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*Cursos de Reiki e Karuna de Todos os níveis*-*Workshop's de Técnicas de Reiki*
Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

Reflexão do dia

Caros Irmãos;

     Sinto que o Universo passa um período conturbado, onde cada Ser Humano se deve preparar para o que possa estar para vir. Há imensos textos, várias profecias e inúmeras crenças, onde se aborda o tema do “fim do mundo”, que vão deste as profecias Maias, as profecias de Nostradamus, profecias de São Malaquias [Após a morte de São Celsus, São Malaquias foi nomeado Arcebispo de Armagh (Irlanda) em 1132.Foram atribuídos a ele muitos milagres durante a sua vida religiosa e, era dotado do dom da profecia. Foi canonizado pelo Papa Clemente III, a 6 de Julho de 1199. Sua festa é celebrada a 3 de Novembro], o “fenómeno” de 2012, as previsões bíblicas e mais actualmente algumas “canalizações”.

     Muitas vezes me perguntam: “Vitor, o que acha que se vai passar em Dezembro de 2012?”; A minha resposta é a seguinte: “Caríssimo, com tantos textos que leu e palavras que ouviu, é natural que isso lhe gere uma certa confusão mental, deixando-o confuso. Eu digo-lhe que a melhor maneira de superar este período é libertar o seu Livre Arbítrio e respeitar o dos outros. Para tal deve concentrar-se em si mesmo, amando-se e explorando o seu “Eu Sou” permitindo que o mesmo se expanda e revele muitas vezes perante a sua incredulidade. Negar o seu lado Divino é negar-se a si mesmo, pois essa componente está no ADN de todos os seres humanos. Cada Ser é um ser extraordinário, belo na sua essência, foco de luz intensa, fonte de amor inesgotável e excepcional compaixão. Cada Ser Humano é como um “neurónio” de Deus, e todos juntos formamos o UNO (todo)."

     Como Guerreiros de Luz vamos unir a nossa Luz e Amor, criando um mundo melhor para todos.

Saudações Holísticas

NAMASTÊ

Música: RFM
Publicado por Viktor às 15:10
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

Aprenda a Gostar de Si

     Amar a nós mesmos parece simples, mas às vezes é muito difícil.

     Eu gostaria de ensinar algumas maneiras que descobri para aprendermos a nos amar melhor.

     E quero insistir carinhosamente para que vocês as pratiquem sempre, porque as mudanças que elas podem proporcionar são impressionantes.

     O amor é respeitoso, generoso, solidário e cheio de compaixão.

     Quem ama a si mesmo entra em sintonia com o universo no que ele tem de melhor, e tudo flui em sua vida.

         "A Bíblia diz: Ama a teu próximo como a ti mesmo.”

     Por mais simples e clara que esta afirmação possa parecer, levei muito tempo para me dar conta do que significa "amar a si mesmo" e para saber que se não amarmos e respeitarmos a nós mesmos seremos incapazes de qualquer amor verdadeiro pelos outros.

     Alguns talvez digam que amar a si mesmo é vaidade, egoísmo e arrogância.

     Talvez seja por isso que esse amor por nós mesmos não é despertado e estimulado em nós desde pequenos.

     Pelo contrário, somos formados para atender o desejo alheio, a expectativa dos pais, as exigências dos professores, as ordens dos adultos.

     Lutamos desesperadamente para atender o desejo dos outros, achando que assim seremos amados por eles.

         E nesse esforço perdemos de vista o incrível milagre que cada um de nós é como centelha divina e esplêndida expressão da vida.

     As atitudes de vaidade, egoísmo ou arrogância não revelam amor por nós mesmos.

     Revelam medo, insegurança, necessidade de afirmação.

     Essas atitudes são disfarces, são escudos para ocultar as carências que incomodam e fazem sofrer.

     Pense nisso sempre que uma pessoa arrogante intimidar ou procurar diminuir você.

     O amor é respeitoso, generoso, solidário e cheio de compaixão.

     Quem ama a si mesmo entra em sintonia com o universo no que ele tem de melhor, e tudo flui em sua vida.

         Como é que amamos um filho querido para que ele cresça e se desenvolva dentro de suas características próprias?

     É procurando conhecê-lo tal como ele é, e não como gostaríamos que ele fosse.

     É acolhendo suas necessidades e estimulando suas capacidades.

     É ajudando-o a superar suas dificuldades e colocando limites para que ele se dê conta dos direitos dos outros.

     É tendo para ele um olhar de amor que reconhece, respeita, valoriza, levando-o a descobrir a pessoa única e especial que ele é.

     Levando-o a amar a si mesmo.

     Por que então não fazemos o mesmo connosco?

     Somos adultos, está na hora de cuidarmos de nós como o faríamos com um filho querido.

     Está na hora de aprender a amar a nós mesmos.

 Louise Hay

Saudações Holísticas

NAMASTÊ

Música: M80
Publicado por Viktor às 10:59
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Mantras

É reconhecido por todos que a palavra falada possui um poder relativamente profundo na mente das pessoas, tanto positiva quanto negativamente. Quando algum doente ouve palavras de ânimo, de alento, parece que uma nova força toma conta da sua alma, dando-lhe mais optimismo e segurança num iminente restabelecimento. Quando alguém se deprime por diversos problemas em sua vida, alegra-se ao ouvir um cântico religioso, permitindo-se uma interiorização e contemplação de seu "mundo interior", para uma maior comunhão com Deus, a fonte essencial da cura.

No entanto, o poder da palavra falada, chamada de Mantraterapia (ou Verboterapia), que não se restringe a uma disciplina verbal, no sentido socrático da ideia, ou seja, simplesmente utilizar com precisão e ordem os conceitos intelectuais que se quer transmitir. A Mantraterapia vai mais além, ao defender que por trás da pronúncia de um som se encontra um poder, uma energia, uma força espiritual, capaz de operar magicamente, não só no operador, mas no ambiente à sua volta.

Ao estudarmos algumas passagens de livros religiosos, vemos como o uso dos Mantras sempre foi considerado de seriíssima importância. Encontrando-se num templo de Mistérios egípcio, o sábio grego Sólon perguntou a um dos mestres ali presentes sobre as possíveis causas do afundamento da Atlântida; esse Mestre afirmou com ênfase que não se podia falar inconsequentemente sobre desgraças daquela natureza, principalmente num ambiente carregado de energias de altíssima força espiritual, pois poderia-se atrair as mesmas circunstâncias. Essa resposta foi suficiente para calar o filósofo grego.

Vemos também um caso espantoso, como é o da destruição de Jericó por Josué e seus sacerdotes e guerreiros, os quais rodearam as muralhas dessa cidade durante vários dias e logo após entoaram cânticos, gritaram e tocaram os seus instrumentos, o que fez com que Jericó fosse totalmente destruída pelos fogos subterrâneos. Também vemos o grande Mestre Jesus, o Cristo, realizando múltiplos milagres com a simples pronúncia de umas tantas palavras, muitas delas ininteligíveis aos ouvidos dos não iniciados.

A Bíblia diz-nos claramente, segundo João Batista, que no princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus... E o profeta Moisés, na sua Génese, explica que Deus, Elohim, criou todas as coisas com o uso da Sua Palavra. "Faça-se ", e o caos se transformou nas diversas ordens de Cosmos, de acordo com a Música das Esferas, cantada pelos Construtores (Elohim é uma palavra plural, indicando que foram os Deuses que criaram o mundo).

Por isso vemos porque a palavra sempre foi muito bem empregada, sempre foi reconhecida como fundamental para o crescimento e desenvolvimento dos nossos poderes internos, da nossa saúde mental e física, além do nosso nível de Consciência.

Os magos afirmavam que os sons que emitimos obedecem à Lei cósmica do Retorno, ou seja, à lei da Causa e Efeito, ou Karma.

Toda acção gera uma reacção proporcional e em sentido contrário, em três níveis: físico, mental e consciêncial.

As origens de muitos Mantras, nomes sagrados, termos cabalísticos etc., remontam a épocas arcaicas. Muitos ocultistas afirmam que os Mantras não passam de resquícios de uma Língua de Ouro, perdida quase que totalmente na actualidade, somente falada por Deuses e Anjos. Para o profeta Enoch, esses gigantes eram Seres fantásticos que guiaram nossa evolução em épocas imemoriais, entregando-nos os seus alfabetos sagrados e Mantras de ouro.

Alguns desses Mantras permaneceram até os dias de hoje, graças às Escolas de Mistérios que conseguiram resguardar alguma coisa dessa língua mágica falada pelos Ancestrais, na forma de nomes divinos, palavras misteriosas e sem significado aparente:

ADONAI, YAH, YOM, EHEIEH, ISIS, ALLAH, IAO, AOM, KWAN - YIN, INRI etc...

Diz Eliphas Lévi sobre o poder do Verbo: "Toda Magia está numa palavra, e esta palavra, pronunciada cabalisticamente, é mais forte que todos os poderes do céu e do inferno. Com o nome IOD-HE-VAU-HE comandamos a natureza; os reinos são conquistados em nome de ADONAI e as forças ocultas que compõem o nome de HERMES são todas obedientes àquele que sabe pronunciar o nome incomunicável de AGLA. Por isso, os sábios de todos os séculos temeram diante dessa Palavra absoluta e terrível".

Os Mantras foram usados para diversos fins: curativos, mágicos, ritualísticos, espirituais. Para os descrentes, a pronúncia contínua e concentrada de certos Mantras induz a uma auto-sugestão, a um auto-engano. Na verdade, devido ao desconhecimento da Anatomia Oculta do Homem, somente alguns percebem os efeitos das palavras mantralizadas, que vibram inicialmente na nossa Alma, ressoando nos chacras, nos canais energéticos (Meridianos) e sobre os estados de Consciência.

Por isso, essas mesmas pessoas, principalmente hindus e maias, enfatizam a ideia de que o nosso corpo e nossa alma são a resultante de um Alfabeto Cósmico e cada fonema vibra em determinadas regiões do nosso organismo, actuando terapêutica e magicamente sobre o próprio mantralizador. Ou seja, somos um instrumento musical que deve vibrar com as mais deliciosas melodias cósmicas.

Vejamos alguns exemplos práticos:

Mantras - Finalidade

AOM » Cristaliza o que se desejou, é o nosso Ámen.

Conjunto poderoso de Mantras para se atrair

AOM-TAT-SAT - TAM - PAM - PAZ » a força curativa do Sol. São os Mantras do Arcanjo Michael.

Abre a atmosfera astral para a manifestação HAGIOS dos Mestres, possibilitando maior contacto com eles.

ANTIA - DAUNA - SASTASA » Poderoso Mantra de invocação dos Mestres Ascensionados. Deve ser cantado.

OM...HUM... » Melhora nossa meditação e interiorização.

Saudações Reikianas

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 09:45
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Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Diferença

"Crês que há um só Deus: fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem". (TIAGO, 2:19).

A advertência do apóstolo é de essencial importância no aviso espiritual.

Esperar benefícios do Céu é atitude comum a todos.

Adorar o Senhor pode ser trabalho de justos e injustos.

Admitir a existência do Governo Divino é traço dominante de todas as criaturas.

Aceitar o Supremo Poder é próprio de bons e maus.

Tiago foi divinamente inspirado neste versículo, porque as suas palavras definem a diferença entre crer em Deus e fazer-lhe a Sublime Vontade.

A inteligência é atributo de todos.

A cognição procede da experiência.

O ser vivo envolve sempre e quem envolve aprende e conhece.

A diferenciação entre o génio do mal e o génio do bem permanece na direcção do conhecimento.

O demónio, como símbolo de maldade, executa os próprios desejos, muita vez desvairados e escuros.

O anjo identifica-se com os desígnios do Eterno e cumpre-os onde se encontra.

Recorda, pois, que não basta a escola religiosa a que te filias para que o problema da felicidade pessoal alcance a solução desejada.

Adorar o Senhor, esperar e crer nEle são atitudes características de toda a gente.

O único sinal que te revelará a condição mais nobre estará impresso na acção que desenvolveres na vida, a fim de executar-lhe os desígnios, porque, em verdade, não adianta muito ao aperfeiçoamento o ato de acreditar no bem que virá do Senhor e sim a diligência em praticar o bem, hoje, aqui e agora, em seu nome.

Espírito: Emmanuel

Médium: Francisco Cândido Xavier

Livro: “Fonte Viva

Saudações Reikianas

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 23:59
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Mestre Takata fala sobre Reiki

Esta é a história do Mestre Mikao Usui, o fundador do Usui Reiki Ryoho, que significa Sistema de Cura Natural Usui Reiki. Na altura, no início da sua história, o Mestre Usui era um reitor da Universidade de Doshisha, em Kyoto. Pastor aos domingos, na Universidade havia uma capela. Por isso, era um sacerdote cristão de estatuto. O meu professor era o Mestre Hayashi, que foi seu aluno e continuou a sua obra após o falecimento do Mestre Usui. Portanto, por outras palavras, o Mestre Chujiro Hyashi foi o seu primeiro discípulo, e foi através dele que fiquei a conhecer a história do Mestre Usui. Não cheguei a conhecê-lo, mas o Mestre Hayashi dizia-me que era um génio, brilhante, inteligente – um grande filósofo e um grande erudito.

Num domingo, estava ele no púlpito a fazer o seu sermão e apercebeu-se de que havia cerca de uma dúzia de alunos na fila da frente. Normalmente, os estudantes da Universidade sentam-se na fila de trás. Então, ele disse: “Bom-dia a todos. Vou começar o nosso sermão dos domingos”. E um dos rapazes levanta a mão e o Mestre Usui reconhece-o. “Sim, o que se passa?”. E o jovem diz: “Nós, os que estamos aqui sentados, somos os que daqui a dois meses vão sair da escola, vamos formar-nos nesta Universidade. Mas, para o nosso futuro, gostaríamos de saber se tem fé absoluta na Bíblia”. E o Mestre Usui responde: “Com certeza que tenho! É por isso que sou sacerdote e que aceito o que diz a Bíblia”.

O Mestre Usui estava surpreso com a pergunta. E o jovem torna a a perguntar: “Eu represento este grupo, esta classe que se vai formar, e nós gostaríamos de saber mais sobre a sua fé. É por ter uma fé incondicional na Bíblia que aceita o que a Bíblia diz?”. O Mestre Usui responde: “Sim, sobretudo eu tenho fé. E também estudei a Bíblia, por conseguinte eu creio.”. Então, o jovem diz: “Mestre Usui, nós somos jovens nos seus vinte anos e temos pela frente um longo futuro. Gostaríamos, por isso, de esclarecer esta questão de uma vez: se possui tanta fé no cristianismo, deveremos crer, e o Mestre Usui crê, que Cristo podia curar pela colocação das mãos?” E o Mestre Usui diz: “Sim, eu creio.” O jovem diz: “Gostava-mos de acreditar como o Mestre Usui acredita, gostaríamos de ter essa fé, mas perguntamos-lhe a si, que é o nosso Mestre e o nosso Professor. Honramo-lo e respeitamo-lo. Por favor, demonstre-nos.” Então, o Mestre Usui responde: “Que tipo de demonstração?” O jovem diz: “Gostaríamos de o ver devolver a visão a um cego ou a curar um deficiente ou a caminhar sobre a água.” E o Mestre Usui responde: “Apesar de ser um bom cristão e de ter fé e de aceitar o que diz a Bíblia, e sei que Cristo o fez, mas não posso fazer essa demonstração porque não aprendi a fazê-lo”.

Então, o jovem diz: “Muito obrigada. Agora escolheremos o nosso caminho e aquilo em que cremos.

Podemos dizer apenas que a sua crença na Bíblia é uma fé cega, e nós não desejamos ter uma fé cega, e para vivermos toda a nossa vida, desejamos ver pelo menos uma demonstração para que possamos segui-lo, e aceitar e ter fé como o Mestre Usui”.

Então, o Mestre Usui disse: “Não posso fazer essa demonstração neste momento. Não vamos discutir sobre isso, mas um dia gostaria de vos provar. Quando encontrar a forma, regressarei e mostrar-vos-ei e demonstrá-lo-ei, eu espero. E, com isto, abdico. Vou descer do púlpito e apresentar a minha demissão de sacerdote de Doshisha e também de reitor desta Universidade. Sendo amanhã segunda-feira, vou tratar do visto. Irei a um país cristão estudar a Bíblia, e estudar o Cristianismo num país cristão. E talvez encontre a resposta. Quando a encontrar, regressarei. E dir-vos-ei que consigo fazer o que me pediram.” E disse “Adeus”. E deixou a igreja a partir desse dia. No dia seguinte, o Mestre Usui começou a tratar do visto e escolheu os Estados Unidos. Quando ficou tudo tratado, apanhou o barco, viajou de comboio, e entrou na Universidade de Chicago. Estudou Filosofia, mas em primeiro lugar queria estudar o Cristianismo e a Bíblia. Quando começou o estudo, apercebeu-se de que a Bíblia e a escola Cristã que frequentara eram idênticas, os ensinamentos eram os mesmos. E nem na Bíblia Cristã nos EUA conseguiu encontrar a fórmula para a cura deixada por Cristo.

Associação Portuguesa de Reiki “Monte Kurama”

Saudações Reikianas

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 11:59
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

Reiki vs Bíblia

O Reiki não está associado a nenhum tipo de religião sendo completamente vertical. Sendo esta terapia praticada com base no amor incondicional e tendo como objectivo principal o bem-estar comum supremo, a mesma, mesmo não sendo tratada pelo nome, esta prática tem séculos. No tempo de Buda, 250 ac (antes de Cristo), esta prática era utilizada, logo não é de estranhar que em algumas passagem bíblicas se encontrem referências a estas práticas tais como “…Jesus tocando-lhe com a mão disse: Vai, a tua fé curou-te…”, ou este que seguidamente transcrevo:

Lucas 13

1 Ora, naquele mesmo tempo estavam presentes alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios deles.

2 Respondeu-lhes Jesus: Pensais vós que esses foram maiores pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas?

3 Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

4 Ou pensais que aqueles dezoito, sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, foram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém?

5 Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.

6 E passou a narrar esta parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, e não o achou.

7 Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente?

8 Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume;

9 e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás.

10 Jesus estava ensinando numa das sinagogas no sábado.

11 E estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava encurvada, e não podia de modo algum endireitar-se.

12 Vendo-a Jesus, chamou-a, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade;

13 e impôs-lhe as mãos e imediatamente ela se endireitou, e glorificava a Deus.

Saudações Reikianas.

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 09:09
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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007

A BIBLIA E O ESPIRITISMO

Há tempos, apareceu em São Paulo um livro intitulado Contradições Bíblicas, que provocou certos rebuliços nos meios espíritas. Houve mesmo quem temesse pêlos efeitos deletérios da obra. Fui dos que não lhe atribuíram nenhum valor, entendendo que nada se podia temer de um ataque a esse livro que representa um monumento milenar da história humana e um marco indelével na evolução espiritual da terra: a Bíblia. O tempo se incumbiu, logo mais, de provar que eu estava com a razão. O livrinho acusatório passou rapidamente ao esquecimento, e a Bíblia continuou a ser o que sempre foi.

Agora, aparece um livro melhor, escrito com mais cuidado, em bom português, analisando o problema bíblico com um pouco mais de atenção. Mas a sua posição é a mesma do anterior, sua finalidade é ainda apontar contradições no velho texto. Da Bíblia aos nossos dias, do confrade Mário Cavalcanti de Mello, está provocando, também, agitações no meio espírita. E não faltam os que lhe batam palmas, certos de que o livro demolidor tem uma grande missão a cumprir. Não obstante, aparecem os que se opõem a essa atitude antibíblica do confrade Cavalcanti de Mello, impedindo que a crítica ao livro se generalize entre os nossos confrades pouco informados do assunto.

Sinto-me feliz de ter sido um dos primeiros a levantar a pena contra o livro do confrade Cavalcanti de Mello, e de vir mantendo com ele uma polémica serena e fraterna em torno do problema, no jornal "Mundo Espírita". Penso que me cabe o dever de dar alguma contribuição para o esclarecimento de um assunto de tamanha importância doutrinária. E mais feliz ainda me senti, quando, ao abrir o último número da "Revista Internacional de Espiritismo", encontrei o artigo do confrade Arnaldo S. Thiago, quem não conheço pessoalmente, mas cujos trabalhos admiro há tempos, refutando as asserções um tanto quentes do confrade Victor Magaldi, que em artigo anterior elogiara a obra.

Penso que nós, espíritas, temos o dever de analisar as coisas de maneira serena e compreensiva, pois foi a lição de Kardec e esse é o espírito da nossa doutrina. Sim, porque o Espiritismo não é uma doutrina dogmática, de postulados rígidos, mas uma doutrina evolutiva e amplamente compreensiva, que procura entender a vida em todas as suas manifestações, entendendo, portanto, o processo geral da evolução humana. Há espíritas que condenam a Psicanálise, o Darwinismo, o Existencialismo, e outras doutrinas científicas e filosóficas, numa atitude fechada de fanáticos religiosos, sem procurarem compreender a razão de ser dessas doutrinas e o que elas representam no imenso esforço do

homem para interpretar o mundo e a vida. Há outros que condenam a Bíblia, como há os que condenam os próprios Evangelhos, e ainda os que condenam o Cristianismo, afirmando que o Espiritismo nada tem a ver com ele. Todas essas atitudes dogmáticas discordam daquilo que chamamos o espírito da doutrina. O Espiritismo não condena: explica. E, explicando, justifica os erros humanos, procurando corrigi-los pela compreensão e não pela coação.

No tocante à Bíblia, é o que podemos ver em Kardec. A Bíblia é para ele um livro de grande importância histórica, pois representa a codificação da I Revelação. A seguir, vêm os Evangelhos, que são a codificação da II Revelação. E depois, como sabemos, O Livro dos Espíritos e as obras que o completam, formando a codificação do Espiritismo. Todo um processo histórico está representado nessa trilogia. Se o confrade Mário Cavalcanti de Mello tivesse compreendido isso, em vez de escrever um livro demolidor, aproveitaria o sugestivo título que usou, Da Bíblia aos nossos dias, para mostrar a beleza, a harmonia e a grandeza dessa extraordinária sequência das fases evolutivas da humanidade terrena.

Citemos um trecho esclarecedor de Kardec em A Génese. Trata-se do número 6 do capítulo quatro: "A Bíblia, evidentemente, encerra fatos que a razão, desenvolvida pela ciência, não poderia hoje aceitar, e outros que parecem estranhos e derivam de costumes que já não são os nossos. Mas, a par disso, haveria parcialidade em se não reconhecer que ela encerra grandes e belas coisas. A alegoria ocupa, ali, considerável espaço, ocultando sob o seu véu sublimes verdades, que se patenteiam, desde que se desça ao âmago do pensamento, pois logo desaparece o absurdo".

Nada se pode querer de mais claro, mais preciso e mais belo. Kardec revela a mais serena e elevada compreensão da Bíblia, e essa deve ser a nossa compreensão de espíritas em face do grande livro. O confrade Cavalcanti de Mello, que conheço e admiro, partiu de uma premissa falsa, ao escrever a sua obra de crítica bíblica. Sua intenção, cuja pureza reconheço e louvo, foi a de defender o Espiritismo contra o fanatismo bíblico. Mas mesmo nesse terreno a posição de ataque não pode surtir efeito, pois os que se apegam à Bíblia só poderão revoltar-se com a crítica ferina e impiedosa do grande livro. Partisse da idéia de que a Bíblia é a codificação da l Revelação, o livro que encerra, na sua linguagem dramática e alegórica, milenares experiências do homem na procura da Verdade e do Bem, e chegaria facilmente à conclusão de que é um livro do passado, que os Evangelhos e o Espiritismo superaram.

Não se entenda, porém, que falando de superação, - do ponto de vista histórico, - esteja eu endossando a afirmação de que a Bíblia é objecto de museu. Não. A Bíblia, como todos os grandes textos que encerram verdades reveladas, é um monumento imperecível.

Como bem disse Kardec, os que souberem levantar os véus da alegoria encontrarão na Bíblia os mesmos e eternos princípios esclarecidos mais tarde por Jesus e pelo Espírito da Verdade. As matanças, os horrores, as imoralidades que o confrade Cavalcanti de Mello aponta na Bíblia, não são mais do que decorrências lógicas e naturais da época a que o livro se refere. É um pouco de exagero, querermos condenar hoje os costumes de tempos tão distantes.

Tenho dito e repetido, em meus artigos de polémica doutrinária com os confrades da Escola de Niterói, - Imbassahy e Cavalcanti de Mello -, que lhes falta perspectiva histórica no exame dos problemas religiosos do Espiritismo. E a prova disso está aí, bem clara, no livro Da Bíblia aos nossos dias. Um pouco de perspectiva histórica teria modificado radicalmente a posição do confrade Mário Cavalcanti de Mello em face da Bíblia. Queira Deus que, no meio espírita, já tão cheio de incompreensões e confusões, este livro, fundamentalmente errado, não venha criar uma nova escola, absolutamente contrária ao espírito da nossa doutrina.

J. Herculano Pires

Publicado por Viktor às 23:40
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O QUE FOI E O QUE É

O Espírito da Verdade esclarece o passado em função do presente, e este em função do futuro - A compreensão espírita em face dos textos antigos e suas dificuldades. A insistência de alguns confrades no combate ao "biblismo" no meio espírita tem o seu lado louvável. Também é louvável a insistência dos que combatem o "evangelismo" de tipo protestante, que parece invadir numerosos Centros. Todo apego aos velhos textos não se justifica, diante dos novos, que nos foram legados por Kardec, sob a orientação do Espírito da Verdade. O Espiritismo que se enfeita de exageros bíblicos ou evangélicos está nas condições do remendo de pano novo, que se quer aplicar ao pano velho. Mas isso não quer dizer, evidentemente, que se deva atirar ao lixo o pano velho. Todo exagero é condenável, por conduzir infalivelmente ao erro. Consideramos, portanto, errados em sua posição doutrinária, tanto os que condenam a Bíblia como pano velho e imprestável, quanto os que a consideram como "a palavra de Deus". Kardec é o primeiro a nos dar exemplo da atitude que devemos tomar em face da Bíblia. Basta-nos a leitura dos seus livros, para compreendermos que ele não ia tanto ao mar, nem tanto à terra. Nisso, como em tudo, sua atitude era sensata, equilibrada, serena, compreensiva e, sobretudo, natural. O espírita está de posse de uma doutrina que esclarece todos os problemas humanos, que lança uma luz bastante clara sobre a história, e que exactamente por isso não lhe permite atitudes extremadas. Ali onde os outros não vêem senão um aspecto, um lado da coisa analisada, o espírita tem obrigação de ver mais, de enxergar mais fundo. No caso da Bíblia e do Evangelho essa obrigação se torna ainda maior, pois essas duas codificações referentes a duas revelações que antecederam a espírita, representam fases fundamentais da preparação do Espiritismo. Temos o direito, e até mesmo dever, de analisar os textos antigos. Mas não temos o direito de procurar destruí-los ou negá-los.
Pedra de Alicerce
Nada mais fácil do que encontrar erros históricos e contradições nos textos antigos. Muita tinta e muito papel já se gastou com isso, principalmente no caso da Bíblia. Mas nem a Bíblia, nem outros textos submetidos a esse processo de análise agressiva, tiveram o seu prestígio diminuído, ou sequer arranhado. A força de livros como a Bíblia não está no seu conteúdo racional, na sua coerência histórica ou na sua coerência moral e religiosa. Está na tradição e no sopro espiritual que lhes impregnam as páginas. O leitor da Bíblia repele as análises modernas como heréticas, e mais fundamente se apega ao seu livro. O mesmo se dá com os textos evangélicos: quanto mais combatidos, mais se impuseram no mundo. Porque todos esses textos foram feitos para falar mais ao coração do que à razão, para despertar antes a alma do que a mente. E cumpriram e cumprem a sua missão na terra, apesar de toda a incompreensão dos que os combatem. Alguns intelectuais espíritas, e entre eles os meus prezados amigos Carlos Imbassahy e Mário Cavalcanti de Melo1, representantes da "Escola de Niterói", que é uma escola voltaireana de Espiritismo, entendem que precisamos acabar com o "biblismo" e o "evangelismo" no meio espírita. Outros entendem, por outro lado que precisamos de mais Bíblia e mais Evangelho. Parece-me que são duas posições extremas, e por isso mesmo contrárias ao espírito de compreensão da doutrina. O Espiritismo nasceu cristão, fundamentado nos Evangelhos, como vemos desde O Livro dos Espíritos, e tendo a Bíblia como o seu mais profundo fundamento, como a pedra mais funda do seu alicerce. Está claro que a pedra do alicerce deve ficar ali, como base. Mas, que podemos esperar, se começarmos a cavar a terra e ferir a pedra, com a intenção de destruí-la?
Violência Anti-Bíblica
Diz o confrade Cavalcanti de Mello, em seu livro Da Bíblia aos nossos dias, página 311: "Pode ser que este livro, a Bíblia, servisse a um povo ignorante e inculto; mas, para nós, em pleno século XX, está enquadrado entre os muitos contos infantis, como a história da Carochinha. E aqui ficamos, leitores, não querendo tocar mais nas imoralidades consignadas no Velho Testamento e tão injustamente atribuídas a Jeová e a Moisés, numa infâmia multimilenar, mantida pêlos ignorantes". Já se viu maior violência? A Bíblia é considerada como uma "infâmia multimilenar", e o que é pior, "mantida pêlos ignorantes". Todo leitor da Bíblia, portanto, é ignorante, a menos que a leia para combater e negar. E todos os que contribuíram para que se realizasse, há milênios, a codificação bíblica, nada mais foram do que infames e infamantes. A aceitarmos isso, teríamos de considerar ignorante o próprio Kardec, que se deu ao
trabalho de citar a Bíblia como a l Revelação. Além do mais, estaríamos negando o poder de esclarecimento da doutrina espírita, cuja função não é somente aclarar o futuro, mas também o passado e o presente. No capítulo VIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, "Instruções dos Espíritos", item 18, diz o espírito de João Evangelista: "Meus bem-amados, já estamos naqueles tempos em que os erros explicados se transformam em verdade. Nós mostraremos a correlação poderosa que une o que foi e o que é. Em verdade vos digo: a manifestação espírita alarga os horizontes, e aqui está o seu enviado, que vai resplandecer como um sol por cima dos montes".
A correlação poderosa. Essa é a atitude espírita em face dos textos antigos, especialmente da Bíblia e dos evangelhos. Sabemos que são textos de um passado longínquo, e não podemos sensatamente interpretá-los ou criticá-los como se tivessem sido escritos em nossos dias. A manifestação espírita alarga os horizontes e nos faz enxergar além dos limites estreitos do presente. Os Espíritos do Senhor se manifestaram e se manifestam para nos ajudarem a transformar os erros em verdades, estabelecendo a correlação poderosa entre o que foi e o que é. Querer negar o que foi, sustentar apenas o que é, parece-nos absurdo. É como querer cortar uma árvore pelas raízes e esperar que ela continue a nos alimentar com seus frutos. A Bíblia, como os Evangelhos e como outros textos religiosos da antiguidade, são os marcos da evolução espiritual da Terra. É claro que não podemos encontrar num marco praticamente inicial, como a Bíblia, a mesma pureza que vamos encontrar nos Evangelhos ou na codificação espírita. Mas não é justo que condenemos aquilo que não compreendemos hoje, e que representou um impulso e um valor no seu tempo, muito distante de nós. Todos os espíritas conhecem a lei de evolução. Como, então, não colocarmos a Bíblia em seu exato lugar, na evolução espiritual da Terra, e preferirmos acusá-la de infâmias e imoralidades que só existem aos nossos olhos? Procuremos, antes, como o fazia Kardec, estabelecer a "correlação poderosa" a que aludiu o espírito de João Evangelista.
J. Herculano Pires
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

0 LIVRO DOS ESPÍRITOS COMO SEQUÊNCIA NATURAL DA BÍBLIA

Este ano assinala o centésimo-décimo aniversário da publicação de O Livro dos Espíritos1, de Allan Kardec, obra básica do Espiritismo. Porque foi precisamente a 18 de Abril de 1857, portanto há 110 anos exactos, que O Livro dos Espíritos apareceu em Paris, dando início positivo à III Revelação do Cristianismo.
Por mais que os bíblicos literalistas contestem e que as religiões cristãs dogmáticas protestem, há uma verdade que não se pode esconder: o Livro dos Espíritos é sequência histórica e desenvolvimento natural da Bíblia. Mesmo alguns espíritas não concordam com isto. Mas, se atentassem melhor para a sua doutrina e examinassem o assunto à luz das obras básicas da doutrina, compreenderiam a verdade. Kardec afirmou e demonstrou que o Espiritismo é a continuação do Cristianismo. Veja-se o que ele escreveu a respeito da introdução e no primeiro capítulo de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Veja-se a sua teoria da Revelação no primeiro capítulo de A Génese. E consulte-se o livro básico nos pontos referentes ao problema.
A I Revelação do Cristianismo foi feita através de Moisés e dos Profetas e codificada na Bíblia. Esta codificação anunciava a vinda do Messias e, portanto, outra revelação. Cumprindo a profecia, a II Revelação veio com o Cristo e foi codificada nos Evangelhos. Mas esta codificação anunciava outra vinda, a do Espírito da Verdade, que se manifestou a Kardec e deu-lhe os ensinamentos codificados em O Livro dos Espíritos. Esta codificação é a da III Revelação, que não anuncia mais nenhuma, porque nela a Revelação Cristã se completa, abrindo definitivamente as portas da mediunidade para o dialogo do Visível com o Invisível. Estando as portas abertas, a Revelação Cristã flui naturalmente daqui para diante, sem necessidade das divisões históricas do início. Por isso e para isso é que o Espiritismo não se fecha numa estrutura dogmática e eclesiástica.
Kardec afirmou que o Espiritismo é a chave da Bíblia e dos Evangelhos. Todos os que estudam este problema sem sujeição a dogmatismos e seitas, sabem que não se pode compreender as duas codificações anteriores sem o auxílio da posterior. Porque a sequência histórica é também uma sequência lógica. A Bíblia é a premissa maior do Cristianismo; os Evangelhos são a premissa menor; O Livro dos Espíritos a conclusão. Essa a razão porque Jesus prometeu que o Espírito da Verdade viria completar e restabelecer os seus ensinos. Negar isto é negar o que ele mesmo disse, como vemos no Cap. XIV do Evangelho de Lucas.
J. Herculano Pires
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SENTIDO COSMOSSOCIOLÓGICO DA LENDA BÍBLICA DO DILÚVIO

Já vimos, que o dilúvio bíblico foi apenas uma inundação parcial, no delta dos rios Tigre e Eufrates, o que está comprovado pelas escavações arqueológicas. Vimos que Adão e Eva são apenas o mito alegórico do aparecimento da raça hebraica, e que Jeová não é o Deus único do Novo Testamento, mas apenas o deus-familiar do clã de Abrão, Isaac e Jacó. Tudo nos mostra, numa análise cultural da Bíblia, que ela deve ser interpretada na perspectiva das civilizações agrárias, a que realmente pertence. A lenda do dilúvio, que é também um mito agrário e ocupa todo o espaço dos capítulos 6a 10 do Génesis, confirma plenamente o carácter local e racial do livro que as igrejas cristãs consideram como "palavra de Deus".
As civilizações agrárias, como acentuou Durkheim a respeito das cidades gregas, explicam-se pela Cosmossociologia. O cosmos participa das estruturas sociais, pois o homem está ainda profundamente ligado à Natureza, entranhado na Terra. Por isso vemos, no dilúvio bíblico, Deus falando a Noé, este procurando embarcar todos os seres vivos na arca e servindo-se, depois, do corvo e da pomba para saber se o dilúvio acabara. Deus, homens e animais convivem e se entendem. Não existe uma sociedade, mas uma cosmossociedade. A própria duração do dilúvio (quarenta dias) obedece a ritmos naturais, como o das estações, dos períodos lunares, das enchentes, dos períodos críticos da vida humana ou mesmo da gestação de animais ou do desenvolvimento dos vegetais.
Noé solta um corvo da arca para saber se o dilúvio acabara; a seguir, uma pomba; sete dias depois (o número sete é também significativo) solta de novo a pomba e a recolhe de volta com as mãos (símbolo carinhoso da relação homem-animal). Todos esses pormenores são encontrados nas lendas do dilúvio referentes a vários povos antigos da Ásia, da Europa e da América, entre os quais os índios brasileiros. Entre os índios do México e da Nova Califórnia, por exemplo, Noé se chama Coxcox e a pomba é substituída pelo colibri. Todos os Noés, seja o mesopotâmico, o grego, o mexicano, o celta (que se chama Dwyfan e sua mulher Dwyfach), são avisados por Deus (naturalmente o Deus de cada um desses povos) que estava irritado com a corrupção do género humano e manda o seu escolhido construir urna arca.
Só mesmo uma ingenuidade excessiva poderia fazer-nos aceitar o relato bíblico do dilúvio como uma realidade histórica ou divina. A lenda bíblica do dilúvio corresponde a um mito dessa fase bem conhecida da História dos povos antigos, que é a fase mitológica.
Sua realidade não é histórica nem divina: é simplesmente alegórica. O dilúvio é uma lenda que corresponde a um passado mitológico, comum a todos os povos.
J. Herculano Pires
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Terça-feira, 21 de Agosto de 2007

ADÃO NÃO FOI O PRIMEIRO HOMEM, MAS APENAS O PRIMEIRO HEBREU

O versículo quarto do capítulo sexto do Génesis informa: "Ora, naquele tempo havia gigantes na Terra". O tempo referido é o da criação do homem. Se havia gigantes, Adão não era o primeiro homem, tanto mais que a própria Bíblia nos diz que os "filhos de Deus", que eram Adão e sua descendência, casavam-se com as "filhas dos homens". É o que vemos no versículo dois do Cap. VI: "Vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres", e ainda no versículo quarto, já acima citado: "e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos". Verifica-se no texto uma dubiedade, parecendo haver uma diferença entre os gigantes e os homens, mas não se poderia explicar as "filhas dos homens", se não fossem filhas dos gigantes. Essa dubiedade se explica pela Mitologia. Os gigantes, na verdade, são figuras mitológicas que aparecem no texto bíblico, da mesma maneira que nos textos hindus, egípcios e na "Gigantemaquia", poema que se considera como fragmento extraviado da "Teogonia" de Hesiodo. A Bíblia herdou dos antigos livros mesopotâmicos a lenda mitológica dos gigantes. Esse fato comprova a tese espírita da raça adâmica, que na verdade nada mais é do que o povo hebreu.
O exame do texto bíblico, à luz da Antropologia Cultural e da Mitologia, prova que Adão é apenas o primeiro hebreu e não o primeiro homem. A lenda de Adão e Eva é o capítulo mitológico da História dos Judeus, como a lenda grega de Deucalião e Pirra é o da História dos Hebreus. As duas histórias se confundem, de tão semelhantes, no caso do dilúvio. Assim como Heleno foi o primeiro homem para os gregos, Adão foi o primeiro para os judeus. A falta de conhecimento histórico e a falsa interpretação teológica da Bíblia transformaram uma antiga lenda mitológica em verdade revelada. O Espiritismo não endossa esse absurdo.
Curioso notar que Deucalião, o Noé grego, e Pirra, sua mulher, tiveram três filhos, como aconteceu com Adão e Eva e depois com Noé. Em todas essas coincidências comprova-se a origem mitológica e a presença dos arquétipos colectivos nas passagens supostamente históricas da Bíblia. Querer sustentar a realidade desses relatos ingénuos e impô-los ao povo como verdade divina é querer confundir religião com superstição. O Espiritismo prefere esclarecer esses problemas à luz da razão.
J. Herculano Pires
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

OS FILHOS DE DEUS CASARAM COM AS FILHAS DOS HOMENS

Como se multiplicou a raça adâmica na Terra? O capítulo VI do Génesis nos conta isso. E os versículos de l a 7 confirmam plenamente que Adão não era o primeiro homem em Eva a primeira mulher. Vemos no versículo 2 a distinção entre os adâmicos, chamados filhos de Deus, e as suas esposas, chamadas filhas dos homens. Explica, pois, a própria bíblia, o casamento de Caim. O versículo 4 é explícito: "Ora, naquele tempo havia gigantes da Terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes varões de renome na Antiguidade".
Vemos assim que a Terra estava povoada de gigantes, ou seja, dos descendentes dos homens primitivos com que Deus a povoara, muito antes da vinda da raça adâmica. Por que a Bíblia os chama de gigantes? As pesquisas científicas demonstram que os homens primitivos eram gigantes. Muitas raças conservavam ainda proporções gigantescas. Ligando-se a isso a influência da tradição mitológica e os excessos de imaginação, tudo se explica racionalmente. Um exemplo histórico nos auxilia a compreender esses supostos mistérios: os portugueses (filhos brancos do Deus Europeu) casaram-se com as índias (filhos dos homens primitivos no Brasil) e deles nasceram os homens que continuariam a raça de gigantes do Planalto de Piratininga (os Bandeirantes). Os descendentes de Adão e Eva não constituíram, pois, o género humano, mas apenas contribuíram para o seu desenvolvimento na Terra. Como ensina Kardec, em A Génese, Cap. XI :40, a raça adâmica veio impulsionar o progresso. E todo progresso acarreta a superação de costumes e tradições, a substituição de valores antigos por novos, mudanças profundas nas formas de relações humanas, com fases intermediárias de aparente anarquia, que são sempre consideradas como de corrupção de costumes. Daí o dogma bíblico da "corrupção do género humano", provocando a ira de Deus e o castigo de Deus, por motivo de dissolução de costumes, as catástrofes geológicas, as trombas d'água e as inundações que dizimam em geral criaturas inocentes, em zonas sempre acusadas de dissolutas.
J. Herculano Pires
Publicado por Viktor às 16:00
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CAIM FUNDOU UMA CIDADE SEM TER QUEM HABITÁ-LA!

Com quem se casou Caim, ao retirar-se para a terra do Node? Se Adão e Eva eram as primeiras criaturas humanas. Caim era a terceira. Não haveria mais gente em toda a Terra. Mas a Bíblia nos conta o seguinte: "E coabitou Caim com sua mulher; ela concebeu e deu à luz Enoque. Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho". (Génesis, IV: 17). Não há explicação teológica que possa resolver as contradições do texto. É evidente que Caim não era a terceira criatura da Terra, mas apenas o primeiro descendente de uma nova raça, que surgia num mundo já povoado e evoluído. A mulher de Caim era de outra raça, do povo que habitava a terra de Node. Os costumes da época ressaltam de todo o texto. Ao construir uma cidade, Caim lhe deu o nome do filho, homenagem comum nos tempos antigos e ainda hoje comum entre os pioneiros de zonas novas. E com que povo ia Caim povoar a sua cidade? Pensaria em faze-lo apenas com a sua geração? Claro que isso seria absurdo. Era o povo de Node que teria de habitar a cidade de Caim. O fato mesmo de Caim ser pastor e Abel lavrador já nos mostra que Adão e Eva viviam numa civilização constituída. Se já havia profissões, divisão do trabalho, especialização da produção e até mesmo fundação de cidades, é evidente que o mundo não estava começando, mas já havia começado há muito tempo. Não se pode ajeitar as coisas, diante destes dados do texto. O que se pode e deve fazer é interpretar o texto, desvendar-lhe o sentido, decifrar-lhe o símbolo como o fez Kardec.
A raça adâmica era uma nova raça que surgia na Terra, proveniente de migrações espirituais. Sua missão era auxiliar o desenvolvimento do planeta, ajudar os seus habitantes primitivos a se elevarem espiritualmente. Não surgia milagrosamente, mas de forma natural, por descendência biológica de outras raças mais aperfeiçoadas. Entretanto, como era necessário preservar a condição evolutiva dessa raça, a fim de que ela não se perdesse na animalidade terrena, a Bíblia usou o mito da criação directa de Adão e Eva por Deus. A descendência de Caim e a genealogia do povo hebreu, que vêm nos versículos seguintes da Bíblia, desse mesmo capítulo IV: 17-26, e do capítulo V: l -32, provam precisamente o que acabamos de acentuar. Os casamentos ali referidos não podem ser explicados sem a existência de outros povos, na Terra, como não se pode admitir que a corrupção do género humano tenha ocorrido na descendência de Adão. Insistir na aceitação literal dessas coisas, a pretexto de que a Bíblia é "a palavra de Deus", só serve para desmoralizar a Bíblia e a própria religião. Já é tempo das criaturas pensantes examinarem problemas tão sérios com maior seriedade.
J. Herculano Pires
Publicado por Viktor às 09:10
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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007

MOSTRA A BÍBLIA QUE ADÃO NÃO FOI O PRIMEIRO HOMEM

Expulso do Éden, o casal primitivo teve dois filhos: Caim e Abel, segundo nos relata o Cap. IV do Génesis, versículos l a 16. Estava assim iniciada, segundo as religiõesdogmáticas, a raça humana na Terra. Mas a própria bíblia desmente essa suposição, ao declarar, logo no vers. 2, que "Abel foi pastor e Caim lavrador". Nos versículos 14 e 15 vemos Caim temer que "outros" o matem e o Senhor "pôs um sinal em Caim, para que não o ferisse de morte quem quer que o encontrasse". E o versículo 16 nos oferece esta preciosa informação: retirando-se da presença do Senhor o renegado Caim "habitou na terra de Node, ao oriente do Éden". Não precisamos sair dos limites desse capítulo 4 do Génesis para ver que Adão e Eva não iniciaram a raça humana, mas apenas a sua própria descendência, num mundo já povoado há muito tempo. Os versículos seguintes confirmam isso plenamente. Que faz o Espiritismo em face deste problema? Rejeita e condena a Bíblia como falsa? Não. Pelo contrário, procura interpretá-la em espírito e verdade, em vez de apegar-se às contradições e aos absurdos da "letra que mata".
No capítulo XI de A Génese, Kardec explica que a chamada raça adâmica foi uma das últimas a surgirem na Terra. "O Génesis no-la mostra, - diz ele, - desde o seu início, industriosa, apta para as artes e as ciências, sem haver passado pela infância intelectual, o que não é próprio das raças primitivas, mas concorda com a opinião de que ela se compunha de Espíritos já avançados". Caim era lavrador, Abel era pastor, e logo mais veremos Caim casar-se (com quem?) ter filhos e construir uma cidade. Tratemos agora do fratricídio de Caim, cujo símbolo é também dos mais significativos.
Vemos na Bíblia que Caim matou Abel por ciúmes de Deus. Ambos haviam oferecido ao Senhor as primícias de seus trabalhos; Caim, os frutos da terra, Abel, os gordos rebentos do seu rebanho. O que mostra que já viviam na era das civilizações agrárias. Mas o Senhor não gostou da oferta vegetal, preferindo a de carne. Como todos os deuses antigos, o Deus Único da Bíblia também gostava mais de carnes que de frutas. A alegoria é evidente: Caim representa o egoísmo humano de uma raça em desenvolvimento, Abel é a vítima inocente desse egoísmo feroz; Deus pune Caim, mas não o aniquila, por que ele precisa continuar progredindo; e o Deus em causa não é o verdadeiro Deus, mas um guiaespiritual, que representa o Senhor perante a ingenuidade desse povo nascente. É inacreditável que ainda hoje nos queira impingir essas alegorias em seu sentido liberal
J. Herculano Pires
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ALEGORIA DA QUEDA DO HOMEM NA BÍBLIA

O dogma da queda do homem é sustentado no campo religioso como um dos mistérios de Deus, impenetrável à inteligência humana. Seu fundamento bíblico é o Cap. III do Génesis. Todos conhecem a lenda poética da árvore proibida, no meio do jardim do Éden, com a serpente demoníaca (a piton grega) enganando Eva, que leva Adão ao pecado original da desobediência. Mas em virtude do dogmatismo fideísta das religiões, poucas pessoas admitem a natureza alegórica desse conto ingénuo. O símbolo está evidente, à flor da pele. Mas os que consideram a Bíblia como a palavra de Deus não podem admiti-lo. Entendem a alegoria como realidade divina, tomando-a simplesmente ao pé da letra. Kardec explica em A Génese, Cap. XII, toda a simbologia dessa passagem bíblica: Adão é a personificação da Humanidade e sua falta representa a fragilidade humana; a árvore da vida é o símbolo da vida espiritual, que desenvolve a consciência humana e o livre-arbítrio da criatura; o fruto proibidoestá no meio do jardim de delícias, porque é a tentação dos prazeres materiais; a desobediência de Adão e Eva é a violação das leis de Deus pela concupiscência do homem; a serpente é a imagem da perfídia, da maldade que incita os outros ao erro.
Pergunta Kardec: "Por que impor à fé ingénua da credulidade infantil, como verdades, alegorias tão evidentes, falseando o seu julgamento e fazendo-as mais tarde encarar a Bíblia como um conjunto de fábulas absurdas?" Além disso, Kardec estuda o verdadeiro sentido dos termos bíblicos em sua origem hebraica e estabelece comparações entre o texto sagrado e conhecidas alegorias mitológicas. A forma das alegorias bíblicas é bela e o seu sentido é profundo. Mas essa beleza e essa profundidade são transformadas em absurdo e ridículo pela interpretação literal.
J. Herculano Pires
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