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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

No Momento da Partida

Caros Irmãos,

         Vivi entre vocês nesse mundo de dualidade. Mesmo quando possuía 100% das minhas faculdades enquanto Ser humano terrestre, estava bastante limitado, podendo mesmo comparar essa limitação à explicação científica de que o Ser humano apenas usa 10% das suas capacidades mentais. Mas uma coisa lhes digo, o vosso pensamento é como as nuvens, quanto mais pensam mais nublado se torna o céu e menos capacidade de visualizar o fantástico universo em que estão inseridos. Para que possam entender eu vou-lhes contar brevemente a minha história.

         Nasci em 1932 animando o corpo de uma mulher. Fui crescendo e desde muito cedo comecei a trabalhar. Tive 4 filhos fantásticos, muito diferentes e muito amigos de se ajudarem uns aos outros, até ao fatídico dia em que terceiros fizeram “vingar” a sua vontade no seio da família, levando à desunião gradual da mesma. Naquele momento o meu envoltório carnal (corpo) já sofria de alguns problemas de circulação sanguínea e cardíacos associados também ao excesso de peso que tinha, e com o acontecimento de outras e mais esta situação, as quais em vida não tinha consciência de que ia passar e que eram provações, um dia eis que uma trombose atira comigo para o hospital. Mesmo apesar de ter a minha saúde algo debilitada, nunca fui pessoa de estar parada. A trombose que se repetiu 3 vezes, o que me fez ficar amarrada a uma cama, com o lado direito do corpo completamente imobilizado, sem conseguir falar correctamente apenas emitindo sons desconcertantes, e 100% dependente de terceiros para a minha restante estadia nesse plano terrestre. Quando digo restante estadia, refiro-me aos meus últimos 7 anos de vida. No primeiro ano, vivi numa grande revolta, porque agora estava ainda mais condicionada na minha, e até então já restrita liberdade, pois não andava, não me lavava e não falava, apesar de ter plena consciência do que se estava a passar, ver e ouvir sem poder falar era para mim bastante penoso. Por vezes nem tinham certas conversas à minha frente, mas isso era o que achavam que ser melhor para mim, mas tive sempre o apoio daqueles que me estavam mais chegados, nunca me abandonando. Mas eis que um dia, os meus intestinos resolveram atrapalhar um pouco mais o meu estado débil de saúde. Então, necessitando de cuidados mais especializados fui transportada para um hospital, onde ao fim de pouco tempo acabei por me libertar daquele envoltório carnal (corpo). Lembro-me que momentos antes de partir comecei a ver uma luz intensa, que brilhava mas não feria a vista (já tinha perdido a visão). Emocionalmente tive um grande sentimento de paz e tranquilidade que me proporcionou um agradável momento satisfação que me fez esboçar um ligeiro sorriso (desprendimento parcial do corpo). Por fim perdi a audição, neste meu ultimo sopro de vida. Agora sim, nesta dimensão já me sinto quase completamente livre. Digo isto devido ao facto de o perispirito ou “cordão umbilical” necessitar de cerca de 72 horas para se separar completamente com meu corpo. Por isso, tenho pleno conhecimento do que me fizeram, do velório bem como do local onde depositaram o meu corpo. Por falar em velório, houve uma coisa que me deixou feliz, foi o facto de ver todos os meus filhos reunidos novamente, ainda que fosse pela última vez. Mas nesse local, oh que choros, quantas lágrimas, quanta dor, quanta tristeza… não havia necessidade, pois naquele momento eu já não estava ali dentro daquele corpo, já era novamente livre, mas a tradição faz as pessoas praticarem rituais que já não têm sentido. Mas houve algo no velório que me despertou a atenção, o meu neto estava com ar satisfeito e feliz, não porque estava a gostar do que via, mas porque tinha a consciência da felicidade que tive ao libertar-me daquele corpo.

         Não me vou alongar mais, dizendo-lhes apenas que quando um dia voltar a estar entre vós, na hora da minha partida façam uma festa e não sofram, por isso treinem o desapego, porque ninguém é de ninguém e amar não é prender mas sim dar liberdade.

Saudações Holísticas

NAMASTÊ

Música: M80
Publicado por Viktor às 09:34
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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

Depois do Adeus

Caros irmãos,

     Aquilo que chama de vida, eu defino como mais uma viagem com estadia na Terra. Apesar de muitos não acreditarem em verdade vos digo que aquilo que define como morte, não é mais que uma pequena viagem de regresso à casa do Pai. Por essa razão e devido à vossa limitação (condição imposta a todos os espíritos que necessitam de passar as provações desse mundo) de mentalidade e consciência, grande parte da humanidade tem pavor da morte, impedindo-os de viver na plenitude. Irmãos, mas após a vossa chegada à Terra essa (morte) é a única coisa certa que têm, pois como qualquer viagem, há sempre ida e volta, portanto vivam os vossos momentos na plenitude tendo sempre a consciência de viver segundo as leis universais e que nada te possa envergonhar perante Deus, mantendo a tua alma pura.

     Mas isto não acontece e as pessoas enquanto visitantes (habitantes) do planeta Terra criam laços profundos, geram sentimentos de inveja, geram apegos a pessoas (também a coisas e ideias) e trabalham em prol do seu ego em detrimento dos trabalhos altruístas. Então quando chega a hora do retorno de alguém que vos é chegado, oh meu Deus, que choros, que gritos, os desesperos, quantas lágrimas e o luto. Isto tudo é fruto do desconhecimento da eternidade do Ser e que cada vida é mais uma viagem na qual embarcámos em prol da nossa aprendizagem no caminho da ascensão, porque afinal todos somos anjos (seres divinos) que andamos a aprender e a estudar para lá chegarmos, através das sucessivas reencarnações ao longo de milénios.

     Desconhecer a verdade não é bom, pois esses seres ficam tão agarrados aos prazeres da vida terrena que, assim que desencarnam ficam em estado de perplexidade com tudo o que estão a visualizar (mundo desconhecido e mentalmente rejeitado) e não aceitando o seu regresso (morte) teimam em ficar a deambular sobre a terra, “prejudicando” os que ainda lá estão, pois para se conseguirem manter nesse estado têm de se agarrar a um ser encarnado (normalmente alguém com o qual sentem afinidade) “sugando” parte da sua energia. Além da energia, a entidade ainda “tenta” que o obsediado (pessoa que tem uma entidade encostada a ela) faça aquelas coisas que enquanto ser vivo (o obcessor) gostava de fazer, para assim ter os seus momentos de prazer. Enfim, é lamentável que assim seja, mas é verdade e a verdade é para ser transmitida em prol da consciencialização dos Seres para o Novo Mundo, fora da dualidade que caracteriza este.

     Termino deixando um apelo a todos os seres de luz: Vamos conjunta e silenciosamente trabalhar em prol do bem-estar de toda a humanidade, ancorando as energias das mais elevadas frequências e emanando a nossa energia de Amor através do nosso coração para todos aqueles a quem a nossa Luz sirva de farol no mar de ideias e caminhos à disposição do nosso semelhante.

     OM… OM… OM…

Saudações Holísticas

NAMASTÊ

Estado de Espiríto: Útil ao semelhante...
Música: M80
Publicado por Viktor às 12:09
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Terça-feira, 7 de Setembro de 2010

Reflexão

Caros leitores,

O Ser sofre pelas mais variadas razões e motivos, perda, solidão e eutanásia. Muitos Seres sofrem porque perderam a casa, o computador, um amigo ou até mesmo um familiar, até aqui tudo bem, mas vamos lá ver porque sofrem? Sofrem devido ao apego (já aqui abordei este tema) que deriva da educação individual e colectiva das pessoas, pois teimam em viver “agarradas” aos paradigmas da sociedade e das velhas crenças que cada vez mais se encontram ultrapassadas. Lembrem-se de quando nasceram, o que trouxeram convosco? Nada! Logo, não esperem levar nada de cá, pois nada lhes pertence, a não ser as vivências e aprendizagens de cada momento que têm na vida, pois os momentos são únicos. Assim sendo tenham presente que nada é eternamente vosso e tudo aquilo que diz ter é apenas temporariamente seu, porque amanhã poderá já não ser e quando partir tudo ficará cá, ou espera ser enterrado como os faraós?

A Solidão pode ser sentida das mais diversas formas e feitios. O Ser pode-se sentir só estando realmente sozinho, no meio de uma multidão ou até mesmo fazendo uma vida normal. Sente-se só porque as outras pessoas não dão valor ao seu trabalho, porque é incompreendido, porque não o convidam para as festas, porque se sente “posto de parte”, porque sabe que poderia ser útil e não lhe pedem, enfim pelos mais variados motivos. Não se sinta assim, pois o mal não é seu mas sim de todos aqueles que não reconhecem o benefício da sua obra, pois o valor de qualquer “obra” ou “projecto” é “medido” consoante o objectivo e a finalidade com que o mesmo é executado e não pela sua grandeza física ou pela quantidade de participantes que tem.

Eutanásia é uma palavra que tem suscitado inúmeros comentários e opiniões no meio científico. Esta é apenas uma palavra para “encapotar” uma ordem de Morte. Mas quem é o Ser humano para definir segundo os seus paradigmas e conceitos, quem e quando deve morrer? Agora pergunto eu, quem é que disse àquelas pessoas para virem ao planeta Terra? Se não são donos do fenómeno da vida, porque querem ser donos da hora da partida (morte)? Nestes casos o Ser humano deve agir como age com qualquer pessoa que necessita de cuidados médicos, e assim tentar por todos os meios possíveis manter a pessoa neste planeta ou não será esta a função dos médicos? Respeitemos o próximo mesmo não concordando com as suas ideias, situação fundamental para se conseguir viver harmoniosamente em sociedade.

Saudações Holísticas

NAMAS

Música: M80
Publicado por Viktor às 11:39
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