Domingo, 9 de Setembro de 2007

FREDRICH MYERS

Nascido em Keswick (Cumberland), Inglaterra, a 6 de Fevereiro de 1843, e desencarnado em Roma, Itália, a 17 de Janeiro de 1901.

    

      Fredrich William Henry Myers, mais conhecido por Fredrich Myers, foi erudito literato inglês, famoso pelos seus escritos notáveis e estudos sobre os fenómenos espíritas.

      Educou-se no Colégio da Trindade, de Cambridge, e, após ter colminado uma série apreciável de triunfos, foi nomeado professor do mesmo instituto de ensino e, em 1872, inspector de todas as escolas do Distrito. Nessa época já havia publicado um poema intitulado "São Paulo". Nos anos de 1870 e 1872 lançou mais dois volumes de poesias. Em 1883 publicou seus "Ensaios Clássicos e Modernos" (Essays Classical and Modern), obra que alcançou notável valor literário.

      No ano de 1882, após vários ensaios, estudos e discussões, figurou, em primeiro lugar, na lista dos fundadores da "Sociedade de Investigações Psíquicas de Londres", tornando-se o porta-voz da mesma sociedade, dando sua contribuição valiosa na revisão da magistral obra "Fantasma dos Vivos" (1886), cuja introdução escreveu. De sua autoria é ainda a obra "A Ciência e a Vida Futura".

      Posteriormente à sua desencarnação foi publicado seu livro "Human Personality and its Survival of Bodily Death", vertido para o português com o título "A Personalidade Humana" obra que constituiu, de direito e de fato, preciosa contribuição no campo das investigações psíquicas e que foi qualificada pelo sábio William James como a primeira tentativa de se considerar os fenómenos de alucinação, hipnotismo, automatismo e dupla personalidade como partes de um só todo.

      A sua obra "A Personalidade Humana" foi dedicada a Henry Sidgwick e a Edmond Gurney, constituindo um repositório de fulgurantes ensinamentos.

      Nessas Myers proclama que "assim como Sócrates fez descer a Filosofia do Céu para a Terra, o médium Emmanuel Swedenborg foi quem levantou a Filosofia da Terra para o Céu".

      O Espiritismo muito deve a Fredrich Myers pelo interesse que sempre demonstrou pelas pesquisas dos fenómenos psíquicos e pelo idealismo que o norteou, procurando convencer muita gente mediante um trabalho metódico e de divulgação das verdades espíritas, através de obras que tiveram o mérito de sensibilizar muitas pessoas de notória influência, dentre elas Sir" Arthur Conan Doyle, o genial criador de "Sherlock Holmes", que chegou a afirmar num dos seus relatos que a obra de Fredrich Myers "A Personalidade Humana" foi aquela que mais o impressionou, contribuindo decisivamente para a sua conversão ao Espiritismo. Em sua obra "História do Espiritismo", Conan Doylc presta testemunho sobre Myers, asseverando:

      "A Fé que F. W. H. Myers havia perdido no Cristianismo foi restaurada pelo Espiritismo". Em seu livro "A Fé Final", diz ele: "Não posso, num sentido profundo, contrastar a minha crença actual com o Cristianismo. Considero-a antes um desenvolvimento científico da atitude e do ensino do Cristo".

      Fredrich Myers foi, como decorrência, um dos mais eruditos pesquisadores do século passado e sua contribuição em favor da divulgação dos postulados espíritas foi das mais apreciáveis.

Fonte: Grandes vultos do espirítísmo
Publicado por Viktor às 07:00
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

OS FILHOS DE DEUS CASARAM COM AS FILHAS DOS HOMENS

Como se multiplicou a raça adâmica na Terra? O capítulo VI do Génesis nos conta isso. E os versículos de l a 7 confirmam plenamente que Adão não era o primeiro homem em Eva a primeira mulher. Vemos no versículo 2 a distinção entre os adâmicos, chamados filhos de Deus, e as suas esposas, chamadas filhas dos homens. Explica, pois, a própria bíblia, o casamento de Caim. O versículo 4 é explícito: "Ora, naquele tempo havia gigantes da Terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes varões de renome na Antiguidade".
Vemos assim que a Terra estava povoada de gigantes, ou seja, dos descendentes dos homens primitivos com que Deus a povoara, muito antes da vinda da raça adâmica. Por que a Bíblia os chama de gigantes? As pesquisas científicas demonstram que os homens primitivos eram gigantes. Muitas raças conservavam ainda proporções gigantescas. Ligando-se a isso a influência da tradição mitológica e os excessos de imaginação, tudo se explica racionalmente. Um exemplo histórico nos auxilia a compreender esses supostos mistérios: os portugueses (filhos brancos do Deus Europeu) casaram-se com as índias (filhos dos homens primitivos no Brasil) e deles nasceram os homens que continuariam a raça de gigantes do Planalto de Piratininga (os Bandeirantes). Os descendentes de Adão e Eva não constituíram, pois, o género humano, mas apenas contribuíram para o seu desenvolvimento na Terra. Como ensina Kardec, em A Génese, Cap. XI :40, a raça adâmica veio impulsionar o progresso. E todo progresso acarreta a superação de costumes e tradições, a substituição de valores antigos por novos, mudanças profundas nas formas de relações humanas, com fases intermediárias de aparente anarquia, que são sempre consideradas como de corrupção de costumes. Daí o dogma bíblico da "corrupção do género humano", provocando a ira de Deus e o castigo de Deus, por motivo de dissolução de costumes, as catástrofes geológicas, as trombas d'água e as inundações que dizimam em geral criaturas inocentes, em zonas sempre acusadas de dissolutas.
J. Herculano Pires
Publicado por Viktor às 16:00
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2007

EVA E A COSTELA ADÃO: UM MITO DE ORIGEM SOCIAL

Acreditam alguns comentaristas e intérpretes que a alegoria bíblica da criação da mulher tinha uma finalidade social: incutir no homem o respeito pela companheira tirada da sua própria carne. A verdade, ao que parece, é outra. Esse objectivo seria melhor atingido se Deus criasse o casal ao mesmo tempo. A Bíblia deu preferência ao homem e colocou a mulher em segundo plano. O motivo deve ser a necessidade de atender aos preconceitos da época. Mas é incrível que até hoje, no mundo inteiro, multidões de pessoas acreditem que Adão dormiu sozinho e acordou acompanhado de Eva, porque Deus lhe tirou uma costela e dela fez a primeira mulher.
A passagem figura no Cap. II do Génesis, versículos 18 a 25. Note-se que Deus já havia criado todas as coisas, o mundo já estava feito e povoado de animais, com Adão solitário no Éden, quando a mulher foi criada. Tudo concorre para a sua situação de dependência e subserviência das sociedades patriarcais. O próprio Moisés não compreenderia a mulher criada ao mesmo tempo que o homem. Por isso, o espírito-guia do povo hebreu, que na verdade era o deus-familiar de Abrão, Isaac e Jacó, lançou mão dessa alegoria ingénua e poética, proveniente de lendas folclóricas.
Quem estuda, na História das Religiões e na Antropologia cultural, o problema das cosmogonias antigas, não tem dúvida quanto à natureza lendária e alegórica dessa passagem bíblica. Basta recordar os processos mitológicos de criação, em que os próprios deuses eram tirados do corpo de outros deuses e as criaturas humanas também, como no caso muito conhecido da descendência de Brama, na índia. Aceitar, pois, literalmente, o relato bíblico da criação da mulher é deixar de lado a nossa faculdade de pensar, que Deus nos deu para que seja usada e desenvolvida cada vez mais.
A situação de dependência da mulher se justifica ainda com a alegoria do pecado original, pois é a mulher, criatura inferior, que põe o homem a perder. O Cristianismo veio modificar essa situação, típica das sociedades patriarcais de toda a Antiguidade, ao valorizar a mulher no plano espiritual, como vemos no Novo Testamento, a começar do nascimento do Messias. O Espiritismo, que representa o desenvolvimento natural do Cristianismo, completa essa modificação, ao revelar que homem e mulher só existem como expressões da vida nos planos inferiores.
O espírito não tem sexo e se encarna neste ou naquele sexo de acordo com as suas necessidades evolutivas. Por isso Jesus ensinou que os espíritos "nem se casam nem se dão em casamento, pois são como os anjos do céu", como vemos na passagem de Mateus sobre a ressurreição (Mateus, 22:23-33). E Paulo sustenta o mesmo princípio, afirmando que em Cristo, na vida espiritual que ele nos oferece: "não há nem homem nem mulher". (Gaiatas, 3:28).
Publicado por Viktor às 20:15
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

Que És REIKI...

Se suele traducir por "energía cósmica", pero yo prefiero que no olvidemos el aspecto de inteligencia que incorpora. "Ki" es el poder creador del universo, según la cultura japonesa. Todo es una expresión del Ki, o del Prana, del Chi, de la Shakti... para las diferentes tradiciones de India, China... Y "Rei" es la Luz, la conciencia que sustenta ese poder, el Chit, Shiva, el Ser... La inteligencia que vive dentro de todos y cada uno, y en cada partícula de materia/energía.

El Reiki es, pues, el poder inteligente del cosmos, sea que se manifieste a escala global o local. Y un practicante Reiki es aquella persona que está sintonizando conscientemente a esa fuerza universal y que por tanto se deja guiar por su sabiduría intuitiva. ...Dicho así no es diferente de la definición de cualquier practicante espiritual de casi cualquier tradición evolutiva.

De hecho, esto es porque el Reiki como sistema de sanación surge del contexto espiritual del Japón de principios de siglo, una tierra permeada por el Budismo, el Shinto, el Animismo...

Estado de Espiríto: Bem
Publicado por Viktor às 01:52
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