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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Missões no Regresso...

Todo espírito que deseja progredir trabalhando na obra de solidariedade universal recebendo dos espíritos mais elevados uma missão particular, apropriada às suas aptidões e ao seu grau de adiantamento. Alguns têm por tarefa acolher os espíritos no seu retorno à vida espiritual, guiá-los, ajudá-los a se desprenderem dos fluidos espessos que os envolvem; outros são encarregados de os consolar, instruir as almas sofredoras e atrasadas. Espíritos de químicos, físicos, naturalistas, astrónomos, prosseguem as suas pesquisas, estudam os mundos, as superfícies, as profundezas ocultas, actuam em todos os lugares sobre a matéria subtil, que fazem passar por preparações, modificações destinadas a obras que a imaginação humana teria dificuldades em imaginar. Outros aplicam-se às artes, ao estudo do belo sob todas as suas formas. Espíritos menos evoluídos auxiliam os primeiros nas suas tarefas variadas e servem-lhe de auxiliares. Um grande número de espíritos destina-se aos habitantes da Terra e de outros planetas, estimulando-os nas suas pesquisas, fortalecendo ânimos abatidos, guiando os hesitantes pelo caminho do dever. Aqueles que praticaram a medicina e possuem o segredo dos fluidos curativos, reparadores, ocupam-se mais especialmente dos doentes. A mais bela de todas as missões é a dos ESPÍRITOS DE LUZ. Vêm dos espaços celestes para trazer à humanidade os tesouros da sua ciência, da sua sabedoria, do seu amor. Sua tarefa é um sacrifício constante, porque o contacto dos mundos materiais é penoso para eles; porém, encaram todos os sofrimentos por dedicação aos seus protegidos, a fim de assisti-los nas suas provas e colocarem no coração deles grandes e generosas intuições. É justo atribuir-lhes esses clarões de inspiração que iluminam o pensamento, esses desafogos da alma, essa força moral que nos sustenta nas dificuldades da vida. Se soubéssemos a quantos constrangimentos esses nobres espíritos se impõem para chegarem até nós, responderíamos melhor às suas solicitações, faríamos esforços enérgicos para nos desligarmos de tudo o que é insignificante e impuro, unindo-nos a eles na comunhão divina. Nas horas difíceis, é para esses espíritos, para os meus guias bem-amados, que voam os meus pensamentos e meus apelos. É deles que me vem o apoio moral e as consolações supremas. Subi com muita dificuldade os atalhos da vida. Mas nunca me faltou a ajuda de meus amigos espirituais, nunca a minha voz os evocou em vão. Desde os meus primeiros passos neste mundo a sua influência envolveu-me. Compartilharam as minhas alegrias e tristezas e, quando ouvia a tempestade, sabia que estavam firmes ao meu lado, no meu caminho. Sem eles e o seu auxílio, há muito tempo teria sido obrigado a interromper a minha marcha, a suspender o meu trabalho. As suas mãos estendidas têm-me amparado e dirigido na áspera via. Algumas vezes, no recolhimento da tarde ou no silêncio da noite, as suas vozes falam-me, embalam-me e confortam-me; ressoam na minha solidão como uma vaga melodia. Ou, então, são sopros que passam, semelhantes às carícias, sábios conselhos murmurados, indicações preciosas sobre as imperfeições do meu carácter e das formas de o aperfeiçoar. Então esqueço-me das misérias humanas para me alegrar na esperança de um dia rever esses amigos, de me reunir com eles na luz, se Deus me julgar digno disso, com todos aqueles que amei e que, do seio do além, me ajudaram a percorrer esta etapa terrestre. Que para todos vós, espíritos protectores, entidades protectoras, se eleve o meu pensamento de reconhecimento, o melhor de mim mesmo, o tributo da minha admiração e do meu amor! A ALMA VEM DE DEUS E RETORNA A DEUS percorrendo o imenso ciclo dos seus destinos. Por mais baixo que tenha descido, cedo ou tarde, pela atracção divina, sobe de novo para o infinito. O que é que ela procura lá? O conhecimento sempre mais perfeito do universo, a assimilação sempre mais completa dos seus atributos: beleza, verdade, amor! E, ao mesmo tempo, uma libertação gradual das escravizações à matéria, uma colaboração crescente na obra eterna. Cada espírito, no espaço, tem a sua vocação e persegue-a com facilidades desconhecidas na Terra; cada um encontra o seu lugar nesse soberbo campo de acção, nesse vasto laboratório universal. Por todos os lados, tanto na amplidão como nos mundos, objectos de estudo e de trabalho, meios de elevação, de participação na obra divina, oferecem-se à alma laboriosa. Já não é o céu frio e vazio dos materialistas, nem mesmo o céu contemplativo e beato de certos crentes. É um universo vivo, animado, luminoso, repleto de seres inteligentes em via constante de evolução. E quanto mais esses seres espirituais se elevam, mais a sua tarefa se acentua, mais as suas missões se tornam importantes. Um dia, ocupam um lugar entre as almas mensageiras que vão levar aos confins do tempo e do espaço as forças e as vontades da alma infinita.

Saudações Reikianas.

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 10:30
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

O Caminho do Ser

A evolução dos mundos e das almas é regida pela vontade divina, que penetra e dirige toda a natureza, mas a evolução física é apenas a preparação da evolução psíquica, e a ascensão das almas prossegue muito além da cadeia dos mundos materiais.

O que impera nas baixas regiões da vida é a luta ardente, o combate sem trégua de todos contra todos, a guerra perpétua na qual cada ser se esforça para conquistar um lugar ao sol, quase sempre em prejuízo dos outros. Essa luta furiosa arrasta e destrói todos os seres inferiores nas suas agitações. O planeta é como uma arena onde se desenrolam incessantes lutas.

A natureza renova incessantemente esses exércitos de combatentes.

Na sua fecundidade prodigiosa, gera novos seres; mas logo a morte os ceifa nas suas estreitas fileiras. Essa luta, espantosa à primeira vista, é necessária para o desenvolvimento do princípio de vida. Ela dura até o dia em que um raio de inteligência vem iluminar as consciências adormecidas. É na luta que a vontade se apura e se afirma; é da dor que nasce a sensibilidade.

A evolução material, a destruição dos organismos, é apenas temporária: representa a fase primária da epopeia da vida. As realidades imortais estão no espírito. Só ele sobrevive a esses conflitos bárbaros. Todos esses envoltórios passageiros são apenas vestimentas que se vêm adaptar à sua forma fluídica permanente.

Cobre-se de vestuários para representar os numerosos actos do drama da evolução no vasto palco do universo.

Emergir grau a grau do abismo da vida para se tornar espírito, génio superior, e isso pelos seus próprios méritos e esforços; conquistar seu futuro hora a hora; libertar-se mais todos os dias do domínio das paixões, libertar-se das sugestões do egoísmo, da preguiça e do desânimo; resgatar-se pouco a pouco das suas fraquezas e ignorância, ajudando os seus semelhantes a serem resgatados e por sua vez, arrastando todo o meio humano para um estado mais elevado: eis o papel destinado a cada alma. E ela tem, para desempenhar esse papel, toda a série de existências inumeráveis na escala magnífica dos mundos. Tudo o que vem da matéria é instável: tudo passa, tudo foge.

As montanhas vão pouco a pouco abatendo-se sob a acção dos elementos; as maiores cidades transformam-se em ruínas; os astros iluminam-se, resplandecem, depois apagam-se e morrem; só a alma imortal paira na duração eterna.

O círculo das coisas terrestres aperta-nos e limita as nossas percepções; mas quando o pensamento se liberta das formas mutáveis e abrange a extensão dos tempos, vê o passado e o futuro juntarem-se, vibrarem e viverem o presente. O canto de glória, o hino da vida infinita, enche os espaços; sobe do interior das ruínas e dos túmulos; sobre os destroços das civilizações mortas surgem novas existências. A união faz-se entre as duas humanidades, visível e invisível, entre aqueles que povoam a Terra e aqueles que percorrem o espaço. A voz deles chama, responde, e esses ruídos, esses murmúrios, embora vagos e confusos para muitos, tornam-se para nós a mensagem, a palavra vibrante, que afirma a comunhão do AMOR UNIVERSAL.

Tal é a complexidade do carácter do ser humano [ESPÍRITO, ENERGIA e MATÉRIA] em que se resumem todos os elementos constitutivos e todas as potências do universo. Tudo o que está em nós está no universo, e tudo o que está no universo se encontra em nós. Pelo seu corpo fluídico e pelo seu corpo material o homem encontra-se ligado à imensa teia da vida universal e, pela sua alma, a todos os mundos invisíveis e divinos. Somos feitos de sombra e de luz.

Somos a carne com todas as suas fraquezas e o espírito com suas riquezas latentes, suas esperanças radiosas, seus voos magníficos.

E o que está em nós encontra-se em todos os seres. Cada alma humana é uma projecção do grande foco eterno. É isso o que consagra e assegura a fraternidade dos homens. Temos em nós os instintos animais, mais ou menos comprimidos pelo longo trabalho e pelas provas das existências passadas, e temos também a crisálida do anjo, do ser radioso e puro, em que nos podemos tornar pela impulsão MORAL, pelas aspirações do coração e pelo sacrifício constante do “EU”. Tocamos com os pés as profundezas obscuras do abismo e, com a fronte, as altitudes ofuscantes do céu, o império glorioso dos espíritos.

Saudações Reikianas.

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 09:26
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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Problemas da Existência…

O que importa ao Homem saber, acima de tudo, é: o que é, de onde vem, para onde vai e qual o seu destino. As ideias que fazemos do universo e das suas leis, da função que cada um deve exercer sobre este vasto teatro, são de uma importância vital. Através delas dirigimos os nossos actos. Consultando-as, estabelecemos um objectivo nas nossas vidas e para ele caminhamos. Esta é a base que verdadeiramente motiva toda civilização.

Tão superficial é o seu ideal, quanto superficial é o homem. Para as colectividades, como para o indivíduo, é a concepção do mundo e da vida que determina os deveres, fixa o caminho a seguir e as resoluções a adoptar.

Mas a dificuldade em resolver esses problemas, muito frequentemente, faz-nos rejeitá-los. É o mal da época, a causa da perturbação à qual se mantém presa. Tem-se o instinto do progresso, pode-se caminhar mas, para chegar onde? É nisto que não se pensa o suficiente. O homem, ignorante dos seus destinos, é semelhante a um viajante que percorre maquinalmente um caminho sem conhecer o ponto de partida nem o de chegada, sem saber porque viaja e que, por conseguinte, está sempre disposto a parar ao menor obstáculo, perdendo tempo e descuidando-se do objectivo a atingir.

A insuficiência e obscuridade das doutrinas religiosas e os abusos que têm engendrado, lançam numerosos espíritos ao materialismo. Acreditam voluntariamente, que tudo acaba com a morte, que o homem não tem outro destino senão o de se esvanecer no nada.

Demonstrarei a seguir como esta forma de observar está em total oposição à experiência e à razão. Digamos, desde já, que está destituída de toda noção de justiça e progresso.

Se a vida estivesse circunscrita ao período que vai do berço à tumba, se as perspectivas da imortalidade não viessem esclarecer a sua existência, o homem não teria outra lei senão a dos seus instintos, apetites e gozos. Pouco importaria que se gosta do bem e a equidade. Se só aparece e desaparece neste mundo, se traz consigo o esquecimento das suas esperanças e afeições, sofreria tanto mais quanto mais puras e mais elevadas fossem as suas aspirações; adorando a justiça, soldado do direito, acreditar-se-ia condenado a quase nunca ver sua realização; apaixonado pelo progresso, sensível aos males dos seus semelhantes, imaginaria que se extinguiria antes de ver o triunfo dos seus princípios.

Com a perspectiva do nada, quanto mais tivesse praticado a justiça, mais sua vida seria fértil em amarguras e decepções. O egoísmo, bem compreendido, seria a suprema sabedoria; a existência perderia toda sua grandeza e dignidade. As mais nobres faculdades e as mais generosas tendências do espírito humano acabavam por se dobrar e extinguir inteiramente.

A negação da vida futura suprime também toda a sanção moral. Com ela, quer sejam bons ou maus, criminosos ou sublimes, todos os actos levariam aos mesmos resultados. Não haveria compensações às existências miseráveis, à obscuridade, à opressão, à dor; não haveria consolação nas provas e esperança para os aflitos. Nenhuma diferença se poderia esperar, no porvir, entre o egoísta, que viveu somente para si, e frequentemente na dependência dos seus semelhantes, e o mártir ou o apóstolo que sofreu, que sucumbiu em combate para a emancipação e o progresso da raça humana. A mesma treva lhes serviria de mortalha.

Se tudo terminasse com a morte o Ser não teria nenhuma razão de se constranger, de conter os seus instintos e gostos. Fora das leis terrestres, ninguém o poderia deter. O bem e o mal, o justo e o injusto confundiriam-se igualmente e misturavam-se no nada. E o suicídio seria sempre um meio de escapar aos rigores das leis humanas. A crença no nada, ao mesmo tempo em que arruína toda sanção moral, deixa sem solução o problema da desigualdade das existências, naquilo que toca à diversidade das faculdades, das aptidões, das situações e dos méritos. Com efeito, porquê a uns todos os dons de espírito, do coração e os favores da fortuna, enquanto que tantos outros não têm compartilhado senão a pobreza intelectual, os vícios e a miséria? Por que, na mesma família, parentes e irmãos, saídos da mesma carne e do mesmo sangue, diferem essencialmente sobre tantos pontos? Tantas questões insolúveis para os materialistas e que podem ser respondidas tão bem pelos crentes.

Saudações Reikianas.

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 09:37
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Terça-feira, 22 de Abril de 2008

A Alma e os Diferentes estados do Sono

O estudo do sono fornece-nos indicações de grande importância sobre a natureza da personalidade. Em geral, não se aprofunda muito o mistério do sono. O exame atento desse fenómeno, o estudo da alma e de sua forma fluídica durante a parte da existência que consagramos ao descanso, irá conduzir-nos a uma compreensão mais clara das condições do ser na vida do além. O sono possui não apenas propriedades restauradoras a que a ciência não deu ainda o real destaque, mas também um poder de coordenação e de centralização sobre o organismo material. Pode, além disso, como acabamos de ver, provocar uma extensão considerável das percepções psíquicas, uma maior intensidade do raciocínio e da memória.

O que é então o sono?

É simplesmente o desprendimento da alma, a sua saída do corpo. Diz-se: o sono é o prenúncio da morte. Essas palavras exprimem uma verdade profunda. Sequestrada da carne no estado de vigília, a alma recupera no sono sua liberdade relativa, temporária e ao mesmo tempo o uso de seus poderes ocultos. A morte será sua libertação completa, definitiva. Já nos sonhos e nas ilusões vemos entrar em acção os sentidos da alma, esses sentidos psíquicos, que no corpo são a manifestação externa e amortecida. À medida que as percepções externas se enfraquecem e se apagam, quando os olhos estão fechados e os ouvidos suspensos, outros meios mais poderosos despertam nas profundezas do ser. Vemos e ouvimos com a ajuda dos sentidos internos. Imagens, formas, cenas afastadas sucedem e se desenrolam; são estabelecidas conversas com personagens vivas ou falecidas. Essa acção, muitas vezes incoerente e confusa no sono natural, adquire precisão e aumenta com o desprendimento da alma, no sono provocado, no transe sonambólico e no êxtase. Às vezes a alma afasta-se durante o repouso do corpo e são as impressões das suas viagens, os resultados das suas pesquisas e das suas observações que se traduzem pelo sonho. Nesse estado, um laço fluídico ainda a liga ao organismo material e, por meio desse laço subtil, uma espécie de fio condutor, as impressões e as vontades da alma podem ser transmitidas ao cérebro. É pelo mesmo processo que, em outras formas de sono, a alma comanda o seu envoltório terrestre, fiscaliza-o e dirige-o. Essa direcção, no estado de vigília, durante a incorporação, exerce-se de dentro para fora; ela irá efectuar-se em sentido inverso aos diferentes estados de desprendimento. A alma emancipada, continuará a influenciar o corpo com a ajuda desse laço fluídico que liga continuamente um à outra. Desde então, no seu poder psíquico reconstituído, a alma exercerá sobre seu organismo carnal uma direcção mais eficaz e mais segura. A caminhada dos sonâmbulos, à noite, em lugares perigosos com inteira segurança, é uma demonstração evidente desse fato. O mesmo acontece com a acção terapêutica provocada pela sugestão. Esta é eficaz, sobretudo no sentido de facilitar o desprendimento da alma e lhe dar seu poder absoluto de controlo, a liberdade necessária para dirigir a força vital acumulada no perispírito e, por esse meio, reparar as perdas sofridas pelo corpo físico. Constatamos esse fato no caso de dupla personalidade. A segunda personalidade, mais completa, mais integral do que a personalidade normal, substitui-a com um objectivo curativo, por meio da sugestão exterior, que é aceite e transformada em auto-sugestão pelo espírito do indivíduo. De facto, este nunca abandona os seus direitos e seus poderes de controlo.

NAMASTÉ

Publicado por Viktor às 09:19
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

OS PROBLEMAS DA EXISTÊNCIA

O que importa ao homem saber, acima de tudo, é: o que ele é, de onde vem, para onde vai, qual o seu destino. As ideias que fazemos do universo e de suas leis, da função que cada um deve exercer sobre este vasto teatro, são de uma importância capital. Por elas dirigimos nossos actos. Consultando-as, estabelecemos um objectivo em nossas vidas e para ele caminhamos. Nisso está a base, o que verdadeiramente motiva toda civilização. Tão superficial é seu ideal, quanto superficial é o homem. Para as colectividades, como para o indivíduo, é a concepção do mundo e da vida que determina os deveres, fixa o caminho a seguir e as resoluções a adoptarem.

Mas, como dissemos, a dificuldade em resolver esses problemas, muito frequentemente, nos faz rejeitá-los. A opinião da grande maioria é vacilante e indecisa, seus actos e caracteres disso sofrem a consequência. É o mal da época, a causa da perturbação à qual se mantém presa. Tem-se o instinto do progresso, pode-se caminhar mas, para chegar aonde? É nisto que não se pensa o bastante. O homem, ignorante de seus destinos, é semelhante a um viajante que percorre maquinalmente um caminho sem conhecer o ponto de partida nem o de chegada, sem saber porque viaja e que, por conseguinte, está sempre disposto a parar ao menor obstáculo, perdendo tempo e descuidando-se do objectivo a atingir.

A insuficiência e obscuridade das doutrinas religiosas e os abusos que têm engendrado, lançam numerosos espíritos ao materialismo. Crê-se, voluntariamente, que tudo acaba com a morte, que o homem não tem outro destino senão o de se esvanecer no nada. Demonstraremos a seguir como esta maneira de ver está em oposição flagrante à experiência e à razão. Digamos, desde já, que está destituída de toda noção de justiça e progresso.

Se a vida estivesse circunscrita ao período que vai do berço à tumba, se as perspectivas da imortalidade não viessem esclarecer sua existência, o homem não teria outra lei senão a de seus instintos, apetites e gozos. Pouco importaria que amasse o bem e a equidade. Se não faz senão aparecer e desaparecer nesse mundo, se traz consigo o esquecimento de suas esperanças e afeições, sofreria tanto mais quanto mais puras e mais elevadas fossem suas aspirações; amando a justiça, soldado do direito, acreditava-se condenado a quase nunca ver sua realização; apaixonado pelo progresso, sensível aos males de seus semelhantes, imaginaria que se extinguiria antes de ver triunfarem seus princípios.

Com a perspectiva do nada, quanto mais tivesse praticado o devoto e a justiça, mais sua vida seria fértil em amarguras e decepções. O egoísmo, bem compreendido, seria a suprema sabedoria; a existência perderia toda sua grandeza e dignidade. As mais nobres faculdades e as mais generosas tendências do espírito humano terminariam por se dobrar e extinguir inteiramente.

A negação da vida futura suprime também toda sanção moral. Com ela, quer sejam bons ou maus, criminosos ou sublimes, todos os actos levariam aos mesmos resultados. Não haveria compensações às existências miseráveis, à obscuridade, à opressão, à dor; não haveria consolação nas provas, esperança para os aflitos. Nenhuma diferença se poderia esperar, no porvir, entre o egoísta, que viveu somente para si, e frequentemente na dependência de seus semelhantes, e o mártir ou o apóstolo que sofreu, que sucumbiu em combate para a emancipação e o progresso da raça humana. A mesma treva lhes serviria de mortalha.

Se tudo terminasse com a morte o ser não teria nenhuma razão de se constranger, de conter seus instintos e seus gostos. Fora das leis terrestres, ninguém o poderia deter. O bem e o mal, o justo e o injusto se confundiriam igualmente e se misturariam no nada. E o suicídio seria sempre um meio de escapar aos rigores das leis humanas.

A crença no nada, ao mesmo tempo em que arruína toda sanção moral, deixa sem solução o problema da desigualdade das existências, naquilo que toca à diversidade das faculdades, das aptidões, das situações e dos méritos. Com efeito, por que a uns todos os dons de espírito e do coração e os favores da fortuna, enquanto que tantos outros não têm compartilhado senão a pobreza intelectual, os vícios e a miséria? Por que, na mesma família, parentes e irmãos, saídos da mesma carne e do mesmo sangue, diferem essencialmente sobre tantos pontos? Tantas questões insolúveis para os materialistas e que podem ser respondidas tão bem pelos crentes. Essas questões, nós ire-mos examinar brevemente à luz da razão.

Leon Denis
Publicado por Viktor às 02:23
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