Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

Esperança e responsabilidade

Homens da terra, filhos de Deus, o Natal é o símbolo permanente da esperança de que o dia do despertar se está aproximando, de que esse dia chegará a todos os corações; permaneçam unidos em sagrados laços luminosos e as vozes em cora se levantem ao mesmo tempo para entoar a nota que o universo reclama a este planeta.

     O meu amor está entre vós e a luz que lhes deixo levam-na mais além, até aos lugares mais recônditos dos corações humanos, para que até o ser mais desafortunado saiba: Que a distância que o separa de Deus é exactamente igual à distância que separou a Cristo de Deus.

     Levem estas linhas aos corações oprimidos para que bebam o consolo desse amor que não pede nada, senão tão só ser aceite.

     Levem estas linhas também aos doentes, para que a sua atenção não se ponha no seu próprio corpo que, por desígnios misteriosos, não foi tão harmónico como eles desejaram; saibam que mais além de todas as aparências, o espírito humano vive em eterna harmonia e comunhão divina e que, nesse reino de luzes, não há lugar para as dores.

     Levem estas linhas a todos, para que cada um saiba e tome delas a mensagem que o seu coração pede e que a sua mente não encontra. Com todo o meu amor, como um presente para vós.
Publicado por Viktor às 16:00
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

SENTIDO COSMOSSOCIOLÓGICO DA LENDA BÍBLICA DO DILÚVIO

Já vimos, que o dilúvio bíblico foi apenas uma inundação parcial, no delta dos rios Tigre e Eufrates, o que está comprovado pelas escavações arqueológicas. Vimos que Adão e Eva são apenas o mito alegórico do aparecimento da raça hebraica, e que Jeová não é o Deus único do Novo Testamento, mas apenas o deus-familiar do clã de Abrão, Isaac e Jacó. Tudo nos mostra, numa análise cultural da Bíblia, que ela deve ser interpretada na perspectiva das civilizações agrárias, a que realmente pertence. A lenda do dilúvio, que é também um mito agrário e ocupa todo o espaço dos capítulos 6a 10 do Génesis, confirma plenamente o carácter local e racial do livro que as igrejas cristãs consideram como "palavra de Deus".
As civilizações agrárias, como acentuou Durkheim a respeito das cidades gregas, explicam-se pela Cosmossociologia. O cosmos participa das estruturas sociais, pois o homem está ainda profundamente ligado à Natureza, entranhado na Terra. Por isso vemos, no dilúvio bíblico, Deus falando a Noé, este procurando embarcar todos os seres vivos na arca e servindo-se, depois, do corvo e da pomba para saber se o dilúvio acabara. Deus, homens e animais convivem e se entendem. Não existe uma sociedade, mas uma cosmossociedade. A própria duração do dilúvio (quarenta dias) obedece a ritmos naturais, como o das estações, dos períodos lunares, das enchentes, dos períodos críticos da vida humana ou mesmo da gestação de animais ou do desenvolvimento dos vegetais.
Noé solta um corvo da arca para saber se o dilúvio acabara; a seguir, uma pomba; sete dias depois (o número sete é também significativo) solta de novo a pomba e a recolhe de volta com as mãos (símbolo carinhoso da relação homem-animal). Todos esses pormenores são encontrados nas lendas do dilúvio referentes a vários povos antigos da Ásia, da Europa e da América, entre os quais os índios brasileiros. Entre os índios do México e da Nova Califórnia, por exemplo, Noé se chama Coxcox e a pomba é substituída pelo colibri. Todos os Noés, seja o mesopotâmico, o grego, o mexicano, o celta (que se chama Dwyfan e sua mulher Dwyfach), são avisados por Deus (naturalmente o Deus de cada um desses povos) que estava irritado com a corrupção do género humano e manda o seu escolhido construir urna arca.
Só mesmo uma ingenuidade excessiva poderia fazer-nos aceitar o relato bíblico do dilúvio como uma realidade histórica ou divina. A lenda bíblica do dilúvio corresponde a um mito dessa fase bem conhecida da História dos povos antigos, que é a fase mitológica.
Sua realidade não é histórica nem divina: é simplesmente alegórica. O dilúvio é uma lenda que corresponde a um passado mitológico, comum a todos os povos.
J. Herculano Pires
Publicado por Viktor às 09:04
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