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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

A Experiência fora do Corpo

A experiência fora do corpo é uma projecção em tempo real próxima ao mundo físico. Essa frequentemente ocorre como parte de uma experiência de quase morte. É quando a pessoa é retirada de seu corpo por causa de algum tipo de trauma severo, exemplo: um acidente de carro, cirurgia, ataque cardíaco, o nascimento de uma criança, etc. Aqueles que tem essa experiência ficam cientes das coisas que acontecem no mundo real, em tempo real, tais como: conversas e eventos ocorridos ao redor de, ou próximo a, seus corpos físicos. Em muitos casos, esses eventos e conversas são precisamente relatados pelas pessoas após terem retornado a seus corpos.

Nota: A experiência fora do corpo é ligeiramente diferente da projecção astral ou sonho lúcido devido a seu aspecto objectivo de tempo real. Isto é causado pelo corpo astral contendo uma grande quantidade de matéria etérea, o que o mantém próximo ao mundo físico.

Existem duas causas principais da experiência fora do corpo em tempo real:

O corpo da pessoa está próximo da morte, ou pensa que está, o que faz com que uma grande quantidade de matéria etérea seja canalizada para dentro do corpo astral na preparação para o processo de morte. A pessoa possui chakras activos que estão fazendo algo similar. (canalizando matéria etérea para dentro do corpo astral). Ter chakras activos pode ser uma habilidade natural, ou ela pode ser desenvolvida com treino.

Nota: Você pode fazer projecção conscientemente, e ter uma experiência fora do corpo em tempo real se matéria etérea suficiente for gerada pelos chakras. Em uma projecção em tempo real, a realidade é percebida como objectiva (real) e o tempo é normal (tempo real).

Tecnicamente, quando você faz projecção dentro do mundo físico em tempo real como em uma experiência fora do corpo, ela ocorre realmente dentro da área limiar da zona intermediária, entre as dimensões física e astral. Se o corpo astral contiver suficiente matéria etérea ele pode existir apenas ligeiramente fora de fase da realidade. Isso significa que a projecção é em tempo real é tão próxima da dimensão física que é indistinguível dela.

Existem fortes barreiras naturais a projecção consciente em tempo real, a experiência fora do corpo, no mundo físico. A quantidade da matéria etérea produzida e canalizada para o corpo astral é uma delas. Ela limita a duração de qualquer projecção em tempo real ao grau de controle e desenvolvimento do chakra.

Saudações Reikianas

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 01:17
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

ESPÍRITO E MATÉRIA

Não há efeito sem causa; nada procede do nada. Esses são axiomas, isto é, verdades incontestáveis. Ora, como se constata em cada um de nós a existência de forças e de poderes que não podem ser considerados como materiais, há a necessidade, para explicar sua causa, de se chegar a uma outra fonte além da matéria, a esse princípio que chamamos alma ou espírito.

Quando, descendo ao fundo de nós mesmos, querendo aprender a nos conhecer, a analisar nossas faculdades; quando, afastando de nossa alma a borra que a vida acumula, o espesso envelope de preconceitos, erros e sofismas que têm revestido nossa inteligência; penetrando nos retrocessos mais íntimos de nosso ser, encontramo-nos face a face com esses princípios augustos sem os quais não haveria grandeza para a humanidade: o amor ao bem, o sentimento de justiça e de progresso. Esses princípios, que se encontram em diversos graus, tanto entre os ignorantes quanto entre os homens de génio, não podem vir da matéria, desprovida que está de tais atributos. E se a matéria não possui essas qualidades, como poderia formar, sozinha, os seres que delas são dotados? O senso do belo e do verdadeiro, a admiração que sentimos pelas grandes e generosas obras, não poderia ter a mesma origem que a carne de nossos membros ou o sangue de nossas veias. Está lá, na sua maior parte, como os reflexos de uma luz sublime e pura que brilha em cada um de nós, da mesma forma que o sol se reflecte sobre as águas, quer estejam perturbadas ou límpidas.

Em vão se pretende que tudo seja matéria. E apesar de que ainda que nos ressintamos de poderosos impulsos de amor e de bondade, já conseguimos amar a virtude, o devotando, o heroísmo; o sentimento da beleza moral está gravado em nós; a harmonia das coisas e das leis nos penetra, nos arrebata. E, com tudo isso, nada nos distinguiria da matéria? Sentimos, amamos, possuímos consciência, vontade e razão e procederíamos de uma causa que não encerra essas qualidades em nenhum grau, de uma causa que não sente, não ama nem conhece nada, que é cega e muda? Superiores à força que nos produziu, seríamos mais perfeitos e melhores que ela!

Uma tal maneira de ver não suporta um exame. O homem participa de duas naturezas. Por seu corpo, por seus órgãos, deriva da matéria; por suas faculdades intelectuais e morais, é espírito.

Dizendo ainda mais exactamente, relativamente ao corpo humano, os órgãos que compõem essa admirável máquina são semelhantes a rodas incapazes de agir sem um motor, sem uma vontade que as coloque em acção. Esse motor é a alma. Um terceiro elemento religa os dois outros, transmitindo aos órgãos as ordens do pensamento. Esse elemento é o perispírito, matéria etérea que escapa aos nossos sentidos. Envolve a alma, acompanha-a após a morte nas suas peregrinações infinitas, depurando-se, progredindo com ela, constituindo um corpo diáfano, vaporoso. Voltaremos, mais adiante, a comentar sobre a existência desse perispírito, chamado também de duplo fluídico.

O espírito jaz na matéria como um prisioneiro em sua cela; os sentidos são as aberturas pelas quais se comunica com o mundo exterior. Mas, enquanto a matéria, cedo ou tarde, declina, periclita e se desagrega, o espírito aumenta em poder, fortifica-se pela educação e experiência. Suas aspirações se engrandecem, se estendem para além da túmulo; sua necessidade de saber, de conhecer e de viver não tem limites. Tudo mostra que o ser humano pertence apenas temporariamente à matéria. O corpo não é senão uma vestimenta emprestada, uma forma passageira, um instrumento com a ajuda do qual a alma prossegue, nesse mundo, sua obra de depuração e de progresso. A vida espiritual é a vida normal, verdadeira, sem fim.

Leon Denis
Publicado por Viktor às 11:00
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