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*Cursos de Reiki e Karuna de Todos os níveis*-*Workshop's de Técnicas de Reiki*
Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Encarnação

O processo da encarnação dura todo o espaço de uma vida. Não é uma coisa que ocorre no nascimento e depois termina. Para a descrever, é necessário utilizar termos metafísicos. A encarnação é o movimento orgânico da alma em que as suas vibrações ou aspectos mais altos e mais finos são continuamente irradiados para baixo, através dos corpos áureos mais finos, até os corpos áureos mais densos, e dali, finalmente, até o corpo físico. No seu crescimento pela vida fora essas sucessivas energias são utilizadas pelo individuo, mas mais variadas circunstâncias.

Cada uma das fases principais da vida corresponde a vibrações novas e mais elevadas e à activação de chakras diferentes. Em cada fase, nova energia e a nova consciência ficam à disposição da personalidade para a sua expansão. Cada fase apresenta novas áreas de experiência e saber. A essa luz, a vida está cheia de descobertas e desafios emocionantes para a alma.

O processo de encarnação é dirigido pelo eu superior. Esse padrão de vida é mantido na sétima camada da aura, o nível ketérico padrão, um padrão dinâmico, que muda constantemente, à medida que o indivíduo faz opções de livre-arbítrio no processo de viver e crescer. À medida que ocorre o crescimento, o indivíduo abre sua capacidade de sustentar níveis mais elevados de vibrações, energias e consciência, que lhe atravessam os veículos, os corpos áureos e os chakras. Descarte, ele aproveita-se de realidades cada vez maiores, à proporção que progride no caminho da vida. Assim como cada individuo progride, assim progride também mais elevadas do que a anterior, de tal sorte que toda a humanidade se move no seu plano evolutivo no rumo de vibrações mais altas e de realidades dilatadas. O princípio de progressão da raça humana é mencionado em muitos textos religiosos, como a Cabala, o Bhagavad Gita, os Upanishades e outros.

O processo de encarnação antes da concepção foi descrito pela Sra. Blavatsky e, mais recentemente, por Alice Bailey, Phoebe Bendit e Eva Pierrakos. De acordo com Pierrakos, a alma em vias de se encarnar encontra-se com os guias espirituais a fim de planear a vida que haverá de seguir. Nesse encontro, a alma e os guias ponderam sobre as tarefas que lhe incumbe realizar para o seu crescimento, no karma que precisa enfrentar e com o qual lhe é mister lidar, e nos sistemas de crenças negativas que lhe cumpre esclarecer por meio da experiência. O trabalho da vida geralmente é mencionado com a tarefa da pessoa.

Por exemplo, a pessoa pode precisar desenvolver o espírito de liderança. Ao entrar na vida física, ver-se-á em situações em que a liderança é uma questão chave. As circunstâncias, para cada pessoa, serão inteiramente diferentes, mas todas se concentram na liderança. Uma pessoa pode nascer numa família em que a liderança é tradição, como uma longa linha de respeitáveis presidentes de companhias ou de líderes políticos, ao passo que outra pessoa nascerá numa família em que a liderança não existe e na qual os líderes são vistos como autoridades negativas que devem ser postas abaixo ou contra as quais se faz necessária uma rebelião. A tarefa da pessoa consiste em aprender a aceitar essa questão de forma equilibrada e confortável.

Segundo Eva Pierrakos, a dose de aconselhamento que uma alma recebe dos guias na determinação das futuras circunstâncias de vida depende da sua maturidade. Escolhem-se os pais que proporcionarão a necessária experiência ambiental e física. Tais escolhas determinam a mistura de energias que formarão finalmente o veículo físico em que a alma se encarnará para realizar sua tarefa. Tais energias, muito precisas, fornecem à alma o equipamento necessário ao cumprimento da sua tarefa. A alma aceita o encargo não só de uma tarefa pessoal de aprendizagem pessoal (como a liderança) mas também uma “tarefa mundial”, que implica uma dádiva para o mundo, O esquema é tão singular que, ao cumprir a tarefa pessoal, a pessoa se prepara para cumprir a mundial. A tarefa pessoal liberta a alma, soltando energias que então são usadas na tarefa mundial.

No exemplo supramencionado sobre liderança, o individuo precisará aprender essa qualidade ou habilidade antes de assumir o papel de liderança no campo de trabalho que tiver escolhido. Ele pode sentir-se intimidado pela extensa linha de antepassados que foram lideres brilhantes, ou sua reacção a essa herança será de inspiração para prosseguir com a própria liderança. Cada caso é diferente e muito pessoal, conforme a singularidade da alma que aqui veio aprender.

O plano de vida contém muitas realidades prováveis, que permite amplas escolhas de livre-arbítrio. Entrelaçada nesse contexto de vida está a acção de causa e efeito. Criamos nossa própria realidade. A criação, que emerge de muitas partes diferentes do nosso ser, nem sempre é fácil de compreender a partir de um simples nível de causa e efeito, embora muito da nossa experiência possa ser entendido por esse aspecto. Você cria literalmente o que deseja. O que deseja está contido na consciência, no inconsciente, no super consciente e na consciência colectiva, forças criativas que se misturam para criar experiência em muitos níveis do nosso ser à medida que progredimos pela vida afora, O que se denomina karma, no meu entender, é a lei de causa e efeito a longo prazo, e também de muitos níveis diferentes do nosso ser. Assim, criamos a partir da fonte pessoal e da fonte comum e, naturalmente, há grupos menores dentro de grupos maiores, todos emprestando sua contribuição ao grande contexto de experiência da vida criativa. Desse ponto de vista, é fácil olhar para a riqueza da vida com o assombro de uma criança.

Após o “planeamento”, a alma entra num processo de perder aos poucos a consciência do mundo do espírito. Por ocasião da concepção, forma-se um elo energético entre a alma e o ovo fertilizado. Nesse momento também se forma um útero etérico, que protege a alma entrante de quaisquer outras influências que não sejam as maternas. A proporção que o corpo cresce dentro da mãe, a alma, aos poucos, principia a sentir o seu “arrastamento” e, devagarinho, liga-se conscientemente ao corpo. A certa altura, de repente, a alma dá conta dessa conexão, e um vigoroso lampejo de energia consciente desce ao corpo em formação. A alma, então, volta a perder a consciência, e redesperta, a pouco e pouco, no físico, O vigoroso lampejo de consciência corresponde ao tempo dos primeiros movimentos do feto.

Saudações Reikianas

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 09:14
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Terça-feira, 27 de Outubro de 2009

O que é o Reiki?

Publicado por Viktor às 03:47
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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Onde Existimos…

A Humanidade não se limita à Terra; habita inúmeros mundos que no Espaço circulam; já habitou os desaparecidos, e habitará os que se formarem. Tendo-a criado de toda a eternidade, Deus jamais cessa de criá-la. Muito antes que a Terra existisse e por mais remota que a suponhamos, outros mundos havia, nos quais Espíritos encarnados percorreram as mesmas fases que ora percorrem os de mais recente formação, atingindo seu fim antes mesmo que houvéramos saído das mãos do Criador.

De toda a eternidade tem havido, pois, puros Espíritos ou anjos; mas, como a sua existência humana se passou num infinito passado, eis que os supomos como se tivessem sido sempre anjos de todos os tempos.

Realiza-se assim a grande lei de unidade da Criação; Deus nunca esteve inactivo e sempre teve puros Espíritos, experimentados e esclarecidos, para transmissão de suas ordens e direcção do Universo, desde o governo dos mundos até os mais ínfimos detalhes. Tão pouco teve Deus necessidade de criar seres privilegiados, isentos de obrigações; todos, antigos e novos, adquiriram suas posições na luta e por mérito próprio; todos, enfim, são filhos de suas obras.

E, desse modo, completa-se com igualdade a soberana justiça do Criador.

Saudações Reikianas.

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 09:08
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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Deus e Nós

Deus garante-nos a vida.

Cabe a nós aperfeiçoá-la e engrandecê-la.

Deus atribui-nos a inteligência.

Respondemos pela formação da cultura.

Deus ilumina-nos com razão.

O discernimento é por nossa conta.

Deus alimenta-nos através do amor.

Obteremos sempre do amor o que com ele fizermos.

Deus suscita as circunstâncias.

De nós depende a escolha da acção para utilizá-las.

Deus cria a possibilidade.

O trabalho é a nossa obra.

Deus concede o dom de falar.

A palavra diz-nos respeito.

Deus espalha os recursos.

Somos chamados a valorizá-los e desenvolvê-los.

Deus sugere o bem.

Está em nós o bom senso de concordar.

Deus cria a semente.

Temos o privilégio da sua plantação e cultivo do solo.

Deus envia-nos o melhor que somos capazes de receber.

Aceitação ou rebeldia vertem de nós com os resultados atribuíveis a cada uma.

Deus estabelece o pensamento livre.

Detemos o poder de o manejar na pauta dos princípios de causa e efeito.

Em todos os lugares encontraremos a criatura associada ao Criados nas ocorrências da Criação.

A Divina Providencia e a Humana Cooperação surgem sempre juntas em todas as realizações da vida, isso porque de Deus vem a dádiva e do Homem deriva a aplicação. E já que a Justiça Perfeita nos acompanha e observa em todos os passos da jornada evolutiva, a lei da responsabilidade funciona em todos os climas, determinando os méritos ou necessidades de todas as pessoas em particular e reduzindo todas as teorias de recompensa e punição ao sábio preceito evangélico: “A cada um segundo as suas obras”.

Espírito: EMMANUEL

Médium: Francisco Cândido Xavier

Saudações Reikianas.

NAMASTÉ

Estado de Espiríto: Repleto de Luz e Amor...
Publicado por Viktor às 09:08
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Problemas da Existência…

O que importa ao Homem saber, acima de tudo, é: o que é, de onde vem, para onde vai e qual o seu destino. As ideias que fazemos do universo e das suas leis, da função que cada um deve exercer sobre este vasto teatro, são de uma importância vital. Através delas dirigimos os nossos actos. Consultando-as, estabelecemos um objectivo nas nossas vidas e para ele caminhamos. Esta é a base que verdadeiramente motiva toda civilização.

Tão superficial é o seu ideal, quanto superficial é o homem. Para as colectividades, como para o indivíduo, é a concepção do mundo e da vida que determina os deveres, fixa o caminho a seguir e as resoluções a adoptar.

Mas a dificuldade em resolver esses problemas, muito frequentemente, faz-nos rejeitá-los. É o mal da época, a causa da perturbação à qual se mantém presa. Tem-se o instinto do progresso, pode-se caminhar mas, para chegar onde? É nisto que não se pensa o suficiente. O homem, ignorante dos seus destinos, é semelhante a um viajante que percorre maquinalmente um caminho sem conhecer o ponto de partida nem o de chegada, sem saber porque viaja e que, por conseguinte, está sempre disposto a parar ao menor obstáculo, perdendo tempo e descuidando-se do objectivo a atingir.

A insuficiência e obscuridade das doutrinas religiosas e os abusos que têm engendrado, lançam numerosos espíritos ao materialismo. Acreditam voluntariamente, que tudo acaba com a morte, que o homem não tem outro destino senão o de se esvanecer no nada.

Demonstrarei a seguir como esta forma de observar está em total oposição à experiência e à razão. Digamos, desde já, que está destituída de toda noção de justiça e progresso.

Se a vida estivesse circunscrita ao período que vai do berço à tumba, se as perspectivas da imortalidade não viessem esclarecer a sua existência, o homem não teria outra lei senão a dos seus instintos, apetites e gozos. Pouco importaria que se gosta do bem e a equidade. Se só aparece e desaparece neste mundo, se traz consigo o esquecimento das suas esperanças e afeições, sofreria tanto mais quanto mais puras e mais elevadas fossem as suas aspirações; adorando a justiça, soldado do direito, acreditar-se-ia condenado a quase nunca ver sua realização; apaixonado pelo progresso, sensível aos males dos seus semelhantes, imaginaria que se extinguiria antes de ver o triunfo dos seus princípios.

Com a perspectiva do nada, quanto mais tivesse praticado a justiça, mais sua vida seria fértil em amarguras e decepções. O egoísmo, bem compreendido, seria a suprema sabedoria; a existência perderia toda sua grandeza e dignidade. As mais nobres faculdades e as mais generosas tendências do espírito humano acabavam por se dobrar e extinguir inteiramente.

A negação da vida futura suprime também toda a sanção moral. Com ela, quer sejam bons ou maus, criminosos ou sublimes, todos os actos levariam aos mesmos resultados. Não haveria compensações às existências miseráveis, à obscuridade, à opressão, à dor; não haveria consolação nas provas e esperança para os aflitos. Nenhuma diferença se poderia esperar, no porvir, entre o egoísta, que viveu somente para si, e frequentemente na dependência dos seus semelhantes, e o mártir ou o apóstolo que sofreu, que sucumbiu em combate para a emancipação e o progresso da raça humana. A mesma treva lhes serviria de mortalha.

Se tudo terminasse com a morte o Ser não teria nenhuma razão de se constranger, de conter os seus instintos e gostos. Fora das leis terrestres, ninguém o poderia deter. O bem e o mal, o justo e o injusto confundiriam-se igualmente e misturavam-se no nada. E o suicídio seria sempre um meio de escapar aos rigores das leis humanas. A crença no nada, ao mesmo tempo em que arruína toda sanção moral, deixa sem solução o problema da desigualdade das existências, naquilo que toca à diversidade das faculdades, das aptidões, das situações e dos méritos. Com efeito, porquê a uns todos os dons de espírito, do coração e os favores da fortuna, enquanto que tantos outros não têm compartilhado senão a pobreza intelectual, os vícios e a miséria? Por que, na mesma família, parentes e irmãos, saídos da mesma carne e do mesmo sangue, diferem essencialmente sobre tantos pontos? Tantas questões insolúveis para os materialistas e que podem ser respondidas tão bem pelos crentes.

Saudações Reikianas.

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 09:37
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Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

As Sete Camadas e os Sete Chakras do Campo Áureo

C

ada camada parece diferente das outras e exerce sua função particular. Cada camada da aura está associada a um chakra, a saber: a primeira camada associa-se ao primeiro chakra, a segunda ao segundo chakra, e assim por diante. Estes conceitos, gerais, tornar-se-ão muito mais complicados à proporção que nos aprofundarmos no assunto. Limitar-nos-emos, por ora, a enumerá-los para dar a conhecer uma visão global. A primeira camada do campo e o primeiro chakra que está ligado ao funcionamento físico e à sensação física a sensação da dor ou do prazer físico. A primeira camada está ligada ao funcionamento automático e autónomo do corpo. A segunda camada e o segundo chakra, em geral, associam-se ao aspecto emocional dos seres humanos. São os veículos através dos quais temos nossa vida emocional e nossos sentimentos. A terceira camada liga-se à nossa vida mental, à reflexão linear. O terceiro chakra está unido à reflexão linear. O quarto nível, associado ao chakra do coração, é o veículo através do qual amamos, não somente os companheiros, mas também a humanidade em geral. O quarto chakra é o chakra que metaboliza a energia do amor. O quinto é o nível associado a uma vontade mais alta, mais ligada à vontade Divina. O quinto chakra associa-se ao poder da palavra, criando coisas pela palavra, prestando atenção e assumindo responsabilidade pelos nossos actos. O sexto nível e o sexto chakra estão vinculados ao amor celestial, um amor que se estende além do âmbito humano do amor e abrange toda a vida. Proclama o zelo e o apoio da protecção e do nutrimento de toda a vida. Considera todas as formas de vida preciosas manifestações de Deus. A sétima camada e o sétimo chakra estão vinculados à mente mais elevada, ao saber e à integração da nossa constituição espiritual e física.

Existem, por conseguinte, localizações específicas, no interior do nosso sistema energético, para as sensações, as emoções, os pensamentos, as lembranças e para outras experiências não físicas que costumamos confiar aos nossos médicos e terapeutas. Se compreendermos o modo com que nossos sintomas físicos se relacionam com essas localizações, ser-nos-á mais fácil compreender a natureza das diferentes enfermidades e também a natureza da saúde e da doença. Dessa forma, o estudo da aura pode ser uma ponte entre a medicina tradicional e nossas preocupações psicológicas actuais.

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 09:22
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Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

O Quê é a Dimensão Astral?

O astral é a dimensão mais próxima da física. Ela envolve e permeia o mundo como uma enorme rede mental, absorvendo e guardando todos os pensamentos. O seu conteúdo é criado pela consciência colectiva da mente do mundo. Ela contém todos os pensamentos, lembranças, fantasias, e sonhos de todas as coisas vivas no mundo. Nela, as leis da atracção simpática, ou igual atrai igual, faz com que este oceano de substância mental se estratifique e estabeleça camadas ou níveis. Estes níveis de pensamento são mais comummente chamados de planos astrais, mundos astrais, sub-planos astrais ou domínios astrais.

A dimensão astral é composta de matéria astral e é habilmente descrita como substância mental. Ela é extremamente sensível ao pensamento e pode ser moldada em qualquer forma ou aspecto. Estas criações são tão perfeitas que são indistinguíveis da realidade.

A melhor maneira de explicar isto, substância mental, é fazer uma comparação entre a matéria astral e um filme fotográfico não exposto. Quando este filme é exposto à luz, enfocado pelas lentes da câmara, uma imagem perfeita da realidade é instantaneamente formada no filme pela reacção química do filme com a luz. Quando a matéria astral é exposta ao pensamento, enfocada pelas lentes da mente, uma imagem perfeita da realidade é imediatamente formada de substância mental astral pela reacção da matéria astral com o pensamento. A complexidade e a durabilidade de qualquer criação na dimensão astral depende grandemente da força da mente realizando a criação.

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 10:14
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Como se define ESPIRITISMO

O Espiritismo está fundado sobre a existência de um mundo invisível, formado de seres incorpóreos que povoam o espaço, e que não são outros senão as almas daqueles que viveram sobre a Terra, ou em outros globos, onde deixaram seu invólucro material. São a esses seres que damos o nome de Espíritos. Eles nos rodeiam permanentemente, exercendo sobre os homens, com o seu desconhecimento, uma grande influência; eles desempenham um papel muito activo no mundo moral, e, até um certo ponto, no mundo físico. O Espiritismo, está pois na Natureza e pode-se dizer que, em certa ordem de ideias, é uma potência, como a electricidade o é noutro ponto de vista bem como a gravitação. Os fenómenos, dos quais o mundo invisível é a fonte, são efeitos produzidos em todos os tempos; é por isso que a história de todos os povos deles faz menção. Somente que, na sua ignorância, como para a electricidade, os homens atribuíram esses fenómenos a causas mais ou menos racionais, e deram a esse respeito um livre curso à imaginação.

Allan Kardec

Publicado por Viktor às 12:35
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

PERCEPÇÃO DOS ESPÍRITOS

Uma vez de volta ao mundo dos Espíritos, conserva a alma as percepções que tinha na Terra, além de outras de que aí não dispunha, porque o corpo, qual véu sobre elas lançado, as obscurecia.
Os Espíritos, quanto mais se aproximam da perfeição, tanto mais sabem. Se são Espíritos superiores, sabem muito. Os Espíritos inferiores são mais ou menos ignorantes acerca de tudo.
Para os Espíritos conhecerem o futuro, depende da elevação que tenham conquistado. Muitas vezes, apenas o entrevêem, porém nem sempre lhes é permitido revelá-lo. Quando o vêem, parece-lhes presente. À medida que se aproxima de Deus, tanto mais claramente o Espírito descortina o futuro. Depois da morte, a alma vê e apreende num golpe de vista suas passadas migrações, mas não pode ver o que Deus lhe reserva. Para que tal aconteça, preciso é que, ao cabo de múltiplas existências, se haja integrado nele. Nem os Espíritos que alcançaram a perfeição absoluta têm conhecimento completo do futuro, só Deus é soberano Senhor e ninguém O pode igualar.
Conforme a elevação do Espírito e a pureza que haja atingido, conhece o princípio das coisas. Os Espíritos de ordem inferior não sabem mais do que os homens.
Como o Espírito se transporta aonde queira, com a rapidez do pensamento, pode-se dizer que vê em toda parte ao mesmo tempo. Seu pensamento é susceptível de irradiar, dirigindo-se a um tempo para muitos pontos diferentes, mas esta faculdade depende da sua pureza. Quanto menos puro é o Espírito, tanto mais limitada tem a visão. Só os Espíritos superiores.  
Os Espíritos não compreendem a duração de tempo como nós. Daí vem que nem sempre nos compreendeis, quando se trata de determinar datas ou épocas.   Os Espíritos vivem fora do tempo como o compreendemos. A duração, para eles, deixa, por assim dizer, de existir. Os séculos, para nós tão longos, não passam, aos olhos deles, de instantes que se movem na eternidade.
Do mesmo modo que aquele, que vê bem, faz mais exacta ideia das coisas do que o cego. Os Espíritos vêem o que não vedes. Tudo apreciam, pois, diversamente do modo por que o fazeis. Mas, também isso depende da elevação deles.
O passado, quando com ele o Espírito se ocupa, é presente. Verifica-se então, inteligência dos Espíritos, lembram mesmo daquilo que se te apagou da memória. Mas, nem tudo os Espíritos sabem, a começar pela própria criação.
Só os Espíritos superiores o vêem e compreendem a Deus. Os inferiores o sentem e Um Espírito inferior não vê a Deus, mas sente a Sua soberania e, quando não deva ser feita alguma coisa ou dita uma palavra, percebe, como por intuição, a proibição de fazê-la ou dizê-la.   
O Espírito não tem circunscrita a visão como os seres corpóreos, ela reside em todo ele.
Os Espíritos não precisam da luz para ver. Vêem por si mesmos, sem precisarem de luz exterior. Para os Espíritos, não há trevas, salvo as em que podem achar-se por expiação.
Os Espíritos são sensíveis à música. A música terrena não se compara à música celeste. A esta harmonia nada na Terra pode dar ideia. Uma está para a outra como o canto do selvagem para uma doce melodia. Não obstante, Espíritos vulgares podem experimentar certo prazer em ouvir a música terrestre, por lhes não ser dado ainda compreenderem outra mais sublime. A música possui infinitos encantos para os Espíritos, por terem eles muito desenvolvidas as qualidades sensitivas. Refiro-me à música celeste, que é tudo o que de mais belo e delicado pode a imaginação espiritual conceber.
Publicado por Viktor às 10:01
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

FILHOS

Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo. Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir. Do item 8, do Cap. XIV, de "O evangelho Segundo o Espiritismo" Entre os casais, surge comummente o problema do abandono, pelo qual o parceiro lesado é compelido à carência afectiva. Criaturas integradas na comunhão recíproca, o afastamento uma da outra provoca, naturalmente, em numerosas circunstâncias, o colapso das forças mais íntimas naquela que se viu relegada a escárnio ou esquecimento. Justo observar que toda criatura prejudicada usufrui o direito de envidar esforços na própria recuperação. Análogo princípio prevalece nas conjunções do sentimento, sempre efectuadas com fins determinados em vista. O companheiro ou a companheira menosprezada no círculo doméstico detém a faculdade de refazer as condições que julgue necessárias à própria euforia, com base na consciência tranquila. Não existem obrigações de cativeiro para ninguém nos fundamentos morais da Criação. Um ser não dispõe de regalias para abusar impunemente de outro, sem que a vítima se veja espontaneamente liberta de qualquer compromisso para com o agressor. Em matéria afectiva, porém, se a união sexual trouxe filhos à paisagem terrestre, é razoável que as Leis da Vida reconheçam na criatura lesada a permissão de restabelecer a harmonia vibratória em seu mundo emotivo, logicamente dentro da ética que sustenta a tranquilidade da vida intima; entretanto, essas mesmas Leis da Vida rogam, sem impor, às vítimas da deslealdade ou da prepotência que não renunciem ao dever de amparar os filhos, notadamente se esses filhos ainda não atingiram a puberdade que lhes traçará começo à compreensão dos problemas sexuais que afligem a Humanidade. Em sobrevindo semelhantes crises, haja no parceiro largado em desprezo uma revisão criteriosa do próprio comportamento para verificar até que ponto haverá provocado a agressão moral sofrida e, embora se reconheça culpado ou não, que se renda, antes de tudo, à desculpa incondicional, ante o ofensor, fundindo no coração os títulos ternos que tenha concedido ao companheiro ou à companheira da comunhão sexual no título de irmão ou de irmã, de vez que somos todos espíritos imortais, interligados perante Deus, através dos laços da fraternidade real. Aprenda o parceiro moralmente danificado que só pelo esquecimento das faltas uns dos outros é que nos endereçaremos à definitiva sublimação e que nenhum de nós, os filhos da Terra, está em condições de acusar nos domínios do sentimento, porquanto os virtuosos de hoje podem ter sido os caídos de ontem e os caídos de hoje serão possivelmente os virtuosos de amanhã a quem tenhamos talvez de rogar apoio e bênção, quando a Justiça Eterna nos venha descerrar a imensidão de nossos débitos, acumulados em existências que deixamos para trás nos arquivos do tempo. Homem ou mulher em abandono, se tem filhos pequeninos, que se voltem, acima de tudo, para essas aves ainda tenras do pábulo doméstico, agasalhando-as sob as asas do entendimento e da ternura, por amor a Deus e a si mesmos, até que se habilitem aos primeiros contactos conscientes com a vida terrestre, antes de se aventurarem à adopção de nova companhia; isso porque podem usar a atribuição natural que lhes compete, no que se refere a possíveis renovações, sem se arriscarem a agravar os problemas dos filhos necessitados de arrimo e sem complicarem a própria situação perante o futuro.

Emmanuel

Publicado por Viktor às 08:05
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

DEUS E NÓS

Deus nos garante a vida.

Cabe a nós outros aperfeiçoá-la e engrandecê-la.

Deus nos provê de inteligência.

Respondemos pela formação da cultura.

Deus nos ilumina com razão.

O discernimento ocorre por nossa conta.

Deus nos alimenta através do amor.

Obteremos sempre do amor o que fizermos com ele.

Deus suscita as circunstâncias.

De nós depende a escolha da acção para utilizá-las.

Deus cria a possibilidade.
O trabalho é obra nossa.
Deus concede o dom de falar.
A palavra nos diz respeito.
Deus espalha recursos.

Somos chamados a valorizá-los e desenvolvê-los.

Deus sugere o bem.

Está em nós o senso de concordância.

Deus cria a semente.

Temos o privilégio da plantação no cultivo do solo.

Deus me envia o melhor que sou capaz de receber.

Aceitação ou rebeldia vertem de nós com os resultados atribuíveis a cada uma.

Deus estabelece o pensamento livre.

Detemos o poder de manejá-lo na pauta dos princípios de causa e efeito.

Em todos os lugares encontraremos a criatura associada ao Criados nas ocorrências da Criação.

A Divina Providencia e a Humana Cooperação surgem sempre juntas em todas as realizações da vida, isso porque de Deus vem a dádiva e do Homem dimana a aplicação. E já que a Justiça Perfeita nos acompanha e observa em todos os passos da jornada evolutiva, a lei da responsabilidade funciona em todos os climas, determinando méritos ou necessidades de toda pessoa em particular e reduzindo todas as teorias de recompensa e punição ao sábio preceito evangélico: “A cada um segundo as suas obras”.

Espírito: EMMANUEL

Médium: Francisco Cândido Xavier

Publicado por Viktor às 06:30
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

ESPÍRITO E MATÉRIA

Não há efeito sem causa; nada procede do nada. Esses são axiomas, isto é, verdades incontestáveis. Ora, como se constata em cada um de nós a existência de forças e de poderes que não podem ser considerados como materiais, há a necessidade, para explicar sua causa, de se chegar a uma outra fonte além da matéria, a esse princípio que chamamos alma ou espírito.

Quando, descendo ao fundo de nós mesmos, querendo aprender a nos conhecer, a analisar nossas faculdades; quando, afastando de nossa alma a borra que a vida acumula, o espesso envelope de preconceitos, erros e sofismas que têm revestido nossa inteligência; penetrando nos retrocessos mais íntimos de nosso ser, encontramo-nos face a face com esses princípios augustos sem os quais não haveria grandeza para a humanidade: o amor ao bem, o sentimento de justiça e de progresso. Esses princípios, que se encontram em diversos graus, tanto entre os ignorantes quanto entre os homens de génio, não podem vir da matéria, desprovida que está de tais atributos. E se a matéria não possui essas qualidades, como poderia formar, sozinha, os seres que delas são dotados? O senso do belo e do verdadeiro, a admiração que sentimos pelas grandes e generosas obras, não poderia ter a mesma origem que a carne de nossos membros ou o sangue de nossas veias. Está lá, na sua maior parte, como os reflexos de uma luz sublime e pura que brilha em cada um de nós, da mesma forma que o sol se reflecte sobre as águas, quer estejam perturbadas ou límpidas.

Em vão se pretende que tudo seja matéria. E apesar de que ainda que nos ressintamos de poderosos impulsos de amor e de bondade, já conseguimos amar a virtude, o devotando, o heroísmo; o sentimento da beleza moral está gravado em nós; a harmonia das coisas e das leis nos penetra, nos arrebata. E, com tudo isso, nada nos distinguiria da matéria? Sentimos, amamos, possuímos consciência, vontade e razão e procederíamos de uma causa que não encerra essas qualidades em nenhum grau, de uma causa que não sente, não ama nem conhece nada, que é cega e muda? Superiores à força que nos produziu, seríamos mais perfeitos e melhores que ela!

Uma tal maneira de ver não suporta um exame. O homem participa de duas naturezas. Por seu corpo, por seus órgãos, deriva da matéria; por suas faculdades intelectuais e morais, é espírito.

Dizendo ainda mais exactamente, relativamente ao corpo humano, os órgãos que compõem essa admirável máquina são semelhantes a rodas incapazes de agir sem um motor, sem uma vontade que as coloque em acção. Esse motor é a alma. Um terceiro elemento religa os dois outros, transmitindo aos órgãos as ordens do pensamento. Esse elemento é o perispírito, matéria etérea que escapa aos nossos sentidos. Envolve a alma, acompanha-a após a morte nas suas peregrinações infinitas, depurando-se, progredindo com ela, constituindo um corpo diáfano, vaporoso. Voltaremos, mais adiante, a comentar sobre a existência desse perispírito, chamado também de duplo fluídico.

O espírito jaz na matéria como um prisioneiro em sua cela; os sentidos são as aberturas pelas quais se comunica com o mundo exterior. Mas, enquanto a matéria, cedo ou tarde, declina, periclita e se desagrega, o espírito aumenta em poder, fortifica-se pela educação e experiência. Suas aspirações se engrandecem, se estendem para além da túmulo; sua necessidade de saber, de conhecer e de viver não tem limites. Tudo mostra que o ser humano pertence apenas temporariamente à matéria. O corpo não é senão uma vestimenta emprestada, uma forma passageira, um instrumento com a ajuda do qual a alma prossegue, nesse mundo, sua obra de depuração e de progresso. A vida espiritual é a vida normal, verdadeira, sem fim.

Leon Denis
Publicado por Viktor às 11:00
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

FAVOR DIVINO

Não te queixes de Deus porque dificuldades te povoam a vida.

Certamente Deus conhece todos os programas de acção que te estruturam a existência.

O parente difícil, a casa em provas, as tarefas árduas, a conquista de simpatia, o relacionamento espinhoso...

Tudo isso poderia Deus suprimir num momento.

Entretanto, sem os familiares incompreensíveis, não conhecerias o amor; fora dos obstáculos domésticos, não adquiririas responsabilidade; fugindo aos encargos de sacrifício, não terias experiência; longe da procura de apoio, não praticarias fraternidade e desertando das lutas de equipe, acabarias desconhecendo o valor da cooperação.

...Convence-te de que Deus pode sanar qualquer preocupação, mas deixa-nos a cada um a bênção do trabalho, de modo a que consigamos sair da ingenuidade e da inércia, para sermos, um dia, colaboradores conscientes da Divina Sabedoria que sustenta a Criação.

Espírito: MEIMEI

Médium: Francisco Cândido Xavier

 

Publicado por Viktor às 00:30
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

NEM PAIS NEM FILHOS

Os grandes espíritos que encarnaram neste mundo para auxiliar o progresso da grei humana, fizeram-no movidos pela ação consciente do dever. Nunca para atender à vontade de quem quer que seja, e muito menos de um suposto pai celestial.

Na esfera espiritual não há pais nem filhos. O que há, o que existe, em verdade, é uma enorme comunhão de espíritos numa infinita graduação evolutiva, em que todos os seres — todos, sem exceção — têm uma origem comum: a Força Criadora ou Inteligência Universal.

Nos mundos dispersos pelo Espaço, encontram-se — usando de reduzidos números para facilitar a compreensão humana — milhões e milhões de espíritos em cada plano de evolução.

Aqui mesmo na Terra têm encarnado, embora raramente, espíritos de evolução superior ao meio para auxiliarem a humanidade a progredir, sendo que inúmeros outros, do mesmo grau de evolução, estão desenvolvendo atividades espirituais em outras regiões do Universo.

Quanto mais adiantado o espírito, tanto maior o desejo que sente de auxiliar a evoluir o semelhante.

Daí a razão de submeter-se, voluntariamente, ao sacrifício de encarnar em mundos da espécie deste, quando a vida, nos planos correspondentes ao seu adiantamento, embora sempre trabalhosa, decorre num ambiente de incomparável bem-estar comum.

Negarem a Jesus o valor, o mérito de haver conquistado a sua evolução espiritual à custa de grandes lutas, de trabalhos, de sofrimentos, de desencarnações e reencarnações, atribuírem as qualidades, a nobreza, os altos atributos que possui esse grande espírito ao privilégio de uma suposta filiação divina, é erro grave que cometem, além de demonstração de lamentável ignorância relativamente à vida espiritual.

Quem demonstra maior valor, o líder que ascendeu ao posto com esforço e merecimento próprios, depois de haver vencido todas as etapas que o levaram à plenitude da experiência e do saber, ou o que foi singularmente colocado nessa posição, com fundamento na hierarquia de antepassados?

Os adoradores de Jesus classificam-no, obcecadamente, nesta segunda posição, influenciados pela concepção deísta. Para esses, o valor de tão admirável e evoluído espírito está mais na filiação ao hipotético deus-pai, do que nos seus próprios méritos, quando, na verdade, deve exclusivamente a si mesmo tudo quanto adquiriu e continua a adquirir para aumentar, mais ainda, os seus valiosos atributos espirituais.

Publicado por Viktor às 08:45
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Sábado, 11 de Agosto de 2007

COMO DEUS TIROU O HOMEM DO BARRO OU PÓ DA TERRA

Todos conhecemos a alegoria bíblica da formação do homem, mas nem todos sabemos que, para muita gente, essa alegoria representa uma verdade incontestável, uma realidade. Diz a tradução de Almeida, no Cap. II do Génesis, vers. 7: "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida: e o homem foi feito, alma vivente". A mesma tradução, na edição revista e actualizada da Sociedade Bíblica do Brasil, corrige "narizes" para "narinas" e faz outras pequenas alterações. Na tradução de Figueiredo "o pó da terra" é substituído pelo "barro da terra". De qualquer maneira, o fato essencial é o mesmo em todas as versões bíblicas, ou seja: Deus formou o homem da terra e assoprou-lhe a vida nas narinas.
O Espiritismo não pode admitir que essa alegoria, aliás muito bela e expressiva, seja tomada ao pé da letra. Kardec admite, no Livro dos Espíritos, que Adão tenha realmente existido, como possível sobrevivente de um cataclismo na região citada pela Bíblia. Mas adverte que é mais razoável considerá-lo como um mito ou uma alegoria, "personificando as primeiras idades do mundo". A espécie humana não começou por um só homem. Surgiu na Terra pelo encadeamento natural da evolução dos seres. Em A Génese, Kardec estuda a posição do homem na escala animal e declara: "Por mais que isso possa ferir o seu orgulho, o homem deve resignar-se a ver no seu corpo material o último elo da animalidade na Terra". Há contradição, neste ponto, entre a Bíblia e o Espiritismo?
Kardec responde acertadamente que não. Porque o Espiritismo apenas explica a alegoria bíblica, dá-lhe a necessária interpretação, esclarece-nos quanto ao espírito da letra, em vez de escravizar-nos à "letra que mata". Os que, pelo contrário, se apegam à letra acabam fazendo da Bíblia um livro absurdo, contraditório e inaceitável para as pessoas de discernimento. Os Espíritos esclarecem bem esta questão, como vemos na pergunta 47 de O
Livro dos Espíritos.
Kardec pergunta: "A espécie humana estava entre os elementos orgânicos do globo terrestre?" E a resposta é a seguinte: "Sim, e veio a seu tempo; foi isso que deu motivo a dizer-se que o homem foi feito do limo da terra". Como se vê, por esta clara resposta, a obra de Deus não se assemelha aos grosseiros trabalhos humanos. Deus cria através de processos cósmicos ainda inacessíveis ao nosso entendimento. Os livros bíblicos não poderiam tratar da criação do homem senão de forma alegórica.
J. Herculano Pires
Publicado por Viktor às 10:30
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