de 1890, a publicação de um quinzenário de quatro páginas com o nome "Verdade e Luz", posteriormente transformado em revista e do qual foi o director responsável até a data de sua desencarnação. A tiragem desse periódico era das mais elevadas, pois de 2 ou 3 mil exemplares, conseguiu chegar até 15 mil, quantidade fabulosa naquela época, quando nem os jornais diários ultrapassavam a casa dos 3 mil exemplares. Nessa tarefa gloriosa e ingente Batuíra despendeu sua velhice. Era de vê-lo, trôpego, de grandes óculos, debruçado nos cavaletes da pequena tipografia, catando, com os dedos trémulos, letras no fundo dos caixotinhos.
      Para a manutenção dessa publicação, Batuíra despendeu somas respeitáveis, já que as assinaturas somavam quantia irrisória. Por volta de 1902 foi levado a vender uma série de casas situadas na Rua Espírita e na Rua dos Lavapés, a fim de equilibrar suas finanças.
      Não era apenas esse periódico que pesava nas finanças de Batuíra. Espírito animado de grande bondade, coração aberto a todas as desventuras, dividia também com os necessitados o fruto de suas economias. Na sua casa a caridade se manifestava em tudo: jamais o socorro foi negado a alguém, jamais uma pessoa saiu dali sem ser devidamente amparada, havendo mesmo muitas afirmativas de que "um bando de aleijados vivia com ele". Quem ali chegasse, tinha cama, mesa e um cobertor.
      Certa vez um desses homens que viviam sob o seu amparo, furtou-lhe um relógio de ouro e corrente do mesmo metal. Houve uma denúncia e ameaças de prisão. A esposa de Batuíra lamentou-se, dizendo: "é o único objecto bom que lhe resta". Batuíra, porém, impediu que se tomasse qualquer medida, afirmando: "Deixai-o, quem sabe precisa mais do que eu".
      Batuíra casou-se em primeiras núpcias com D. Brandina Maria de Jesus, de quem teve um filho, Joaquim Gonçalves Batuíra, que veio a desencarnar depois de homem feito e casado. Em segundas núpcias, casou-se com D. Maria das Dores Coutinho e Silva; desse casamento teve um filho, que desencarnou repentinamente com doze anos de idade. Posteriormente adoptou uma criança retardada mental e paralítica, a qual conviveu em sua companhia desde 1888.
      Figura bastante popular em S. Paulo, Batuíra tornou-se querido de todos, tendo vários órgãos da imprensa leiga registrado a sua desencarnação e apologiado a sua figura exponencial de homem caridoso e dedicado aos sofredores.
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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

MOSTRA A BÍBLIA QUE ADÃO NÃO FOI O PRIMEIRO HOMEM

Expulso do Éden, o casal primitivo teve dois filhos: Caim e Abel, segundo nos relata o Cap. IV do Génesis, versículos l a 16. Estava assim iniciada, segundo as religiõesdogmáticas, a raça humana na Terra. Mas a própria bíblia desmente essa suposição, ao declarar, logo no vers. 2, que "Abel foi pastor e Caim lavrador". Nos versículos 14 e 15 vemos Caim temer que "outros" o matem e o Senhor "pôs um sinal em Caim, para que não o ferisse de morte quem quer que o encontrasse". E o versículo 16 nos oferece esta preciosa informação: retirando-se da presença do Senhor o renegado Caim "habitou na terra de Node, ao oriente do Éden". Não precisamos sair dos limites desse capítulo 4 do Génesis para ver que Adão e Eva não iniciaram a raça humana, mas apenas a sua própria descendência, num mundo já povoado há muito tempo. Os versículos seguintes confirmam isso plenamente. Que faz o Espiritismo em face deste problema? Rejeita e condena a Bíblia como falsa? Não. Pelo contrário, procura interpretá-la em espírito e verdade, em vez de apegar-se às contradições e aos absurdos da "letra que mata".
No capítulo XI de A Génese, Kardec explica que a chamada raça adâmica foi uma das últimas a surgirem na Terra. "O Génesis no-la mostra, - diz ele, - desde o seu início, industriosa, apta para as artes e as ciências, sem haver passado pela infância intelectual, o que não é próprio das raças primitivas, mas concorda com a opinião de que ela se compunha de Espíritos já avançados". Caim era lavrador, Abel era pastor, e logo mais veremos Caim casar-se (com quem?) ter filhos e construir uma cidade. Tratemos agora do fratricídio de Caim, cujo símbolo é também dos mais significativos.
Vemos na Bíblia que Caim matou Abel por ciúmes de Deus. Ambos haviam oferecido ao Senhor as primícias de seus trabalhos; Caim, os frutos da terra, Abel, os gordos rebentos do seu rebanho. O que mostra que já viviam na era das civilizações agrárias. Mas o Senhor não gostou da oferta vegetal, preferindo a de carne. Como todos os deuses antigos, o Deus Único da Bíblia também gostava mais de carnes que de frutas. A alegoria é evidente: Caim representa o egoísmo humano de uma raça em desenvolvimento, Abel é a vítima inocente desse egoísmo feroz; Deus pune Caim, mas não o aniquila, por que ele precisa continuar progredindo; e o Deus em causa não é o verdadeiro Deus, mas um guiaespiritual, que representa o Senhor perante a ingenuidade desse povo nascente. É inacreditável que ainda hoje nos queira impingir essas alegorias em seu sentido liberal
J. Herculano Pires
Publicado por Viktor às 20:00
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