Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

A Pequena Alma... ...Perdoar

- Eu sei quem sou!
E Deus disse:
- Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou:
- Eu sou Luz!
E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus. - Tu és Luz!
A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.
- Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma.
Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A Pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus e disse:
- Olá, Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?
E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?
- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a Pequena Alma.
- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.
- Bem, acho que já era de se esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada.
Depois a sua expressão mudou.
- Há só uma coisa...
- O quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és. Por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.
- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, zilhões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E, no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz? - eis a questão.
- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada.
Deus sorriu novamente.
- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.
- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.
- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma.
- Só se o escolheres. Na verdade, não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos inventando tudo. Estamos fingindo.
- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.
Depois, Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exatamente o oposto.
- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus - quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão. Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então, saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!
- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.
- Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que "especial" não quer dizer "melhor"! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos se esqueceram disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
- Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. - Posso ser tão especial quanto quiser!
- Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma - Que parte de especial é que queres ser?
- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. - Não estou entendendo.
- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?
A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.
- Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma - É especial ser prestativo. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.
- Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.
- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. - Quero ser a parte de especial chamada "perdão". Não é ser especial alguém que perdoa?
- Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.
- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma.
- Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus.
A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.
- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.
- Ninguém?
A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.
Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que tinha se aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava tendo uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles diziam. Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
- Então, perdoar quem? - perguntou Deus.
- Bem, isto não vai ter graça nenhuma! - resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.
E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste. Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.
- Vais? - a Pequena Alma animou-se. - Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga alegremente. - Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
- Mas por quê? Por que é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. - Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
- É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo.
A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançamos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançamos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincamos juntas através de todo o tempo e em muitos lugares. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão. Encontramo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exata e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.- E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a "má" desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.
- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.
- Oh, havemos de pensar em alguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.
Então, a Alma Amiga pareceu ficar séria, e disse numa voz mais calma:
- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não-muito-boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E, por isso, só te peço um favor em troca.
- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: - Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!
Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma. - O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.
E, então, a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
- O que é que posso fazer por ti? - perguntou novamente a Pequena Alma.
- No momento em que eu te atacar e ferir, - respondeu a Alma Amiga - no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...
- Sim? - interrompeu a Pequena Alma - Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei de esquecer! - gritou a Pequena Alma - Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
- Que bom, - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar fingindo tanto, que eu própria vou me esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar as duas de Quem Somos.
- Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. - Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.
E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.
E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.
E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.
"Lembra-te sempre," - Deus aqui tinha sorrido – "não te enviarei senão anjos".
FONTE: A Pequena Alma e o Sol - Neale Donald Walsch
Publicado por Viktor às 00:11
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Missão

Esta é uma palavra interessante, que tem a origem do latim missio e que pode ter os seguintes significados:

1. Acto!Ato de enviar ou de ser enviado.

2. Encargo, incumbência, desempenho de um dever.

3. Negociação diplomática.

4.  Relig. catól. Sermão ou série de sermões destinados a avivar a fé.

5. Local onde se estabelecem missionários.

Mas o tema que aqui irei abordar refere-se à nossa missão na terra enquanto seres encarnados. Quem nunca perguntou a si mesmo: Mas o que é que eu cá vim fazer? Qual a minha missão aqui?

Independentemente da especificidade da missão de cada um, há na mesma um denominador comum a todos nós: Viver em Comunidade.

Sim, afinal de contas há tanta gente à procura de saber qual a sua missão exacta nesta vida (encarnação) e afinal de contas têm imensas dificuldades em viver em comunidade. Vamos antes de mais conseguir viver em comunidade, que isto é afinal de contas o mais importante. Viver em comunidade é saber ouvir os outros, respeitá-los, ampará-los (quando solicitado), partilhar com eles, é trata-los da mesma forma como gostamos que nos tratem a nós. Porque afinal de conta todos somos iguais, todos vêm e vão para o mesmo local. Vamos partilhar as nossas coisas, o nosso conhecimento e a nossa experiência, enriquecendo o conhecimento do nosso semelhante, porque o desenvolvimento conjunto é melhor e mais benéfico para todos do que o desenvolvimento individual com uma perspectiva algo egocêntrica.

Não gosto de me vangloriar ou dizer sou melhor que este ou aquele. Quando relato casos de sucesso que comigo se passaram, a única coisa que pretendo é dar-lhes esse exemplo, pois quem sabe se não estão perante uma dessas situações e assim, em caso de dúvidas, podem-me perguntar e com todo o gosto os ajudarei a explicando como fiz o tratamento à pessoa. Isto é Partilhar com o nosso semelhante, em prol do bem-estar supremo universal.

Assim, deixo-lhes esta dica: vamos aprender a viver em comunidade, para depois pensarmos mais especificamente. Vamos fazer deste um mundo melhor, com muito Amor Incondicional e Compaixão.

Saudações Reikianas

NAMASTÊ

Publicado por Viktor às 15:47
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

O Plano Psíquico

As pessoas devem compreender que o denominado "plano psíquico" nada tem a ver com a Espiritualidade. É unicamente uma faculdade da consciência humana que pode ser posta em jogo por aquelas pessoas que lhe prestarem suficiente atenção. Porém, adverte-se àquele que deseja entrar sozinho no plano psíquico, consciente ou inconscientemente, é melhor que não houvesse vindo a esta encarnação, pois a fascinação dos fenómenos psíquicos é tão impregnante, que todo aquele que se ancora neste plano, não se liberta dela nesta encarnação; pode necessitar de várias encarnações para libertar-se.

Em todo nível de consciência há um fragmento da Verdade não compreendida, pois, se não houvesse, não seria possível sustentar-se (só a Verdade é eterna: a mentira existe, é possível, porém transitória). Deveis compreender que em todas as coisas, em toda actividade há mais ou menos energia divina em acção, talvez mal usada, porém em acção.

A pessoa sincera não prestará atenção aos fenómenos psíquicos visuais ou auditivos e deve compreender que deve atravessá-los directamente, pelo poder de sua vontade interior (a chama azul) e sua determinação, e entrar no Cinturão Electrónico onde se expressa unicamente a Verdade.

Amado ser, enquanto explico este assunto, que é necessário, quero que tomeis a resolução de não sentir temor algum. Dentro do nível psíquico do pensamento e sentimento actua o que se conhece como "a força sinistra" neste mundo. Algumas vezes, almas que alcançaram esplêndidas vitórias interiores, não compreendendo a realidade do que estou mencionando, permitiram que sua atenção se detivesse ou fosse atraída para este nível, pelo fato de terem as suas faculdades físicas despertadas prematuramente; e ainda pela razão de que uma semelhança da Verdade e alguns fenómenos lhes foram apresentados para atrair sua atenção. Mas, se prestarem a devida atenção, verão que essa semelhança com a Verdade desaparece.

Um dos atributos mais fascinantes deste plano é o das falsas profecias, as quais fazem com que o indivíduo faça outras mais audazes ainda. De vez em quando se cumpre alguma para manter a atenção mais fortemente. Junto com isto, há uma substância que é introduzida no cérebro (não posso explicar mais agora), o que torna impossível, mesmo ao mestre, interferir para ajudar, porque implicaria actuar contra o livre-arbítrio da pessoa que aceitou a situação. Há alguns casos em que a pessoa compreende o erro antes que seja demasiado tarde, e ante a sua intensa chama­da para ser libertado, um dos Irmãos é enviado para esse fim.

Ocasionalmente, há alguém que por sua grande pureza passa através deste plano sem conhecê-lo ou contactá-lo. Este indivíduo é realmente muito feliz. As forças neste plano trabalham directamente sobre a natureza sensorial e sobre as paixões do indivíduo, porque é mais fácil chegar ali.

Aqueles que perderam o poder controlador (domínio) sobre as suas paixões, ira ou sexo, se enredaram na esfera psíquica do pensamento e sentimento e abriram assim as portas de seus belos e maravilhosos Templos de Deus.

Através destas portas abertas, essas forças psíquicas penetram intensificando as suas paixões até uma condição incontrolável. Melhor seria que o indivíduo pisasse ma cobra-cascavel. Uma vez enredado nesta esfera psíquica, quase sempre fica preso por muitas encarnações.

Porquê isto? Porque imprimem gravações nos seus mundos mentais, das quais não se sabem libertar. Portanto, estas almas nascem de novo com iguais tendências até depois do segundo e terceiro nascimento. São as criaturas depravadas que podem ser encontradas em qualquer lugar que se vá.

Às vezes, a influência é suficientemente maliciosa para se ocultar do mundo exterior durante muito tempo, efectuando a sua obra nefasta em segredo. E aqui está a mais lamentável parte desta situação, que aparenta ser oculta, porém não está.

Nos mais altos planos há grandes e belas almas que, voluntariamente, descem a este plano para ajudar, através de suas radiações, a desligar a humanidade deste estado psíquico. Há voluntários masculinos e femininos, porém a maioria é feminina.

Há belas almas encarnadas em corpos femininos que se unem em matrimónio exterior com uma alma masculina que se encontra emaranhada nesta condição psíquica, para libertá-la.

Se uma pessoa disposta a contrair matrimónio, antes de dar esse passo, evocasse o Deus Interior dizendo: "Se este casamento tem por base um desejo passional, que não se efectue", grandes desgraças e sofrimentos seriam evitados.

E agora a parte essencial de tudo isto: Aqueles que por seus próprios esforços ou pela instrução que recebem, chegam a compreender exactamente o que significa a "Magna Presença EU SOU", ou seja, o verdadeiro Ser de cada um, se firmarem esta verdade, nunca mais serão arrastados a estas discórdias, a menos que se ofereçam para servir, voluntariamente, de acordo com os Mais Altos Planos de Actividade, onde sabem exactamente o que estão fazendo. Nos períodos de guerra que mais facilmente se abrem as portas ao plano psíquico. Por esta razão se observou que depois das guerras há uma maior manifestação de paixões incontroláveis do que em qualquer outro momento. O conhecimento do plano psíquico não deve causar temor especial a ninguém. Se em dado momento as pessoas se tomarem conscientes de estar atravessando este plano, devem, instantaneamente, afirmar: "Eu Sou a Presença Mestra controladora e sempre vitoriosa", e instantaneamente se encontrarão com toda a força necessária para enfrentar as aparências e atravessá-las serenamente, sem temor".

Jesus sugeriu que esta explicação seja dada a todos as pessoas quando entram na Radiação Tríplice. Esta Radiação Tríplice significa que Ele sempre carrega Sua Radiação com a Tríplice Actividade do Pai, do Filho e do Espírito Santo ou a "Presença Eu Sou").

Fonte: O livro de Ouro de Saint Gernain

Saudações Reikianas

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 10:18
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Força do Pensamento

A força do pensamento tem como medida o grau de evolução do ser humano, e como limite a capacidade que este possuir de utilizaros seus atributos espirituais.

Ela deverá ser sempre desenvolvida com o objectivo de favorecer ao bem comum. Desde que o ser humano cresça na consciência de si mesmo e se identifique com as suas poderosas faculdades latentes, encontrará na força do pensamento o instrumento seguro e eficaz para a realização de todos os seus anseios e aspirações e a protecção da sua saúde física e mental.

A história da medicina regista inúmeros casos de doenças graves cujas curas, por muitos consideradas milagrosas, apenas se deveram à reacção espiritual dos próprios enfermos e à atracão que souberam exercer das Forças Superiores.

A sublimação do pensamento traduz um estado de consciência sensível à evolução do espírito e propício à conquista da felicidade interior e do bem-estar proporcionado por essa felicidade.

O espírito cria a imagem pelo pensamento e só depois a materializa para um determinado fim. Vejam-se as maravilhas da pintura universal. Observe-se a riqueza, a magnificência da obra que consagrou e imortalizou tantos e tantos artistas, através dos tempos. Pois nenhuma delas foi lançada na tela sem que o pintor a tivesse mentalmente concebido em todos os seus detalhes.

O mesmo acontece com o engenheiro. Antes de desenhar o edifício, a máquina, o aparelho, o instrumento, a peça, ele estuda e examina-os nos seus pormenores, por mais pequenos que sejam.

Com o pensamento em acção, engendra primeiro o esboço, corrige depois as prováveis falhas até que a imagem do que vai exteriorizar e materializar no papel esteja mais ou menos perfeita.

De toda a obra humana — toda, sem excepção — criou o espírito a imagem pela acção do pensamento, e só depois a materializou. E se assim ocorre na Terra, muito mais no Espaço onde o poder do pensamento criador é incomparavelmente maior.

Evolução significa, acima de tudo, poder criador. Quanto mais evoluído o espírito, mais poderoso se torna o seu pensamento e a sua capacidade de criar.

Um homem atrasado, por mais nefasta que seja a sua actividade, não pode ultrapassar certos limites impostos pela indigência do raciocínio e pela pobreza mental de que é dotado. Um espírito evoluído, um cientista, por exemplo, se fosse utilizar os recursos de sua inteligência para o mal, poderia causar uma obra verdadeiramente devastadora.

E se isto é possível num mundo tão modesto, de tão reduzida evolução espiritual, imagine-se a imensa força criadora, o extraordinário poder de realização dos espíritos altamente evoluídos cujas actividades são exercidas em planos mais elevados.

O pensamento vigoroso emana do espírito forte, adestrado, experiente. Em cada encarnação bem aproveitada, ele trabalha conscientemente, para melhorar, ainda mais, a sua personalidade psíquica.

E é na ordem deste progresso que crescem o poder do pensamento e a capacidade de conceber, de criar, de realizar obras, cada qual mais importante.

O grande repositório da sabedoria não está na Terra, mas no Espaço Superior. Os progressos avançados da moderna tecnologia não seriam ainda conhecidos, se muitas das suas parcelas não tivessem sido transmitidas aos seres humanos pela via da intuição, vale dizer pela força do pensamento, diante da qual todas as distâncias se anulam.

Das riquezas espirituais que a criatura tem forçosamente de conquistar neste planeta, assume papel de excepcional relevo a faculdade do pensamento, de cujo poder concentrado e abrangente depende a racional solução de todos os problemas da vida.

Saudações Reikianas

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 10:02
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Mundos de Escolaridade

Os mundos de escolaridade são de natureza idêntica ao nosso planeta. Chegam até eles, por várias razões, espíritos de várias classes para promover, entre si, o intercâmbio de conhecimentos intelectuais, morais e espirituais.

A Terra é um mundo de escolaridade em que as dezassete primeiras classes da série de trinta e três promovem a sua evolução, partindo da primeira e chegando à décima sétima, em períodos que variam muito, de espírito para espírito, mas que se elevam, sempre, a milhares e milhares de anos.

Para a ascensão de uma classe a outra imediatamente superior, não existem privilégios nem protecções. O princípio de justiça funda-se na lei da igualdade. Todos têm de enfrentar idênticas dificuldades e chegar ao triunfo pelo próprio esforço.

O mau aproveitamento de uma encarnação resulta, inabalavelmente, na necessidade de a repetir, tendo o espírito de passar pelas mesmas atribulações até conseguir dominar os vícios e as fraquezas e recuperar o tempo que perdeu.

No mundo que lhe é próprio o espírito tem conhecimento do que se passa nos mundos das classes inferiores à sua, mas ignora o que ocorre nas superiores.

Constatando, porém, as enormes vantagens da ascensão a classes mais elevadas, vive sob o incontido desejo de passar para a frente, a fim de alcançar novos conhecimentos e conquistar mais amplos atributos espirituais.

No mundo correspondente à sua classe, o espírito traça os planos para a nova encarnação que deseja, ardentemente, aproveitar ao máximo. A sua maior esperança é não perder tempo na Terra, não fracassar, não tornar inútil o sacrifício de encarnar.

Os espíritos das classes inferiores, especialmente os da primeira, encarnam sob a orientação de outros mais evoluídos. Esses espíritos são como as crianças que precisam de quem as acompanhe ao Jardim-de-infância.

Nos mundos de escolaridade, as emoções fazem parte da vida quotidiana. Essas emoções são experimentadas, indistintamente, por todos os seus habitantes. Quando o homem se torna superior às sensações da pobreza e da fortuna que completam o quadro das referidas emoções, aí sim, o sentido da vida espiritual começa nele a despertar.

À medida que evolui, o espírito vai-se tornando conhecedor das coisas do Espaço. Se na Terra tanto há que aprender, muito mais, ainda, no Universo. A este, oferece campo o Espaço. O Universo, porém, representa a evolução em marcha.

Prendem-se umas às outras — como elos de uma só corrente — estas três expressões: Espaço, Universo e Evolução. Pesquisar o Espaço, por isso, é estudar o Universo e reconhecer a Evolução.

Há um dever que a todos atinge por igual: Trabalhar para evoluir. Cada qual precisa ocupar o seu lugar e esforçar-se por dar conta das suas atribuições, certo de que tem no Espaço uma posição definida e insubstituível.

Milhões de espíritos encarnados no planeta sentem-se apreensivos por falta de uma bússola norteadora.

Se a que Jesus trouxe, há cerca de vinte séculos, não tivesse sido parcialmente dissipada pela ganância especuladora, muitos e muitos milhões de seres ainda encarnados teriam, há muito, concluído o curso na Terra, e estariam a exercer as suas actividades noutras regiões do Espaço. Tempo perdido não se recupera. É como as águas passadas que não movem moinhos. Ao Racionalismo Cristão cabe uma grande e sublime missão, ainda que bem árdua e por muitos não compreendida: restabelecer a Verdade e reimplantar os magníficos ensinamentos de Jesus na Terra.

Saudações Reikianas

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 09:06
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Da Maturidade à Morte (o que se segue)

Á medida que o indivíduo se aproxima da velhice e da morte, podem ser acrescentados aos corpos de energia maiores graus de vibração superior. Os cabelos das pessoas assumem uma coloração branca brilhante, à medida em que a luz branca que lhes percorre o ser aumenta sua afinidade com o mundo espiritual. Agora, à relação “Eu-Tu” se acrescenta uma relação pessoal muito profunda com Deus. A energia terrena inferior, metabolizada através dos chakras inferiores, diminui e é firmemente substituída por energias superiores mais finas, que têm muito mais que ver com o espírito do que com a vida no plano físico. A pessoa está-se a preparar para regressar à casa no mundo espiritual. Quando esses processos naturais são compreendidos e se lhes permite desdobrarem-se desde o interior psíquico, a serenidade e o amor enchem a vida pessoal do indivíduo. As coisas ocupam os lugares à mercê do crescimento que se verificou no correr dos anos. O chakra do plexo solar, em especial, torna-se mais harmonioso. A pessoa é capaz de aumentar a profundidade da percepção que faz da vida (a despeito da diminuição da força física), uma coisa de interesse cada vez maior e de experiência cada vez mais rica. É lastimável que a nossa cultura, de um modo geral, não respeite nem utilize esse grande recurso de sabedoria e luz, como o fazem outras culturas. A vida não acaba com a morte. Ela determina apenas o final de mais uma passagem pela terra. No momento da morte, segundo Phoebe Bendit, um raio luminoso ilumina o topo da cabeça quando a pessoa deixa o plano da terra pelo chakra da coroa. A experiência de sair pelo topo da cabeça foi descrita muitas vezes como a passagem pelo túnel entre a vida e a morte, um longo túnel escuro com uma luz brilhante no fim. Pode dizer-se também que a “experiência do túnel” é a alma que sobe pela principal corrente de força do corpo ao longo da espinha e deixa o corpo na luz brilhante do chakra da coroa.

Por ocasião da morte, a alma é recebida por velhos amigos falecidos e pelos guias espirituais. Nesse momento, vê passar toda a sua vida muito rápida e claramente, de modo que não há engano possível quanto ao que aconteceu, às escolhas que foram feitas, às lições que foram aprendidas e às lições que ainda precisam ser aprendidas na próxima encarnação. Segue-se a isto um tempo de celebração da tarefa completada, e um tempo gasto no mundo espiritual antes de ser levada a cabo a encarnação seguinte.

Depois das pessoas morrem em consequência de uma longa enfermidade, são vistas, muitas vezes, a descansar, rodeadas por uma luz branca durante certo período de tempo após a morte. Fica-se com a impressão de que as mesmas estão a ser tratadas numa espécie de hospital do outro lado.

Num caso, vi Azrael guardando o portão. Enquanto a pessoa se contorcia, presa de dores profundas, perguntei a Azrael por que não a ajudava a morrer. E ele respondeu: “Ainda não recebi minhas ordens.” (Azrael é o anjo da morte e me parece muito forte e belo, e não aterrador como querem algumas fontes.)

A morte não é o que compreendemos, senão a transição de um estado de consciência para outro. Segundo Heyoan, já morremos ao esquecer quem somos. As nossas partes que se esqueceram estão separadas da realidade por um muro, e nós sujeitamo-nos à encarnação para as recuperar. Dai que, embora temam a morte, já morremos e, no processo encarnatório de reintegração com o nosso ser maior, realmente encontramos mais vida. Nas palavras de Heyoan, a única coisa que morre é a morte.

Durante a vida, separamos com uma parede as experiências que desejamos esquecer. Fazemo-lo de maneira tão eficaz que não nos lembramos de muitas delas. Encetamos o processo de separação pela parede no princípio da infância e continuamo-lo em todo o correr da existência. Essas peças da nossa consciência separadas pelo muro podem ser vistas no campo áureo em forma de obstruções. Diz Heyoan que a verdadeira morte já ocorreu na forma desse muro interior.

“Como você sabe, a única coisa que a separa de qualquer outra coisa é você mesma. E a coisa mais importante é que a morte já ocorreu nas suas partes emparedadas. Isso seria talvez, do nosso ponto de observação, a mais clara definição do que o ser humano cuida ser a morte. A morte é estar emparedado e separado. É esquecer quem é. Isso é a morte. Você já morreu. Você, de fato, encarnou para trazer à vida as suas partes que já estão no que você chama de morte, se algum dia usasse essa palavra. Essas partes já morreram.

“O processo da morte, que chamaríamos de transição para uma percepção maior, pode ser visto como um processo do campo energético. Descrevê-lo-emos agora para ajudá-la a compreender o processo da morte do ponto de vista áureo. Há uma lavagem do campo, uma clarificação, uma abertura de todos os chakras. Quando você morre, vai para outra dimensão. Há dissolução nos três chakras inferiores. Há dissolução, e note que dizemos dissolução, dos três corpos inferiores. Aqueles dentre vós que assistiram à morte de outros, viram a qualidade opalina das mãos, do rosto, da pele, qual madrepérola opalescente, e belas nuvens cor de opala flutuam no ar. Essas nuvens são os corpos inferiores de energia que servem para manter a união do corpo físico. Estão a desintegrar-se. Flutuam, e os chakras existentes abrem-se e deles escapam cordões de energia. Os chakras superiores são grandes buracos abertos noutras dimensões. De sorte que esta é a etapa inicial da morte, em que o campo de energia inicia a separação. As partes inferiores do campo de energia separam-se das superiores. Depois, nas três horas, mais ou menos, que cercam a hora da morte, ocorre uma lavagem do corpo, um baptismo, um baptismo espiritual do corpo em que a energia jorra como fonte logo acima da principal corrente de força vertical. Uma fonte de luz dourada flui e limpam-se todas as obstruções. A aura assume a cor do ouro branco. Como será isso experimentado pelo moribundo em termos de memória? Você já o ouviu. A pessoa vê a vida inteira a passar por ela. Justamente isso. Há os fenómenos concomitantes do campo de energia da lavagem da aura. Todas as obstruções desapareceram. Todas as experiências esquecidas dessa existência estão desobstruídas. Todas fluem através da consciência, e quando a pessoa se vai, vai-se a consciência. É a dissolução de muitas paredes criadas para o processo de transformação nessa determinada vida. Uma tremenda integração.

“Com a dissolução das paredes erguidas para esquecer no seu interior, você lembra-se de quem realmente é. Integra-se no seu Eu Superior e sente-lhe a leveza e a vastidão. Assim a morte, ao contrário da opinião popular, é uma experiência maravilhosa. Muitos de vocês já leram as descrições dos que foram declarados clinicamente mortos e voltaram à vida. Todos falam num túnel com uma luz brilhante no fim. Falam no encontro com um ser maravilhoso na extremidade do túnel. A maioria passa revista à própria vida e a discute com aquele ser. A maioria confessa que decidiu, por vontade sua, voltar ao mundo físico para completar o aprendizado, apesar de toda a maravilhosa beleza do local em que se encontra. A maioria já não tem medo da morte, mas a aguarda com ansiedade, como uma grande liberação para a serenidade.

“Nessas condições, é a sua parede que a separa desta verdade: o que você chama de morte é, na realidade, a transição para a luz. A morte que você imagina e experimentará pode ser encontrada dentro da sua parede. Todas as vezes que você se separa, de um modo ou de outro, morre uma pequena morte. Todas as vezes que obstrui a sua maravilhosa força vital, impedindo-a de fluir, está a criar uma pequena morte. Assim sendo, quando se lembra das partes separadas do seu Ser, e as reintegra em si mesma, você já morreu. Você volta à vida. Quando expande sua percepção, a parede no meio do mundo, a parede entre a realidade espiritual e a realidade física, dissolve-se. Assim a morte dilui-se, não é mais que a liberação da parede da ilusão quando você está pronta para prosseguir. E o que você é se redefine como a realidade maior. Você ainda é o seu Eu individual; quando deixa cair o corpo, mantém a essência do Eu. Sente a essência do Eu nas meditações futuras e passadas. O seu corpo físico morre, mas você passa para outro plano da realidade. Mantém a essência do Eu além do corpo, além da encarnação. E quando deixar o corpo, sente que é um ponto de luz dourada, mas sente, ainda assim, que é você mesma.”

Saudações Reikianas.

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 17:33
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Domingo, 11 de Janeiro de 2009

AMÉRICO MONTAGNINI

PROF. AMÉRICO MONTAGNINI Nascido na cidade de São João da Boa Vista, Estado de S. Paulo, no dia 1º de maio de 1897, e desencarnado em S. Paulo, no dia 29 de novembro de 1966.

      Na história do Espiritismo paulista um lugar de destaque é reservado ao Prof. Américo Montagnini, quer seja pela sua atuação incessante, quer pelo seu grande esforço em favor do engrandecimento da causa comum que esposamos.

      Montagnini foi presidente da tradicional Associação Espírita São Pedro e São Paulo, uma instituição que prestou inestimáveis serviços ao Espiritismo, numa época quando ele era mal compreendido e olhado por muitos com reservas. Essa associação teve a sua sede na rua Barão de Paranapiacaba nº 7, na capital do Estado de S. Paulo, tendo passado por ela grandes vultos espíritas, dentre eles os Drs. Augusto Militão Pacheco e Pedro Lameira de Andrade.

      Pertencendo ao quadro directivo dessa famosa entidade espírita, o Prof. Montagnini foi um dos elementos que mais propugnaram para que tanto a Associação Espírita S. Pedro e S. Paulo como a Sociedade Metapsíquica de S. Paulo se extinguissem, fundindo-se numa nova instituição: a Federação Espírita do Estado de S. Paulo, com um programa muito mais vasto e arrojado.

      Desta forma, no dia 12 de Julho de 1936, com a fundação da Federação, Montagnini passou a lhe dar todo o concurso possível. Com a renúncia, em 10 de Dezembro de 1939, do então presidente da instituição, Dr. João Batista Pereira, Américo Montagnini assumiu a sua presidência, cargo que exerceu com raro descortino até a data da sua desencarnação.

      O trabalho do Prof. Montagnini no campo da divulgação do Espiritismo foi dos mais salientes, entretanto, ele trabalhava em silêncio, sem alardes.

      Médium de apreciáveis recursos foi companheiro do Dr. Augusto Militão Pacheco nas tarefas de esclarecimento daqueles que necessitavam tomar conhecimento dos consoladores ensinamentos dessa Doutrina. Desta forma, além de propiciar novas luzes àqueles que dela necessitavam ele procurava minorar os sofrimentos daqueles que buscavam lenitivo para o corpo alquebrantado.

      Homem dotado de notável senso de responsabilidade, comedido em suas atitudes, leal, de invejável integridade moral, o Prof. Montagnini tornou-se de direito e de fato um dos baluartes no campo da divulgação do Espiritismo no Estado de São Paulo.

Saudações Reikianas

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 01:05
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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Encarnação para Evolução...

É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?
A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de um acção material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a actividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação, para os Espíritos, é um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo – S.Luis (Paris, 1859).
Livro: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - EDIÇÃO FEB
Publicado por Viktor às 09:48
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Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

NECESSIDADE DA ENCARNAÇÃO

É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la?

A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de um acção material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a actividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação, para os Espíritos, é um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre arbítrio. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo – S.Luis (Paris, 1859).

Livro: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” - EDIÇÃO FEB

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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

ESPÍRITO E MATÉRIA

Não há efeito sem causa; nada procede do nada. Esses são axiomas, isto é, verdades incontestáveis. Ora, como se constata em cada um de nós a existência de forças e de poderes que não podem ser considerados como materiais, há a necessidade, para explicar sua causa, de se chegar a uma outra fonte além da matéria, a esse princípio que chamamos alma ou espírito.

Quando, descendo ao fundo de nós mesmos, querendo aprender a nos conhecer, a analisar nossas faculdades; quando, afastando de nossa alma a borra que a vida acumula, o espesso envelope de preconceitos, erros e sofismas que têm revestido nossa inteligência; penetrando nos retrocessos mais íntimos de nosso ser, encontramo-nos face a face com esses princípios augustos sem os quais não haveria grandeza para a humanidade: o amor ao bem, o sentimento de justiça e de progresso. Esses princípios, que se encontram em diversos graus, tanto entre os ignorantes quanto entre os homens de génio, não podem vir da matéria, desprovida que está de tais atributos. E se a matéria não possui essas qualidades, como poderia formar, sozinha, os seres que delas são dotados? O senso do belo e do verdadeiro, a admiração que sentimos pelas grandes e generosas obras, não poderia ter a mesma origem que a carne de nossos membros ou o sangue de nossas veias. Está lá, na sua maior parte, como os reflexos de uma luz sublime e pura que brilha em cada um de nós, da mesma forma que o sol se reflecte sobre as águas, quer estejam perturbadas ou límpidas.

Em vão se pretende que tudo seja matéria. E apesar de que ainda que nos ressintamos de poderosos impulsos de amor e de bondade, já conseguimos amar a virtude, o devotando, o heroísmo; o sentimento da beleza moral está gravado em nós; a harmonia das coisas e das leis nos penetra, nos arrebata. E, com tudo isso, nada nos distinguiria da matéria? Sentimos, amamos, possuímos consciência, vontade e razão e procederíamos de uma causa que não encerra essas qualidades em nenhum grau, de uma causa que não sente, não ama nem conhece nada, que é cega e muda? Superiores à força que nos produziu, seríamos mais perfeitos e melhores que ela!

Uma tal maneira de ver não suporta um exame. O homem participa de duas naturezas. Por seu corpo, por seus órgãos, deriva da matéria; por suas faculdades intelectuais e morais, é espírito.

Dizendo ainda mais exactamente, relativamente ao corpo humano, os órgãos que compõem essa admirável máquina são semelhantes a rodas incapazes de agir sem um motor, sem uma vontade que as coloque em acção. Esse motor é a alma. Um terceiro elemento religa os dois outros, transmitindo aos órgãos as ordens do pensamento. Esse elemento é o perispírito, matéria etérea que escapa aos nossos sentidos. Envolve a alma, acompanha-a após a morte nas suas peregrinações infinitas, depurando-se, progredindo com ela, constituindo um corpo diáfano, vaporoso. Voltaremos, mais adiante, a comentar sobre a existência desse perispírito, chamado também de duplo fluídico.

O espírito jaz na matéria como um prisioneiro em sua cela; os sentidos são as aberturas pelas quais se comunica com o mundo exterior. Mas, enquanto a matéria, cedo ou tarde, declina, periclita e se desagrega, o espírito aumenta em poder, fortifica-se pela educação e experiência. Suas aspirações se engrandecem, se estendem para além da túmulo; sua necessidade de saber, de conhecer e de viver não tem limites. Tudo mostra que o ser humano pertence apenas temporariamente à matéria. O corpo não é senão uma vestimenta emprestada, uma forma passageira, um instrumento com a ajuda do qual a alma prossegue, nesse mundo, sua obra de depuração e de progresso. A vida espiritual é a vida normal, verdadeira, sem fim.

Leon Denis
Publicado por Viktor às 11:00
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